28 de março de 2007

MUNICÍPIO NÃO REPASSARÁ RECURSOS PARA ACITS EM ATENÇÃO AO MP



José Pereira Filho informou que Município não repassaria mais recursos da ordem de R$ 10 mil para ACITS

O Município não fará o repasse de R$ 10 mil autorizado pela Câmara Municipal, na sessão ordinária da última segunda-feira (26), para a Associação Comercial e Empresarial de Tangará da Serra – ACITS.

O montante não será mais torrado em propaganda para enriquecer ainda mais os burgueses da cidade, graças à intervenção do Ministério Público Estadual na pessoa do seu representante, promotor Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho.

Ao receber denúncia protocolada pelo vereador Celso Ferreira de Sousa, nesta terça-feira (27), o MP agiu imediatamente. Documento encaminhado à prefeitura, solicitava que o prefeito Júlio César Ladeia evitasse por todos os meios efetuar o repasse autorizado por cinco dos dez vereadores tangaraenses.

Sabiamente, o chefe do executivo atendeu ao Ministério Público. Ao meio dia, o secretário de Administração e Controle Interno José Pereira Filho, anunciou em entrevista que o Município não efetuaria mais o repasse.

As palavras do secretário não agradaram aos vereadores que foram “mordidos” pelo lobby da ACITS, à própria entidade, dirigida pelo empresário Ramão Chaparro, e alguns veículos de comunicação da cidade que chegaram a precionar a Câmara para aprovar o projeto de Lei que concederia o repasse da verba pública para a iniciativa privada.

WAGNER ESTÁ PREOCUPADO COM VIOLÊNCIA EM TANGARÁ


“O deputado Wagner Ramos está PREOCUPADO com o alto índice de criminalidade em Tangará da Serra”. Não acredito! Será mesmo? Parece brincadeira, mas não é. Ele está PREOCUPADO com a violência que campeia nossa cidade.

Que ótimo! Até que enfim, estamos pagando um salário milionário para uma pessoa estar lá na capital do estado para usar a tribuna da Assembléia Legislativa, e dizer que está PREOCUPADA com a violência que assola nosso município.

Webleitor, nós que residimos e ajudamos a construir Tangará da Serra, não precisamos somente disso: uma pessoa preocupada. A população precisa de um representante que tenha projetos próprios e atitude. Alguém que chegue aqui e use nossa imprensa não para aparecer, mas para informar ações concretas. Chega de abstratos e promessas vazias!

Este jornalista também está preocupado com a violência que tira a tranqüilidade da sociedade tangaraense. Mas, só a minha preocupação basta? Se todas as autoridades locais dissessem ao mesmo tempo estar preocupadas com o problema em foco e não realizassem nada concreto, por isso a bandidagem se mudaria de município?

Os governos estadual e municipal sabem que um novo presídio precisa ser construído com urgência, urgentíssima no município. A sociedade também sabe disso porque sofre o problema na pele. Principalmente, as pessoas que residem nas proximidades da cadeia pública.

O que os representantes do governo do estado e do “povo” precisam fazer, é começar a obra e marcar uma data certa para entregá-la à comunidade. Ações concretas, ao contrário de conversa fiada e PREOCUPAÇÃO. Blá, blá, blá não basta. Isso chega a ser irritável.
Penso assim e de nenhum outro modo.

CÂMARA DE TANGARÁ NOVAMENTE COM A IMAGEM OFUSCADA


Câmara de Tangará: até quando teremos de conviver com sua melancólica imagem?

A imagem da Câmara Municipal fica ofuscada mais uma vez, na opinião da grande maioria dos cidadãos tangaraenses, de parte da imprensa e do Ministério Público Estadual.

Desta feita, por causa do voto de cinco dos seus parlamentares, na última sessão ordinária realizada segunda-feira (26), favoráveis à doação de R$ 10 mil dos munícipes, para serem torradas com propaganda pela Associação Comercial e Empresarial de Tangará da Serra – ACITS.

O repúdio pela atitude dos vereadores que aprovaram o projeto de Lei de autoria do Executivo, cresce a cada momento. Tamanho tem sido o grito social, que o MP, através de seu representante, promotor Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho, proferiu notificação recomendatória ao Executivo para que adote todas as medidas possíveis para não efetuar o repasse do dinheiro.

A ACITS também está com sua luminosidade bastante ofuscada. É de opinião dos tangaraenses e do MP que a entidade não ponha a mão nos recursos da municipalidade. O entendimento é de que a causa da ACITS passa longe de atender os interesses sociais.

O montante a ser doado pelo Município só beneficiaria os próprios empresários que desovariam seus estoques velhos das lojas, com melhora certa na qualidade de vida da classe. Nunca da sociedade menos favorecida, como os lobistas chegaram a insistir que os pobres também ganhariam.