13 de junho de 2007

Acadêmicos poderão acampar a partir hoje na reitoria da Unemat/Cáceres

Acadêmicos da Universidade do Estado de Mato Grosso, campus de Cáceres, realizam paralisação logo mais às 19h, no pátio da Instituição, com previsão de acampamento em suas dependências.

A informação vinda por e-mail para este blog é da Acadêmica Nathália da Costa Amedi.

Leia o manifesto dos universitários:

A Unemat vive atualmente uma grave crise financeira que vem ocasionando, a falta de pagamento de professores interinos, substituto e também bolsistas de projetos; falta verba para os projetos de pesquisa e as contas da Unemat foram reprovadas pelo Tribunal de Contas.

Até hoje não se tem uma posição da reitoria diante dessa situação muito menos que fim levou. Além disso é visível o sucateamento da Unemat como laboratórios, Biblioteca, sala de aula e etc.

O governo Maggi, diante da reprovação das contas da Unemat pretende nomear um interventor para gerir as contas da Unemat, o que ocasionará a perda de autonomia desta universidade sendo está atitude anti-constitucional.

Por parte da reitoria, não é prestado nenhum esclarecimento e muito menos, uma tomada de posição para defender a autonomia desta instituição e superar de forma transparente e responsável essa situação.

O que é mais engraçado, é que a Unemat não para de abrir cursos, mesmo diante da falta de dinheiro e estrutura dos cursos já existentes.

Imagina os cursos que estão sendo aberto recentemente que tipo de estrutura terá?É diante dessa situação vergonhosa, que os acadêmicos da Unemat pretendem parar suas atividades para protestar contra a atual situação atual de nossa Universidade e cobrar de seus representantes (Reitoria, coordenação do campus) esclarecimentos.

Deixamos claro que esse movimento está ocorrendo em vários campus, mas de forma diferenciada.Movimento de luta acadêmica discutindo a crise da Unemat.

"Avenida governador Blairo Maggi"

O governador Blairo Maggi será nome a partir desta quinta-feira (14) da principal avenida da pequena cidade de Nova Marilândia, cidade administrada pelo pernambucano José Aparecido.

A homenagem ao "rei da soja" conta respaldo da Câmara Municipal.

A inauguração contará, evidente, com a presença no evento do próprio Maggi.

A "avenida governador Blairo Maggi"foi duplicada e recebeu nova iluminação.

Isso é o que eu chamo de adulação!

INCAUTO OLHAR

O poeta Robério Barreto continua nos presenteando com seus belos poemas. Nesta quarta-feira, nos enviou este que publico como brinde requintado para você webleitor.

Por meio desta obra literária parabenizo também os casais, no Dia dos Namorados, transposto ontem. Obrigado, amigo Robério, por tão exaltada inteligência!

(Robério Pereira Barreto)

Nas montanhas de seu corpo
Me perco nos vales,
Morro e montes sedutores.

Ofegante, busco na sua boca,
O suco da vida para
Alimentar minha alma de paixão;

Em torpor infame
Protejo-me no afago dos seus seios,
Montes celestiais
De onde as cachoeiras de...
Acalentam-me com suas torrentes
De amor;

Na planície esquia
De seu ventre,
Passeio como o infante
Complacente que acaricia
Os bagos maduros do trigo
Ao crepúsculo do outono.

Em malícia vil
Escorrego-me para
O vale do amor...


E...

Entre suas pernas
Lindamente moldadas,
Tal qual o cânion do norte,
Desfaleço-me subitamente;
Feliz morte!

13 de junho de 2007, 00º15’

Assessoria de imprensa é ou não função jornalística?

O Projeto de Lei Complementar (PLC) 79/04, aprovado pelo Senado no dia 4 de julho, atualiza as funções exercidas por jornalistas, descritas no Decreto-Lei nº 972 de 1969, formaliza antiga polêmica entre os profissionais de comunicação do país: afinal, assessoria de imprensa é ou não função jornalística? Os argumentos são divergentes.

Alguns alegam que sim, pois ambos (repórter e assessor) trabalham em busca do interesse público, com informações confiáveis e sempre em busca da "verdade". Outros, contudo, dizem que a função é conflitante com o ideal jornalístico, pois o assessor sempre defenderá os interesses do patrão.

Praticamente em toda a Europa a assessoria é função de relações-públicas. E mesmo nos países em que os bacharéis em Jornalismo trabalham em assessoria, estes profissionais ficam impedidos de atuar em redações ou de se apresentarem como jornalistas.

No Brasil, o desenvolvimento desta atividade tomou contornos singulares em relação ao resto do mundo.

Com a regulamentação dos RPs no país foi criada a Assessoria Especial de Relações Públicas da Presidência da República (Aerp), pela ditadura militar, encarregada de divulgar "verdades oficiais". Na época, os textos eram carregados de propaganda e quase não tinham valor jornalístico.

Essa realidade começou a mudar em 1971, quando os jornalistas Reginaldo Finotti e Alaor José Gomes fundaram a Unipress, com nova proposta de assessoria de imprensa. Alaor desistiu da carreira na Record e na Folha de S. Paulo e Reginaldo deixou a Última Hora. A primeira empresa que atenderam foi a Volkswagen e o resultado foi a aplicação de um conceito de transparência nas relações da empresa com a imprensa.

Diploma reforçado

Assim, a Unipress consolidou um modelo jornalístico de fazer assessoria de imprensa, pelo seguinte critério: contar toda a história jornalística e deixar que os repórteres selecionem o que mais interessa. Dois anos depois, surgiu no mercado a Mecânica de Comunicação, fundada por outro jornalista, chamado Ênio Campoi, que também acreditou na concepção jornalística da assessoria.

Em 1980, o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo criou a Comissão Permanente e Aberta dos Jornalistas em Assessoria de Imprensa. Ela deu início a um empenho formal de conceber um conceito jornalístico para o cargo.

Mais tarde, o então presidente da Fenaj, Audálio Dantas, anunciou acordo com Vera Giagrande – que presidia o Conrep – para ceder a jornalistas a reserva de mercado de assessoria de imprensa. Em 1985, a consolidação veio com a produção do Manual de Assessoria de Imprensa, elaborado pela Fenaj. (Fonte: Manuel Carlos Chaparro, Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia: Cem anos de assessoria de imprensa).

Agora só falta mesmo a sanção presidencial para que se afirme legalmente: assessoria de imprensa é função jornalística e ponto final. A decisão do Senado reforça a constitucionalidade do diploma de Jornalismo e aumenta o poder corporativo da Fenaj e dos sindicatos. É difícil até imaginar que esta questão esteja mesmo resolvida, depois de anos de polêmica.

Sei lá, a "ficha não caiu". Ainda acho que alguém vai arranjar algum jeito de recorrer. Lembro de um professor meu, formado em RP, que afirmava ser ilegal a atuação dos jornalistas em assessoria. Agora, certamente não é mais.

Texto enviado ao blog pelo jornalista Eder Gomes