30 de abril de 2007

Filho de secretário de segurança de MT é suspeito de homicídio

O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito, divulgou nota, esta tarde, afirmando que tomou conhecimento na última sexta-feira, quando estava fora do Estado, do provável envolvimento de seu filho em um homicídio, ocorrido no último dia 18.

Também confirmou que no sábado fez seu filho se apresentar às autoridades policiais e judiciais.

O crime ocorreu no último dia 18, na região do Coxipó, em Cuiabá. O menor, filho de Brito, estaria acompanhado de outros dois homens, identificados por “Kito” e “Tonzinho”, informou o 24 Horas News. A vítima é Cassiano Martins de Oliveira, 19 anos.

Ele teria se envolvido em uma briga, no carnaval deste ano, com os acusados e estaria freqüentando o bairro do Coxipó. A polícia deve investigar quem foi o autor dos disparos.

O menor estaria no banco traseiro do veículo, “Kito” na direção e “Tonzinho” de passageiro.

“Carlos Brito reafirma seu compromisso público de que a Polícia Civil de Mato Grosso atuará no caso com o máximo de rigor, isenção e autonomia e garante que não haverá nenhum tipo de proteção ou privilégio em favor de seu filho e quaisquer dos outros envolvidos, e manifesta sua disposição de que o Ministério Público Estadual e a OAB, possam acompanhar as investigações”, cita trecho da nota.

Pondo tempero na reforma política

Leia o que diz hoje em artigo publicado por um jornal de MS o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos sobre a tão sonhada reforma política brasileira:

"Falta tempero nas propostas de reforma política. São essencialmente iguais, expõem justificativas semelhantes e todas sustentam que as modificações trarão os mesmos benefícios: fortalecimento dos partidos e extermínio dos políticos trânsfugas e corruptos. Balela.

As medidas impõem vetos à troca de partidos, o voto em lista fechada e o financiamento público das campanhas.

O político não pode trocar de partido, o eleitor não pode trocar de político e, quem paga imposto, ou troca de país ou paga a conta. Belo arranjo, mas sem tempero. Ao contrário de processos democráticos, cheios de condimentos malemolentes.

Cito alguns, colaboração de um anti-reformista radical. A premissa reformista de que o sistema político brasileiro funciona muito mal e requer várias modificações é completamente errada. Não se sustenta em nenhum debate sério.

Passou da hora de dizer com todas as letras que o sistema político brasileiro apresenta excelente desempenho democrático no presente momento histórico. Talvez por isso pretendam reformá-lo".

Não dar para a gente fazer uma séria reflexão sobre o tema?