22 de março de 2007

A FORÇA DA PRESSÃO E DO GRITO POR MELHORIAS SOCIAIS



Pressão social obrigou poderosos a participarem de reunião para resolver situação dos acadêmicos

Professores, estudantes, servidores públicos das esferas municipal, estadual e federal, já deveriam ter tomado consciência que muitos fatos só se tornam reais por meio do livre exercício da pressão e do grito. A história tem registrado que quando as classes sociais se organizam e unidas partem em direção ao que necessitam, geralmente alcançam seus objetivos.

Exemplo recente do que digo, pode ser constatado na luta dos acadêmicos da Unemat de Tangará da Serra, por um transporte coletivo urbano menos cruel e mais acessível à realidade econômica e social da classe. Tenho por certo que se eles não tivessem superlotado o auditório da Câmara Municipal na última segunda-feira (19) e feito o que fizeram, nem a reunião no auditório da Unemat, teria ocorrido na manhã de ontem.

Na reunião desta quarta-feira (21) envolvendo vereadores, empresa exploradora do setor de transportes, acadêmicos e representação da prefeitura municipal, ficou comprovada que a pressão social faz a teoria sair do papel. A luta empreendida pelos universitários da Unemat avançou consideravelmente por causa de apenas duas manifestações públicas.

Está evidente que as conquistas dos acadêmicos não ficarão apenas em poder usar os passes que sobram de um mês para outro. Nem o direito de poder adquirir passes duas vezes no mesmo mês. Isso é pouco demais para quem merece muito e tem amparo social assegurado constitucionalmente.

A luta dos estudantes deve ser em busca da gratuidade total nas passagens de ônibus coletivos. Que gostem ou não, empresa exploradora do setor, prefeitura ou Câmara Municipal. Moramos em um país onde geralmente há jeito para tudo, principalmente, quando esse tudo pertence às classes mandatárias.

Não favorecer aos estudantes com o simples direito de ir e vir gratuitamente à Universidade, é o mesmo que trabalhar em favor do atraso cultural, da alienação ideológica e da escravidão social e política. Fatos bem visíveis ainda trabalhados sutilmente entre nós.

A pressão exercida pelos universitários de Tangará da Serra, que por pouco não tiveram seus direitos tolhidos, deve servir de exemplo para as demais classes sociais que se vêem prejudicas. Não devem restar alternativas após o esgotamento do diálogo democrático. Pressão, grito e cara pintada têm feito muitos milagres em nosso país. Penso assim e de nenhum outro modo.

IMPRENSA DO MÉDIO NORTE É REFORÇADA COM CHEGADA DE NOVO JORNAL

Comecei a receber hoje em meu escritório o mais novo jornal do município de Tangará da Serra. “O Jornal do Vale”, no seu ano 01, 4ª Edição. Fruto dos esforços de um apaixonado por imprensa, o empresário Sílvio Delmondes.

“O Jornal” como é seu nome, chegou às mãos dos tangaraenses na última segunda-feira (19), trazendo para a sociedade mais uma opção de leitura saudável e inteligente.

A população vem aprovando o estilo de jornalismo trabalhado. Com enfoque amplo nas questões políticas, sociais, culturais e esportivas, o noticioso não tem ficado em nada a desejar em relação aos da capital e de outras regiões do estado de Mato Grosso.

Composto por um editorial bem redigido e reflexivo, reportagens sobre temas atualizados e espaço para o lazer e a diversão, O jornal oferece ao leitor oportunidades para questionamentos e tomadas de decisões.

De parabéns, os empresários Sílvio Delmondes e Ivo Tach, e os jornalistas Jurandy Santana, Nilson de Andrade, Nelli Tirelli e Moisés Bispo pela grande colaboração que oferecem, por meio do O Jornal, ao fortalecimento da cidadania e da cultura dessa região do Mato Grosso.