19 de junho de 2008

Maggi propõe crédito para pecuaristas

Na audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável sobre o desmatamento na Amazônia realizada nesta quinta-feira (19) na Câmara dos Deputados, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, defendeu a concessão de crédito de longo prazo e com juros baixos aos pecuaristas para que eles alternem as atividades de pecuária com a agricultura.

Segundo o governador, essa medida vai aumentar a produtividade sem pressionar a abertura de novas áreas de floresta.Maggi declarou que a alternância de atividades também vai aumentar a oferta de alimentos e ajudar a recuperar mais rapidamente os nutrientes da terra destinada à pecuária. Ele reconheceu que a produtividade na pecuária é baixa e que o seu estado precisa melhorar nesse aspecto.

Ele também disse que discutiu a proposta de crédito para os pecuaristas na semana passada com o Banco Mundial. O governador reafirmou que é necessário um prazo maior para os produtores se enquadrarem na exigência de apresentação de "nada consta" em relação a passivos ambientais. O documento será exigido a partir de 1º de julho como um requisito para a obtenção de crédito. Esse prazo consta de portaria editada pelo Conselho Monetário Nacional."Tirar o crédito é asfixiar a economia dos estados e dos municípios.

Essa medida não vai atingir só os grandes proprietários, mas também os pequenos", afirmou. Blairo Maggi propôs que se mantenha a proibição de crédito somente para novos empreendimentos e se permita o acesso para as atividades que estão em funcionamento. Ele lembrou que o licenciamento ambiental é um processo lento e depende da regularização fundiária.

O governador também criticou a forma de combate do Ministério do Meio Ambiente ao chamado "boi pirata" (o ministério pretende apreender os bois criados em áreas desmatadas). Maggi estima que os bois piratas totalizem 10 milhões no Mato Grosso.

Segundo ele, se o governo apreender essa quantidade de gado, isso vai afetar o preço da carne nos supermercados.Ele acrescentou que 64% do território de Mato Grosso é totalmente preservado, enquanto a produção de grãos se concentra em 7,8% do território, e a pecuária, em 25,8%. O estado tem hoje 26 milhões de cabeças de gado em uma área de 28 milhões de hectares.JPM

Servidores da prefeitura de Tangará trabalhando em ritmo junino

Secretária de Fazenda de Tangará da Serra, a advogada e contadora Maria Dalva Chaves está trabalhando com sua equipe nesta quinta-feira (19) totalmente em ritmo junino. E só alegria. Veja agora cobertura fotográfica clicando aqui

CNPq destina R$ 100 milhões para pesquisas

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) lançou o Edital Universal de 2008.

Com R$ 100 milhões para apoiar atividades de pesquisa científica, tecnológica e de inovação em todas as áreas do conhecimento, esta é considerada uma das maiores ações de fomento da agência.

Os recursos do CNPq e dos Fundos Setoriais serão distribuídos em três faixas de financiamento.

A Faixa A, receberá projetos de até R$ 20 mil; Faixa B, para propostas acima de R$ 20 mil e abaixo de R$ 50 mil, e Faixa C, para projetos de R$ 50 mil a R$ 150 mil.

A criação de faixas para financiamento das propostas ocorre desde 2007 para possibilitar o apoio a pesquisadores mais jovens que não concorrem com os grupos consolidados, que tendem a solicitar recursos na maior faixa.JPM

Serys sugere realização do PAC sem Orçamento

A relatora da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), anunciou nesta quarta-feira (18) que o governo poderá executar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e outras despesas de caráter inadiável em 2009, mesmo que o Orçamento não seja aprovado até o fim do ano.

A autorização prévia para o governo gastar é mais ampla do que a pedida pelo próprio Executivo no projeto enviado ao Congresso, mas ainda depende de aprovação na Comissão Mista de Orçamento.

O PAC é coordenado pela ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, apontada como candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, quando a votação do Orçamento atrasa, como ocorreu este ano, o governo fica proibido de iniciar novos projetos de investimento e de assumir novos encargos de custeio.

Só é permitido ao governo concluir e pagar despesas contabilizadas em anos anteriores. JPM