Paralisia tomou conta de servidores públicos federais em Mato Grosso

Em Mato Grosso, servidores públicos de ao menos oito órgãos federais estão em greve. No geral, são aproximadamente seis mil profissionais ligados às áreas de Educação, Previdência e Justiça, que reivindicam reposição salarial e “melhores condições de trabalho”. Em determinados casos, a paralisia já dura 100 dias.

Estão de braços cruzados funcionários da Universidade Federal (UFMT), Hospital Universitário (HUJM), Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Instituto Federal de Educação (IFMT), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra)e outros três ligados ao Judiciário: Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Tribunal Regional Eleitoral(TRE) e a Justiça Federal. Sem acordo, milhares pessoas tentam e buscam em vão atendimento nas agências do INSS, estudantes permanecem sem aulas (só a UFMT tem cerca de 20 mil alunos) e pilhas de processos se acumulam no Judiciário.

Na UFMT, são cerca de 3,4 mil docentes e técnicos administrativos, que estão em greve desde o dia 28 de maio passado. No caso dos professores, a pauta de reivindicação é extensa e composta por demandas, como a defesa do caráter público da universidade, garantia da autonomia, do financiamento público estável e suficiente para as IFEs do país, das condições adequadas para o exercício do trabalho, garantia de carreira única para todos os docentes, de aposentadoria integral, entre outras.

“Discutimos também o corte orçamentário de R$ 9 bilhões para a educação federal”, enumerou o presidente da Associação dos Docentes da UFMT, Reginaldo Araujo. A categoria entende que as instituições federais de ensino já encontravam dificuldade para o pleno funcionamento e pagamento das contas, agora muitas ficarão completamente inviabilizadas de dar continuidade ao ano letivo. “Compromete, inclusive, as bolsas de estudos dos alunos de grupos sociais, que há até bem pouco tempo não tinham espaços nas instituições federais”, completou. O movimento dos técnicos também abrange os funcionários do HUJM.

No IFMT, as aulas também estão interrompidas desde 13 de julho passado. Os professores e administrativos pedem a recomposição entre 2010 e 2015, que fica em torno de 19,07%. Mas, a exemplo das demais categorias, o movimento segue sem acordo com o governo.

Já os 800 servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão em greve há 60 dias pelo reajuste de 27%, incorporação de gratificação, equiparação salarial entre ativos e pensionistas, concurso publico, e melhorias das condições de trabalho.

Na última sexta-feira (04), o movimento ganhou a adesão dos peritos. Mais transtorno para quem depende dos serviços prestados pelo órgão, uma vez que a perícia médica é exigida para cidadão receber benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, aposentadoria especial e para reconhecimento de acidentes de trabalho.

Nesta semana, de acordo com o comando nacional de greve do INSS, a categoria vai avaliar a proposta oferecida pelo governo de reajuste salarial de 10,5%, dividido em dois anos, com direito a renegociação ao final do período. Os trabalhadores pediam, inicialmente, 27,6% de aumento salarial, em parcela única.


No Incra, 200 servidores cruzaram os braços há duas semanas. Eles cobram reajuste e querem fazer parte da carreira ambiental. Diário de Cuiabá 

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