Jornalistas assassinados no mundo são tendência crescente, diz ONG

agressaojornalistaA organização não governamental Repórteres sem Fronteiras informou hoje (2) que, na última década, foram registradas 700 mortes de profissionais de imprensa. Segundo a ONG, o número de jornalistas alvo de detenções arbitrárias, assassinados ou torturados é uma tendência crescente no mundo.
“Apesar dos esforços, muito mais deveria ser feito para acabar com a impunidade e proteger os jornalistas. Ouvimos diariamente novos casos de jornalistas mortos, isso é extremamente preocupante”, afirmou Delphine Halgand, diretora da ONG em Washington.
Delphine defendeu hoje, em uma sessão na sede das Nações Unidas, que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, indique um representante especial para dedicar-se ao tema de segurança dos jornalistas. “Somente um representante especial trabalhando junto com o secretário-geral terá a força política e legitimidade para promover a mudança”, disse.
A diretora do Repórteres sem Fronteiras criticou que apenas metade dos países onde jornalistas foram mortos recentemente respondeu às solicitações da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre as circunstâncias das mortes destes profissionais. “Irã, Iraque, Mali e Rússia são alguns [dos países] que não responderam ao pedido da Unesco. Agora é hora de ação e de uma verdadeira mudança”, disse.

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