4 de fevereiro de 2008

Queda de ministra Matilde preocupa movimento negro

Lideranças e especialistas do movimento negro se dizem preocupados com a saída do governo da ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria de Igualdade Racial. As informações são da Folha de S.Paulo.

Para Kabengele Munanga, professor de antropologia e diretor de estudos africanos da USP, a saída de Matilde é uma vitória das "pessoas contrárias às políticas de açõea afirmativas para a população negra".

Edgard Moura Amaral, secretário nacional de formação dos agentes pastorais negros, avalia que o movimento negro sai "riscado". Para ele, as pessoas que concentram a renda do País - que não são, em sua maioria, negros - teriam "influenciado contra a ministra e a secretaria".

Matilde Ribeiro, se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sexta-feira, para pedir seu desligamento do ministério depois de ser acusada de usar o cartão de crédito corporativo do governo indiscriminadamente e para compras não previstas em lei.

No ano passado, ela gastou mais de R$ 171 mil com o cartão corporativo. Terra.

Carnaval calmo e tranquilo em Tangará

O 'carnaval folia e paz na terra dos tangarás' que acontece em Tangará da Serra, prossegue nesta segunda-feira, dentro da normalidade. De sexta-feira até a madrugada de hoje, nenhum incidente sério.

Ministros passam despesa a assessores

Levantamento feito pelo jornal "O Estado de S.Paulo" mostra que pelo menos 10 ministros do País declaram despesas em nome de seus assessores. A pesquisa foi feita em 27 do total de 37 ministérios.

Entre os ministros que se utilizaram desse expediente estão Hélio Costa, das Comunicações, Sérgio Rezende, de Ciência e Tecnologia, Tarso Genro, da Justiça, e Paulo Bernardo, do Planejamento. Segundo o jornal, mesmo o ministro chefe da Controladoria-geral da União (CGU), Jorge Hage, responsável pela fiscalização das contas, teria feito gastos em nome de um assessor.

Hage admitiu o gasto em nome do chefe de seu gabinete e informou que ressarciu o dinheiro. Foram R$ 350,00 usados para pagar o aluguel de um veículo.

Já Bernardo somou um total de R$ 4.914 com hospedagem e alimentação em 37 viagens. Toda essa despesa foi registrada em nome de um auxiliar.

Não seria o caso da necessidade da abertura de uma CPI para apurar a questão?