2 de abril de 2007

WAGNER RAMOS: DEPUTADO, OU AINDA REPÓRTER?

Ouvindo o deputado Wagner Ramos falando ao meio dia desta segunda-feira em um canal de televisão local, fiquei indagando aos meus botões: ele é um deputado estadual ou ainda um repórter de rádio? No decorrer de toda a entrevista cedida ao apresentador Evandro Carlos, o representante de Tangará da Serra na Assembléia Legislativa noticiou vários assuntos. nenhum, porém, que ele tenha sido o ator principal.

Meu vizinho que não perde nenhuma cena da política tangaraense, foi até à minha área e perguntou: "viu o Wagner na TV"? Respondi: "Sim". Fez-me outra pergunta: "ouviu ele noticiar alguma coisa que tenha feito de concreto nos primeiros 30 dias como deputado"?

Fui obrigado a responder ao meu vizinho que "não". Quis dizer: sim, que ele já havia embolsado um mês de salário milionário. Na verdade, Wagner falou de muitas coisas, mas que tenha sido realizada por forças suas, nenhuma.

O vizinho retrucou: "É....meu amigo. O homem já recebeu uma grande bolada de dinheiro público pelo primeiro mês como deputado, e por isso mesmo, deveria ter pelo menos 'pregado um só prego numa barra de sabão' para a satisfação do eleitor e dos demais cidadãos tangaraenses que o elegeram suplente".

Disse-lhe que deveria ter um pouco mais de paciência. Que deveríamos esperar por mais 30 dias para que o parlamentar pudesse fazer o que tem se proposto a fazer. Claro que falei isso para aquele cidadão, como forma de acalentá-lo.

Na verdade, tive vontade de lhe dizer que não alimentasse muitas esperanças na maioria dos políticos atuais. Principalmente, na "turma" do blá blá blá. Daqueles que não podem fazer nada em favor do cidadão e ficam mentido por ai, feito felinos, jurando que farão milagres.

Milagres só Deus pode fazer. Deputado ainda não tem tanta graça divina assim. Inspirados no capeta, o que eles sabem fazer em abundância, é mentir e arranjar meios para melhoria de suas próprias vidas. Para esses, os "eleitores que se explodam", como dizia o deputado Justo Veríssimo, inesquecível personagem de Chico Anísio. Saudades do Justo que pelo menos era sincero: odiava o povão.