Operações Ararath, Imperador e Metástase têm ligação com Riva; veja

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Do RDNEWS
O início da Operação Metástase ocorreu com a deflagração da Operação Ararath e a investigação que culminou na ação realizada, nesta quarta (23), já era de conhecimento da população, desde as oitivas da Operação Imperador, presidida pela juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda.
Na época, o promotor chefe do Gaeco, Marco Aurélio, questionou os deputados Mauro Savi (PR), Romoaldo Júnior (PMDB) e o ex-parlamentar, hoje conselheiro, Sérgio Ricardo sobre o uso da verba de suprimentos até mesmo para compra de material gráfico.
Em comum, em todos os processos, está o fato de o ex-presidente da Assembleia José Riva (PSD) ser uma espécie de elo entre todas as operações, justamente porque os casos investigados ocorreram na época em que comandava o Parlamento.
Durante as oitivas, o promotor indagou Savi sobre o benefício, e o republicano afirmou que usou algumas vezes e que era para jantar e carros, mas nunca para material de expediente. Romoaldo, por sua vez, confirmou que a verba existia, mas negou qualquer irregularidade.
O ex-deputado Sérgio Ricardo disse, no depoimento, que usava a verba de suprimentos, mas explicou que não havia necessidade para material de expediente, que era para outras despesas.
Operação Ararath
Deflagrada pela Polícia Federal, a Operação Ararath investiga crimes financeiros e lavagem de dinheiro, em Mato Grosso. Durante as sete fases da operação, foram cumpridos vários mandados de busca e apreensão. Entre os documentos apreendidos estão os que subsidiaram as investigações da Operação Metástase.
Imperador
Deflagrada pelo Gaeco, a operação apura fraudes na compra de materiais de expediente para os gabinetes dos deputados estaduais, durante a gestão de Riva. O rombo seria de R$ 62 milhões. Os questionamentos sobre as verbas de suprimentos, dentro destes processos, se devem ao fato das mesmas terem sido utilizadas para compra de material de expediente.
Benefício
Devido aos depoimentos nas oitivas presididas pela juíza Selma Arruda, veio à tona a existência da verba de suprimentos, recebida pelos deputados, mas sem conhecimento da população. A aplicação do subsídio, que até abril deste ano estava em R$ 4 mil mensais, foi duramente questionada pelo promotor Marco Aurélio.

O Rdnews apurou que a verba de suprimentos podia ser requisitada até mesmo por servidores lotados nos gabinetes. O valor era utilizado para bancar despesas não previstas na verba de gabinete, que garantia o custeio das atividades parlamentares.

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