4 de julho de 2007

Quatro tangaraenses foram aprovados no exame da OAB

Uma bacharel em Direito, formada por uma faculdade de Tangará da Serra, informa ao Blog que dos cerca de 60 candidatos deste município que se submeteram ao último exame da OAB de Mato Grosso, apenas 4 foram aprovados.

Não preciso dizer que esse índice de reprovação é muito preocupante.

Outra bacharel justificou para o blog que as faculdades de Direito de Tangará são boas e, portanto, oferecem curso de qualidade.

Para ela, a culpa pelo pífio resultado de aprovação é mesmo dos bacharéis que não estudam o suficiente para alcançar a aprovação imposta pela Ordem.

Cá comigo, tenho muitas dúvidas sobre o assunto. A questão do alto índice de reprovação não está associada só a Tangará da Serra. É fato nacional.

Mato Grosso, por exemplo, é visto como um estado que tem as piores faculdades de Direito do Brasil.

Com a palavra, as faculdades!

Quem teria mandado matar o vereador Orlando?

Nenhuma notícia concreta sobre o responsável pelo atentado contra o vereador Orlando Cardoso Chaves (PP), baleado na noite de segunda-feira na cidade de Barra do Bugres - MT.

O parlamentar foi baleado no braço no momento em que chegava em casa.

Após receber alta do hospital nesta quarta-feira, ele veio acompanhado por policiais até o município de Nova Olímpia, próximo a Tangará da Serra, para realizar um exame de perícia médica.

O vereador foi presidente da Câmara Municipal em 2005 e 2006 e é investigado por suspeita de desvio de recursos públicos.

Vereador comete suícidio em Caruaru

O vereador de Caruaru (PE) Fernando Dias, 60 anos, mais conhecido como Lambreta, foi encontrado morto no início da tarde desta quarta-feira (4) na sede da prefeitura do município, localizado no Agreste do Estado.

De acordo com informações preliminares, ele se jogou do sétimo andar do bloco B do prédio da prefeitura, que fica na Praça Teotônio Vilela, no centro de Caruaru.

A Câmara de Vereadores e a prefeitura da cidade decretaram luto de três dias.

Peritos do Instituto de Criminalística (IC) realizaram uma perícia para confirmar se realmente houve ou não suicídio.

Fernando Dias tinha cinco mandatos como vereador - estava sem partido atualmente - e foi o mais votado na última eleição.

Roriz já decidiu renunciar ao mandato, dizem assessores

LINHA DIRETA COM O SENADO

Chegando informações que o senador Joaquim Roriz (PMDB/DF) já tomou a decisão de renunciar ao mandato para evitar a cassação dos direitos políticos no Conselho de Ética do Senado, onde está sendo aberto processo contra ele por suposta participação em desvio de dinheiro público no Distrito Federal, onde foi governador por quatro vezes.

Segundo relato de correligionários e assessores, Roriz concluiu, depois de a Mesa Diretora do Senado aprovar a admissiblidade de uma representação do PSOL contra ele, que não tem outra alternativa.

Pelo regimento interno do Senado, a renúncia, se consolidada antes de Roriz receber do Conselho de Ética notificação sobre abertura do processo, permitirá que o senador preserve os direitos políticos e se candidate a um cargo eletivo nas próximas eleições.

Depois que o senador receber do Conselho a notificação, uma renúncia não impediria a perda dos direitos políticos.

Quem será o próximo? Renan?

Então, fica assim...!

O colega jornalista Onofre Ribeiro, também leitor deste blog, me envia artigo de sua lavra para publicação. Confira:

O episódio Renan Calheiros x Senado Federal pode ser lido como uma equação assim: Senado Federal x Opinião Pública Brasileira. Mas pode ser lido também como um título só: Danem-se Vocês Todos!

A história dos episódios políticos que resultaram em grandes transformações está repleta de exemplos de abuso da boa vontade da opinião pública. Um dos mais gritantes foi a célebre frase da rainha Maria Antonieta: “se não tem pão, por que o povo não come brioche?”. Ou a frase-símbolo do testamento político do presidente Getúlio Vargas?: “saio da vida para entrar na História”.

São em geral frases desesperadas quando já se perdeu a noção da realidade. Esse tipo de frase acaba potencializando e fazendo derramar a bacia cheia. É o caso do senador Renan Calheiros e do Senado Federal.

Um presidente desvairado pelo poder, encrencado de corrupção, de mentiras e de pecados, associado com uma instituição pública corporativa que insiste em ignorar a existência de uma opinião pública que já se manifestou em ocasiões anteriores. É bem verdade que a opinião pública brasileira é temperamental e despreparada.

É com isso que o presidente Lula vem contando, com sucesso, para dirigir o país como um grande rebanho alimentado por cestas básicas. Ou, é com isso, que todos os escândalos e os seus agentes contam para continuar tocando as suas falcatruas com toscas explicações em notas oficiais e em pronunciamentos lidos para a mídia, com falsas emoções e sensibilidade de mercadores.

É impressionante como a opinião pública brasileira é frágil. Impressionante, também, como a imprensa brasileira limita-se a noticiar o que lhe chega às mãos e não reflete sobre os fatos que publica. É como se fosse uma linha de montagens de carros: agora um branco, depois um vermelho, outro amarelo e depois mais um branco, sem se dar conta de que cada um é um, apesar de tantas semelhanças.

Até 2002, a opinião pública brasileira vinha sendo construída de uma forma gradual, com erros e com acertos. Ora reagia diante de um fato grave, ora se omitia, mas reagia bem ou mal. Depois das bolsas-família e afins, a divisão da sociedade em duas parcelas distintas, dividiu também as opiniões da opinião pública. De um lado, a grande massa satisfeita com o pouco que recebe, tratado como “resgate da dignidade”.

E, de outro, os que pagam isso e não são levados em conta. Divididos social e economicamente, não tem porque se unirem sob qualquer interesse e nem sob qualquer hipótese. É com isso que conta o arrependido senador Renan Calheiros quando ironiza sobre a sua precária situação e se agarra em pedaços de táboas do naufrágio.

Do lado de cá, a opinião pública acha engraçado tudo isso. Por que? Pergunta, se é tão natural que tudo fique como sempre esteve...!

Onofre Ribeiro é articulista de RDM e do jornal Diário de Cuiabá onofreribeiro@terra.com.br