5 de abril de 2007

OS MENUDOS ESTÃO DE VOLTA, NA CCJ



Não são umas gracinhas?


Jovens, com sobrenomes famosos e decididos a alcançar o estrelato na política, seis deputados fazem barulho na principal comissão da Câmara

Se os recrutadores da nova formação do grupo musical Menudos – que buscam novos talentos em reality shows nos Estados Unidos para a boy band, febre nos anos 80 entre crianças e adolescentes – baixarem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, encontrarão um conjunto mais que completo.

Em vez de um quinteto, como era a formação original dos porto-riquenhos, a mais poderosa comissão da Casa reúne seis parlamentares que, devido à pouca idade e ao sonho em comum de fazer sucesso no palco político, já ganharam dos colegas mais experientes o apelido que remete à famosa banda.

No lugar de Charlie, Ray, Roy, Robby e Ricky, para citar a versão mais conhecida do grupo, na Câmara, os holofotes procuram os deputados Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), 28 anos, Bruno Araújo (PSDB-PE), 35, Efraim Filho (DEM-PB), 28, Felipe Maia (DEM-RN), 34, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), 27, e Maurício Quintella Lessa (PR-AL), 36.

O grupo pode até não ser dos mais afinados, como mostraram as recentes disputas travadas na CCJ em torno da instalação da CPI do Apagão Aéreo. Afinal, apenas Maurício e Leonardo são governistas; os demais fazem oposição ao governo Lula (leia mais). Mas quem disse que os Menudos primavam pela excelência musical?

Política como música
Divergências partidárias à parte, os deputados reúnem tantas características em comum que ninguém duvida que o sexteto possa tocar junto. Jovens, com grandes ambições políticas, vaidosos – não dispensam o gel no cabelo nem os ternos de corte moderno –, os seis também são herdeiros da “velha guarda”, que há décadas conhece os caminhos do poder.

O mais famoso deles, ACM Neto, traz no nome a referência ao avô senador, assim como Efraim, filho do também senador Efraim Moraes (DEM-PB). Tal como o colega paraibano, Felipe também estréia na Câmara sob o olhar atento do líder do DEM (novo nome do PFL) no Senado, José Agripino (RN), seu pai. Bruno, outro novato, é filho do ex-deputado estadual pernambucano Eduardo Araújo.

Mais jovem presidente a assumir o comando da principal comissão da Casa, Leonardo aprendeu a fazer política com o pai, o deputado estadual Jorge Picciani (PMDB), presidente da Assembléia Legislativa do Rio. Maurício, o mais velho da turma, é primo do ex-governador de Alagoas Carlos Lessa. Por herança ou mérito próprio, os seis começam a vida parlamentar em condição privilegiada, ocupando a mais cobiçada das comissões permanentes. Na CCJ, são analisados os aspectos constitucional, legal, jurídico, regimental e de técnica legislativa de todas as proposições que tramitam na Casa.

SÍNDROME DE ESTOCOLMO E O DOMÍNIO DO ESPOLIADOR

No dia 23 de Agosto de 1973, três mulheres e um homem ficaram seis dias reféns de bandidos, em um assalto a banco na Suécia, Estocolmo para ser mais preciso.Para a surpresa de todos, eles desenvolveram uma relação de apreço e até admiração aos bandidos.

Desde então, chama-se Síndrome de Estocolmo, do ponto de vista científico, essa dependência que se forma entre vítimas e algozes.A ciência tem aprofundado estudos sobre essa patologia, existindo uma série de episódios, nos mais variados endereços mundiais, atestando a repetição do que ocorreu em Estocolmo.

A afinidade entre vítimas e verdugo, no fundo não é algo isolado e se manifesta em outros quadrantes da vida, na história e no mundo como um todo.Na política, se observamos atentamente o comportamento da massa e de vários indivíduos, é fácil constatar que o processo de envolvimento é parecido.

