17 de abril de 2007

Por que ninguém permanece no cargo de diretor de Cultura de Tangará?

Por que somente na administração do prefeito Júlio César Ladeia (PR) três pessoas já ocuparam ao cargo de diretor de Cultura do Município?

O primeiro a assumir a função foi a professora Rosilene Silvana, evangélica membro da Assembléia de Deus. Teve passagem rápida pelo setor. Enfrentou encrencas e saiu bastante desgastadas, resultando em prejúizos para o prefeito e, sobretudo para a Cultura.

Depois foi a vez do apadrinhado pela então primeira-dama da cidade, Leliane Hernandes. Fotógrafo profissional e apresentador de TV, Benê Color, teve uma passagem de cometa pela Coordenadoria. Também sofreu na pele o drama de dirigir um setor da administração pública sem recursos suficientes para por em prática as férteis idéias que tinha.

Transferido para outra Coordenadoria da Secretaria Municipal de Turismo e Comércio, não conseguiu emplacar na Cultura do Município sequer uma ação duradoura. Sua ineficiência também foi notória durante os meses que permaneceu ligado ao Turismo.

Por último, foi a vez do apadrinhado político do vereador petebista Luiz Marcos Nogueira, artista plástico Everaldo Alves. Sem experiência, sem espírito de liderança cultural, sem apoio da classe e sem recursos, não demorou muito a naufragar. Ainda não foi exonerado do cargo. Mas a sua saída é uma questão de dia ou de horas.

É justo afirmar que todos que passaram pela Cultura no decorrer da atual Administração deixaram suas marcas. Umas mais fortes, outras mais fracas. Mas é certo também que nenhum realizou a contento o que os artistas e representantes das organizações culturais do Município esperavam.

Para tantas nomeações e exonerações só há uma explicação. Essas pessoas ao serem impossadas como gestor de Cultura do Município pensaram ser os próprios secretários do setor. Quando na verdade, não passavam de coordenadores, auxiliares do secretário de Educação e Cultura.

Não foi dífícil ver todos eles ao chão pela puxada de tapete feita pelo próprio titular da Educação. Talvez, se tivessem sido mais humildes e se aproximado mais do chefe da SEMEC tivessem tido melhor oportunidade de realizar alguma coisa pela Cultura.

Para se fazer um bom trabalho pela Cultura será necessário que o ocupante do cargo seja uma pessoa criativa, bem relacionada, líder, com trânsito livre junto aos setores artísticos da cidade; será indispensável que tal pessoa mantenha um grande vínculo de amizade com o secretário de Educação e Cultura. Apoio e incentivo dos membros do Conselho Municipal de Cultura e recursos.

Criatividade pode conduzir projetos para longe, mas não até o final da linha. Daí a importância da criação de um fundo municipal de cultura, assunto que abordarei em próximo artigo.

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