19 de abril de 2007

Record conclui rodada de entrevistas com candidatos a coordenador da Unemat regional

Assisti a entrevista cedida pelo professor Luiz Alfredo Pacheco ao programa TS Record (TV Vale local) agora à noite. Como os professores Ariel Lopes Torres e Raimundo Nonato França de OLiveira, ele também é candidato ao cargo de coordenador-geral da Universidade do Estado de Mato Grosso - Unemat, campus regional de Tangará da Serra.

A impressão que tive é que o candidato, apesar de possuir pelo menos três cursos superiores e, vasta experiência como docente, não tem muita facilidade em se comunicar com o público. Sua fala não foi das melhores. Suas proposições não foram bem passadas para o telespectador.

Como os outros candidatos, é um professor com muitas idéias e projetos, mas a explanação dos mesmos não ficou bem plausível.

A eleição para escolha do novo coordenador-geral da Unemat está marcada para acontecer no próximo dia 25. Em Tangará da Serra, serão postas cinco urnas para receber os sufrágios dos professores, acadêmicos e funcionários da Universidade. Nos municípios de Sapezal, Campo Novo do Parecis e Juína, as comunidades universitárias desses campi também elegerão seus coordenadores locais.

Cassação de políticos "infiés" gera burburinho em minha CP

Chove e-mail em minha caixa postal.

Muitos webleitores indagam se a cassação de mandato de vereadores que trocaram de partido exige, necessariamente, medida administrativa da presidência da Câmara de Vereadores.

Não é esse o entendimento.

Pelo que tenho lido e ouvido, não se trata de uma faculdade apenas partidária o pedido de cassação. Menos ainda uma prerrogativa isolada do presidente legislativo em estabelecer a degola.

Um suplente que se veja prejudicado pode provocar a Justiça.

A tendência é ocorrer um efeito dominó país afora, com uma inundação de cassados.

Aguardemos, pois.

AL poderá realizar sessão itinerante em Tangará da Serra

O portal de notícias da Assembléia Legislativa acaba de informar que o deputado estadual Wagner Ramos apresentou indicação à Mesa Diretora da Casa para realização de uma sessão itinerante ou solene no município de Tangará da Serra. De acordo com a assessoria de imprensa o parlamentar teria defendido a interiorização das ações da AL e a ampliação das discussões diretamente com a população.

UNEMAT: candidato diz que universidade precisa se adequar para implantação de mestrados e doutorado

Telespectadores do programa TS Record (TV Vale local) disseram ao BLOG que a entrevista nesta quarta-feira (18) com o candidato ao cargo de coordenador-geral da Unemat de Tangará, professor Raimundo Nonato França de Olveira, foi de alto nível. A opinião dos webleitores ratifica o que também pensei quando assistia o programa.

Raimundo Nonato além de ter demostrado segurança e preparação para vir a assumir o cargo, caso seja o escolhido na eleição do próximo dia 25, mostrou uma visão inovadora para o furuto da Universidade.

Dissertou com muita propriedade o entrelaçamento que deve existir entre a pesquisa com o ensino e a extensão. Apontou falhas no processo atual e caminhos para as soluções futuras.

Mestre em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o professor pensa (se for eleito) em conduzir a Unemat regional para uma atualizada adequação e implementação de novas políticas pedagógicas que beneficiem os setores, docente, discente e funcional.

Na entrevista, alertou ainda para a questão do nível que a Universidade deve alcançar até 2008, para no ano seguinte implantar três mestrados e um doutorado atendendo assim as exigências da Legislação em vigor.

Raimundo Nonato foi o segundo entrevistado pelo apresentador Kiko Padovani. O terceiro e último, professor Luiz Alfredo Pacheco, será entrevistado hoje, às (18h20). Vale apenas confirir.

Nações indígenas cada vez mais expremidas nos centros urbanos

Dia do Índio, (e por que não da mulher índia, também?) data para refletir sobre o estigma que marca as nações indígenas, de uma sociedade marginalizada, expulsa de suas terras, expremida pelos centros urbanos e privada de bens elementares e serviços públicos de qualidade. As políticas públicas ainda não resolveram o essencial, que é a fixação dos índios em seu próprio meio, de onde não deveriam ter sido tirados.

Sem recursos e um programa do Governo Federal para definir suas terras e programas de incentivo a agricultura e desenvolver sustentabilidade, a Fundação Nacional do Indio, orgão responsável pela assistência as comunidades indígenas, assiste a agonia das comunidades e nada pode fazer para impedir o êxodo de suas terras para os trabalhos nas destilarias, fazendas e sub-empregos nas cidades. A cada ano a tendência é piorar.

Muito diferente das imagens que circulam na mídia nacional e internacional de índios com cocares coloridos, continuam lutando pela demarcação de suas terras e lutando por saúde, educação e programas para melhorar o desenvolvimento nas áreas indígenas. Não convivemos com esta realidade em Mato Grosso?

A idéia romântica de silvícola vivendo da caça e da pesca, não existe mais. As matas deram lugar às plantações de capim para pecuária, extinguindo o pouco da caça que restava. As reserva legais onde vivem estão cada vez menores em consequência do crescimento populacional. O que ainda me alenta enquanto educador combativo aos crimes praticados contra as minorias é que diversas organizações internacionais estão de olhos abertos para a problemática.

Caso o nobre webleitor pense o contrário do que acabo de afirmar se manifeste.

De 4 milhões, hoje restam pouco mais de 200 mil índios no Brasil

Relembrando a História

Os índios sempre viveram em comunidades. A tarefas eram dividas por sexo e idade, sendo que todos tinham obrigação de ajudar. Toda a cultura, desde ensinamentos, práticas, histórias, invocação dos espíritos, cantos e danças, era passada de geração para geração. Os chefes das tribos eram os mais velhos e eram responsáveis pela ordem da tribo.

O pajé era a autoridade suprema, responsável por resolver, através de feitiços e ervas, problemas de doenças, rituais de morte, nascimento, entre outros. Era considerado o sábio.

O cacique era o chefe responsável por assuntos como desavenças familiares, conflitos ou até guerras com outras tribos, construção da aldeia, e outros assuntos administrativos.Quando os portugueses chegaram ao Brasil, mantiveram um contato tranqüilo com eles, pois precisavam de seus serviços para a extração do pau-brasil e para defender o litoral dos contrabandistas, principalmente franceses.

Mas, com o passar do tempo, as relações se tornaram difíceis, pois os portugueses começaram a se apoderar das terras, atacavam suas mulheres, tiravam-lhes a liberdade e transmitiam doenças, além de começarem um processo de catequização, o que os obrigava a abrir mão de sua própria religião.Assim, os índios foram escravizados e acabaram perdendo seu espaço.

Dos aproximadamente 4 milhões de índios que habitavam o Brasil na época da chegada de Cabral, restam hoje por volta de 200 mil, sobrevivendo em condições precárias e sob constante ameaças, principalmente de garimpeiros.Atualmente, a maior parte dos índios acabou vindo para a cidade e muitos têm apenas resquícios de sua antiga cultura.

Apenas na Amazônia ainda é possível encontrar tribos com costumes originais, sendo que algumas ainda são desconhecidas, pois apesar da tecnologia que o mundo dispõe, é difícil adentrar a floresta.O órgão responsável pela proteção dos indígenas é a Funai (Fundação Nacional do Índio).