Os espoliados terminam protegendo e admirando muitos dos saqueadores, em boa parte dos casos sem a devida capacidade de medir o que está ocorrendo.Segundo os estudiosos, a vítima ao se amparar em quem a molesta, liga um instrumento de autodefesa fora do plano da consciência.
Trata-se de um escudo da mente à violência traumática.Há uma enorme semelhança entre o estado psicológico de quem revela sinais da Síndrome de Estocolmo, com o povo famélico que exulta seu líder e opressor político.

Nos dois universos, temos um afastamento emocional da realidade de dor, substituída pela crença abstrata de que o delinquente (ou político) no fundo o protege e aspira seu bem.Esse modelo multissecular que ancorou no Brasil com os colonizadores portugueses, transformando gente em números, multiplicando riquezas e reduzindo oportunidades à maioria, perpetua um sistema predatório.

O poder estatal ou plutocrata, segura sua hegemonia escravizando e vendendo a imagem de bom mocismo, no que se convencinou chamar ´modernamente` de filantropia. No fundo, altruísmo pré-fabricado. Pi-lan-tro-pia. Sem aspas mesmo.

O papel social virou princípio e prioridade, nos discursos e nos textos oficiais, mas funciona apenas como propaganda enganosa e cortina a esconder, na coxia, uma horda e seus procedimentos sórdidos. Veja-se aí os exemplos numerosos de fundações, ONG´s etc, metidas em falcatruas, desvios de finalidade e furto de bilhões do contribuinte.

Ser solidário com dinheiro público, gerado pelo próprio indivíduo necessitado, não pode ser catalogado como benemerência. É apenas mais uma espécie de canalhice, que transforma o pobre em devedor, agradecido a Deus e curvado diante de quem lhe explora e o faz de besta.
O cidadão desinformado e dependente, é programado para continuar assim, de modo a ser uma presa mais fácil à catequese. Entre o político esperto, populista, e sua vítima, se constrói a partir das artimanhas do primeiro, essa fria reprodução da Síndrome de Estocolmo.

O populismo laboratorial que se instalou há décadas no país, a partir da invenção do Estado Novo e seu tutor, Getúlio Vargas, gera mitos em cima da desgraça alheia. É uma questão de tempo, grandes recursos financeiros e marketing, transformar figuras obtusas e medíocres em arremedos de mitos.

O grau de insanidade que se estabelece, fermenta lideranças com pés de barro e cabeça de hidra, adorados por suas vítimas entorpecidas pelo sofrimento. É bom que se diga: o quadro de dependência e louvação a quem o flagela, não é um distúrbio particular da sociedade brasileira. É da condição humana.

Ao longo do mapa do tempo, nas mais variadas civilizações, o sacrifício virou oferenda por inspiração mística ou por resignação do oprimido.

No império Inca de Atahualpa, as belas ninfas eram preparadas e entregues por seus pais para o martírio, numa imolação coberta de alegria; no Iraque desfigurado, o ditador sanguinário Saddam Hussein ganhou status de mártir; os kamikazes japoneses se atiravam à morte brindando antes ao imperador Hirohito; seguidores de Juan Perón até hoje se flagelam em sua memória na Argentina e, por aqui, os donos do poder garantem a fome para manter vivo o pedinte.

Pelo menos até às próximas eleições.Deus nos poupe da Síndrome de Estocolmo e mais ainda do domíno do espoliador.

TANGARÁ AMANHECE COBERTA POR NUVENS, NEBLINA E FRIO

Tangará da Serra amanhaceu nesta quinta-feira santa com céu acortinado e neblina. O frio também parece estar querendo que a população retire os casacos do armário. Somente depois das 9h é que o sol começou a aparecer.

Há grande probabilidade de queda de chuvas no decorrer do dia. Agora, a temperatura máxima é de 33 graus, enquanto a mínima é de 22. De acordo com o CPTEC, deverá chover em Tangará no decorrer do feriadão.

JORNALISTA ELEITO VICE-PRESIDENTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA

Este jornalista foi eleito nesta quarta-feira (04), à noite, vice-presidente do Conselho de Cultura do município de Tangará da Serra, para um mandato de dois anos. O Conselho é constituído por onze membros, sendo quatro representantes do Poder Executivo, quatro dos segmentos culturais, e três da sociedade civil organizada.