Riva e família Barbosa são alvos de seis operações em apenas dez meses

Dez meses após a mudança de gestão em Mato Grosso, as instituições como Ministério Público e Polícia Civil se fortaleceram e o ex-deputado José Riva (sem partido) e a família do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) tornaram-se os alvos das operações realizadas ao longo deste período.
Ao todo já foram seis operações, além de seus desdobramentos, que levaram os dois políticos, aliados e familiares para a cadeia sob a suspeita de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, além de coação de testemunhas e cobrança de propinas.
As ações contra o grupo político que se manteve no poder por décadas iniciaram em fevereiro. Poucos dias depois da perda de foro privilegiado, o ex-deputado foi preso em sua residência durante a Operação Imperador, deflagrada pelo Gaeco, que apura o desvio de R$ 62 milhões.
Ainda em desdobramento desta mesma operação, o apartamento da deputada Janaina Riva (PSD) foi alvo de busca e apreensão em junho e no mês seguinte o alvo foi Djalma Ermenegildo, servidor da Assembleia acusado de ter extraviado documentos importantes sobre o suposto desvio. Ele segue presos desde 21 de julho.
Depois de permanecer quatro meses preso, Riva deixou o presídio em 24 de junho, porém, exatamente uma semana depois, 1º julho, recebeu voz de prisão com a deflagração da Operação Ventríloquo, que apura o desvio de R$ 9 milhões, por meio do pagamento de dívida junto ao HSBC. Além dele, foi preso também ex-secretário da Assembleia, Luiz Márcio Pommot.
No entanto, desta vez a prisão de Riva durou apenas um dia. O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia determinado a soltura do ex-parlamentar na semana anterior. Além disso, ele cumpria as medidas restritivas.
Ainda contra Riva, o Gaeco deflagrou a Operação Metástase no dia 23 de setembro na qual prendeu 22 servidores da Assembleia para apurar o desvio de R$ 2 milhões do fundo de suprimento da Assembleia nos anos de 2013 e 2014.
O dinheiro teria sido usado para pagamento de regalias pessoas do ex-parlamentar como combustível de sua aeronave particular, pagamento de honorários advocatícios, entre outros. Em desdobramento à investigação da Metástase, o Gaeco voltou a prender Riva esta semana no dia 13 de outubro, desta vez por coação de testemunha. Junto com ele, foram detidos a servidora Maria Helena Caramelo e o ex-assessor Geraldo Lauro. 
Família Barbosa 
Em agosto deste ano, a família Barbosa passou a ser o alvo e a primeira a ser presa foi a ex-primeira-dama, Roseli Barbosa, durante a Operação Ouro de Tolo que é um desdobramento da Operação Arqueiro que apura desvio de recursos na secretaria de Trabalho e Assistência Social.
Além dela, foi preso o ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Corrêa. O Gaeco prendeu também o ex-assessora de Roseli, Rodrigo de Marchi, e o empresário Nilson da Costa e Faria. Eles foram denunciados pelo dono da Microlins, Paulo Cesar Lemes, que fez delação premiada.  
 Sete dias depois de ser presa, Roseli foi solta, assim como todos os outros acusados no esquema. Porém, no dia 15 de setembro foi decretada a prisão de Silval durante a Operação Sodoma, porém, ele se entregou em 17 de setembro, após ficar dois dias foragido.
 Além do ex-governador, foram presos também os ex-secretários Pedro Nadaf e Marcel de Cursi. Eles são acusados de fraudar o processo de concessão de incentivos da Tractor Parts e cobrar propina do empresário João Batista Rosa, que entregou o esquema em delação premiada. Eles completaram um mês na prisão. RD News

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