28 de fevereiro de 2007

Coluna de Dorjival Silva (Primeira Edição)



TANGARÁ RECEBE ÁREA TERRITORIAL
Palácio Tangará
A prefeitura de Barra do Bugres devolve nesta quarta-feira (28) ao município de Tangará da Serra uma área territorial de divisa de tamanho significativo. A mesma foi motivo de discórdia de ambos os municípios durante muitos anos. Agora, juridicamente o assunto foi resolvido.

Prefeito Júlio César Ladeia recebe oficialmente a propriedade e com ela outra situação. Vai precisar administrar mais de 300 famílias agrícolas que residem na área, um postinho de saúde e uma escolinha rural.

Tangará da Serra torna-se oficialmente maior em extensão territorial e em habitantes a partir de hoje. Politicamente, pode ser bom. Mas do ponto de vista agrário-social, são mais problemas para serem administrados.

CARAMUJO AFRICANO OCUPA TANGARÁ

O Caramujo Africano toma conta de vários bairros de Tangará da Serra. Sua infestação está à beira do incontrolável. Antes a população diretamente afetada pelo bicho ainda o controlava parcialmente com o uso de sal. Mas, como ouve um aumento considerável no decorrer do período chuvoso, não tem mais sal que dê jeito. Moradores de bairros mais afetados já falam em combatê-los por meio de produtos químicos.

MAIS DE CEM LIXEIROS

Existem mais de 100 pontos no perímetro urbano onde a população tangaraense joga lixo de forma aleatória. Quem duvida desta informação está desafiado a dar uma volta pela cidade para checar o que afirmo. O mais agravante disso é que nos “lixinhos” proliferam-se caramujos africanos, ratos e outros insetos, pondo em risco a saúde de pessoas indefesas.

TRS VETADA

Prefeito Júlio César Ladeia vetou o Projeto de Lei que trata da cobrança da Taxa de Resíduos Sólidos (TRS) por entender que do jeito como foi aprovada pela Câmara de Vereadores fere a constitucionalidade. Para o webleitor se situar no assunto. Essa taxa foi criada em Tangará da Serra para cobrar das empresas e dos cidadãos pela retirada e condução do lixo até o lixão da cidade. E é bom lembrar que desde que entrou em vigor até ser desativada, foi motivo de muita indignação por parte da sociedade.

CÂMARA E IMPRENSA

Um jornalista encontrou-se nas dependências da Câmara Municipal ontem à tarde com um vereador. Sem titubear, o repórter perguntou:
- E ai vereador, como vai a “Câmara de Júlio”?
O parlamentar respondeu:
- A Câmara de Júlio vai bem. Você sabe: a gente não pode ficar dando murro em ponta de faca, né...?
Vereador também perguntou:
- E ai, poderias me informar como anda a “Imprensa de Júlio”?
Jornalista:
- Quê Imprensa de Júlio? Que história é essa?
Vereador:
- “Vocês” criticam que a Câmara não questiona alguns assuntos referentes ao município sem razão. “Vocês” também estão calados...
O assunto foi encerrado com um aperto de mão dos dois e certo sorriso irônico na face.

PEGOU MAL PARA OS DOIS LADOS

Meu Deus do céu! Que história é essa? Por favor, me expliquem... “Câmara de Júlio”, “Imprensa de Júlio”? Confesso não estar entendendo nada. Além do mais, não concordo com as colocações feitas pelo vereador e o repórter. Pegou mal para os dois lados!