24 de novembro de 2007

Você sabe o que é tautologia?

CHEGANDO do colega professor José Carlos Rosado Figueiró, diretor do SEST/SEMAT - Caxias Rio Grande do Sul, algo muito bom. Vamos ler:

"É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.

O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:

- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito .

Note que todas essas repetições são dispensáveis. Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não. Devemos evitar o uso das repetições desnecessárias. Fique atento às expressões que utiliza no seu dia-a-dia. Verifique se não está caindo nesta armadilha."

O Peixe do mentiroso morre diferente

Ex-secretário de Educação de Tangará da Serra, meu colega professor José Paulo de Jesus, encaminha para o blog a estória do pescador que somente de vez em quando mentia. Vamos Ler:

E quando Jacó Timbozeiro, no segredo da madrugada, pegava o rumo do mato, desarmado de vara de pescar, o mundo já sabia: ia tirar timbó.

Da casca e raiz, macetadas a boas pauladas, a unha de Jacó beliscava um veneno leitoso e, com ele, tinguinjava a água do rio.

Minutos depois de jogar o veneno na água, os peixes boiavam, intoxicados e ele, assoviando, partia para a colheita.

Bem antes do almoço, voltava com o embornal recheado de lambari, bagre e traíra. Era peixe de fartar até os gatos da mais longínqua vizinhança.

Mas timbó sempre fora proibido por lei. E ali, em Cabreúva do Banhado, proibido e meio.

Cansado de avisar, o cabo Durvalino Matoso naquele dia também rumou para o mato no rastro de Jacó Timbozeiro.

No calor das dez, mal boiaram os primeiros lambaris, Matoso brotou por detrás de uma touceira de capim, em jeito de aparição.

E do alto de sua patente, foi logo dando a ordem certa, como era merecedor um caso daquele tamanho:

- Teje preso!

De costas, o timbozeiro nem precisou se virar para reconhecer a voz de trombone do militar.

- E por que, meu cabo?

– soprou, em voz de caniço.

- Não sabe que timbó na água dá cadeia, seu Jacó?

- Quê timbó, cabo Matoso?

- Como, quê timbó? O que estes peixes estão fazendo de barriga pra cima?

- Tá tudo morto, sim senhor.

- E morreram de quê?

– já correndo a mão nas algemas por pura perda de paciência.

- Afogamento.

Na cadeia, Jacó Timbozeiro lembrou-se que peixe não morre afogado.

Nem em Cabreúva do Banhado nem em nenhum lugar do mundo.

Mas já era tarde.

Procuradoria fará uma nova denúncia sobre tucanoduto

O trabalho do Ministério Público no caso do tucanoduto não se esgotou com a denúncia já protocolada no STF.

O procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza encomendou à sua equipe a preparação de providências contra outros envolvidos no escândalo.

É possível que o trabalho resulte em mais de uma nova denúncia.Prevê-se que o grosso do trabalho adicional será feito pelo Ministério Público Federal de Minas Gerais.

Antonio Fernando já remeteu para a procuradoria mineira documentos que considera úteis para o desdobramento das apurações.

Envolvem pessoas que, sem mandato eletivo ou funções ministeriais, não dispõe da chamada prerrogativa de foro.

Click aqui para entender o caso

Fonte: ClikMT