19 de março de 2008

Operação 'Paz no Campo' não obteve êxito esperado

Denúncias levaram a Polícia Civil de Tangará a deflagrar na última segunda-feira, a operação “Paz no Campo”.

O objetivo foi o cumprimento de mandados de busca e apreensão em propriedades rurais com suspeitas de abrigarem pessoas foragidas e supostos pistoleiros.

As ordens judiciais foram cumpridas em fazendas cujas informações existiam conflitos agrários. As denúncias foram feitas a Secretária de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e encaminhadas à diretoria do interior da Polícia Civil.

Três imóveis rurais foram vistoriadas para localizar armas, munições veículos roubados ou furtados.

Nas fazendas no município de Brasnorte, e a 270 km a Tangará da Serra, a polícia não encontrou nenhum ilícito. Segundo informações de um capataz, os últimos acampados quando saíram no final do mês de setembro passado, atearam fogo nos barracos.

O fogo espalhou e queimou aproximadamente 700 hectares da propriedade. Em outra fazenda em Brasnorte uma pessoa foi autuada em flagrante por posse de armas de fogo.

Na casa do funcionário da propriedade, Fábio da Silva Bueno, 26 anos, foram encontradas duas espingardas cartucheiras, calibres 28 e 36, 4 cartuchos intactos e nove munições de calibre 38.

A operação finalizou na terça-feira e contou com a participação de 15 policiais civis.

Desmatamento zero no Mato Grosso

O setor madeireiro de Mato Grosso manifestou hoje que é favorável ao 'desmatamento zero' no Estado.

O posicionamento foi defendido, hoje de manhã, pelo presidente do Sindusmad (maior sindicato de indústrias madeireiras no Estado), José Eduardo Pinto, durante reunião com o governador Blairo Maggi e deputados estaduais, na Assembléia.

Cerca de 200 Industriais madeireiros de Sinop e região, liderados pelo Sindusmad e Cipem, participaram do encontro onde foram feitos duros ataques ao Ibama, que vem desencadeando a operação Arco de Fogo, nas indústrias da região.

Outra crítica foi com o fato de policiais federais e agentes da Força de Segurança estarem armados com metralhadoras nos pátios das empresas simplesmente para acompanhar fiscais.

Governador do MS negociou aplausos a Lula

Operação-abafa livrou ontem o presidente Lula de um ato de protesto que movimentos populares chegaram a articular contra mudanças na direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Campo Grande.

Para evitar constrangimentos ao presidente, o governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), antecipou-se e fez contatos com a cúpula das entidades que estavam mobilizadas, entre elas a CUT/MS e a coordenação estadual do Movimento dos Sem-Terra (MST).

Puccinelli ponderou sobre a impertinência de uma manifestação hostil ao presidente, de quem é aliado. O peemedebista chamou Lula de ¨o maior governador que o Mato Grosso do Sul já teve¨.

Que vergonha governador!!!

Força Nacional de Segurança pode atuar em MT durante operação da PF

O Ministério da Justiça autorizou o emprego do efetivo da Força Nacional de Segurança Pública para auxiliar nas operações da Polícia Federal na região Amazônica. De acordo com um portaria publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU) fica definido que o número de agentes cedidos deve variai de acordo com o planejamento das autoridades policiais.

A permissão vale para o combate de qualquer atividade ilegal nos Estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia. O período de cessão dos policiais será de 60 dias e, se necessário, poderá ser estendido.

Alvo da ação de grileiros e desmatadores, a região amazônica tem sido constantemente assistida por operações da Polícia Federal. Desde o mês passado, mais de mil agentes participam da Operação Arco de Fogo, que tem o objetivo de frear crimes ambientais cometidos principalmente por integrantes da indústria madeireira.

No último dia 6, o ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou a instalação de dez postos fixos de monitoramento na área abrangida pela portaria. Além de agentes da Polícia Federal, policiais rodoviários, policiais militares e fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) devem participar do sistema de vigilância. Agência Brasil.

MP propõe 137 ações civis contra crimonosos ambientais

A Promotoria de Justiça de Altamira (777 km de Belém), um dos 36 municípios da lista suja do desmatamento, está cobrando na Justiça a reparações de danos materiais como o reflorestamento de áreas desmatada e o pagamento de indenizações por dano moral referentes a crimes ambientais notificados pelo Ibama.

O Ministério Público do Estado propôs 137 ações civis públicas contra empresas ou pessoas a partir das autuações feitas pelo Ibama desde 1999.

O promotor Eduardo Falesi, autor das ações, disse que a devastação florestal no município é ¨alarmante¨ e as sanções impostas aos crimes ambientais na legislação são brandas.

Charge do Dia

Trabalho artístico de Nani publicado nesta quarta-feira no Charge On Line. O pau sempre se quebra do lado do mais fraco. Essa crise nos bancos americanos findará sobrando também para quem não tem nada a ver com o problema. Os quatro cantos do planeta serão trincados. Anotem isso.