7 de maio de 2009

O problema é o político

A chamada grande imprensa divulgou ontem que o Governo e os grandes partidos articulam reforma política. Boa intenção, se fosse verdade. Eles não querem reforma de verdade; apenas mudanças pontuais. Para beneficiá-los, claro.

A intenção de momento é aprovar até outubro financiamento público de campanha e voto em lista fechada. Tem o aval do presidente Lula com a simpatia do PT, PMDB, DEM, PPS e PC do B.

A Folha de S.Paulo revelou a proposta condensada pelo deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB-RS): “Propõe a criação de um fundo com recursos equivalentes a R$ 7,00 por eleitor para cobrir as despesas do primeiro turno, o que corresponderia a R$ 913.197.656 - tomando por base o eleitorado de dezembro de 2008. Para o segundo turno seriam reservados R$ 2,00 por eleitor - ou R$ 260,9 milhões.”

No caso da lista fechada, “o eleitor passa a votar numa sigla. Não mais no candidato. Os congressistas assumem a vaga segundo a votação obtida e a hierarquia previamente elaborada pelo partido ou pela coligação. Como não requer mudança constitucional – o voto continuaria proporcional –, dependerá de maioria simples para aprovação.”

As duas mudanças parecem simpáticas, se a política no país fosse feita de forma séria. O financiamento público de campanha, em tese, equilibraria as disputas eleitorais, porém pouco adiantaria sem o combate, sério e implacável, do famigerado “caixa 2”. Sabe-se que o dinheiro público já financia as campanhas, só que pelo caminho assombroso do “não contabilizado”.

A reforma, ora em debate, não contempla o combate à corrupção, o que sugere a continuidade de vícios danosos. Difícil, ou quase impossível, acreditar que agora seria diferente. Veja o caso do presidente Lula, que acaba de lançar “Minha Casa, Minha Vida”, para oxigenar a candidatura da ministra-presidenciável Dilma Rousseff. Casas construídas com dinheiro que se transformarão em moeda eleitoral.

Alguma dúvida? Já, a proposta de lista fechada tem um lado positivo: o fortalecimento dos partidos, mas outro negativo: a consolidação das forças tradicionais, que são donas dos partidos.

O PT tem dono, o PMDB tem dono, o PSDB tem dono, o DEM tem dono, o PSOL tem dono, enfim todas as siglas estão sob controle. Como se pode observar, a reforma política poderia ser boa, se a política no país fosse feita de forma sadia. O que não é o caso. Infelizmente. CS

Asfalto ou farinha preta

Gostaria de ouvir dos engenheiros locais se aquilo que estão usando para tapar os buracos da vias públicas de Tangará da Serra é de fato, asfalto ou farinha preta. Aguardo resposta.

Buraculosidade III

Até o presente nenhum vereador governista ou oposicionista teve a coragem de se pronunciar em plenário sobre a buraqueira em Tangará da Serra. Gostaria de ouvir alguma fala sobre o assunto, mesmo que com aquela famosa desculpa de que o problema é de governos passados.

E-mail como documento

Projeto de lei da deputada Sandra Rosado, aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado Federal, quando recebeu parecer favorável do senador Renato Casagrande (PSB-ES), relator da matéria, prevê o uso do e-mail como prova documental em processos civis.

De acordo com o projeto apresentado por Sandra Rosado, desde que o e-mail seja certificado digitalmente nos moldes da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), ele pode sim servir de documento em ações judiciais

"João Buracão" é convidado a visitar Tangará da Serra

O blog acaba de lançar convite ao "Sr. JOÃO BURACÃO" para que passe pelo menos uma semana em Tangará da Serra. Pode ser que com a presença desse ilustre "político" carioca, nossa famosa buraculosidade decline ligeiramente para sua extinção.

Leia conteúdo do convite:

"Prezado Senhor "João Buracão",

Sirvo-me do presente para externar minha enorme admiração pelo trabalho que vossa senhoria vem realizando pelo Brasil afora. Fiquei sabendo há uma semana de sua fama na cidade maravilhosa do Rio de Janeiro. E agora mais recentemente de sua primeira visita ao Estado de Mato Grosso, começando pela pacata Campos de Júlio.

Certo do efeito positivo que sua presença provoca onde quer que o senhor vá, em nome do povo de Tangará da Serra, venho apelar para que nos faça imediatamente uma ilustre visita.

Adianto-lhe que nossa urbe amada tem tanto buraco que só eu contei certo dia, mais de 2.680. Mas há quem afirme ser o dobro ou talvez o triplo.

Sem mais a quem recorrer pela solução do grave que castiga nossa urbe, imploro sua vinda.

Certo que teremos resposta positiva, de antemão lançamos agradecimentos por sua visita.

Grato!

Diário de Tangará"

Visita de "João Buracão" traz resultados positivos em Campos de Júlio

A cidade de Campos de Júlio (MT) recebeu a ilustre visita do "Sr. JOÃO BURACÃO", e o efeito prático e positivo foi imediato. Sem perca de tempo, o pessoal da prefeitura saiu tampando todos os buracos da zona urbana. Depois, maldosamente jogarão "Buracão" no caminhão do lixo.