23 de junho de 2009

O mar de lama que ameaça tragar o Senado



Leio no blog de Noblat:

Prepare seu coração para ouvir o choro, as lamentações e discursos indignados na sessão de logo mais à tarde do preclaro Senado Federal. Será imperdível!

E tudo por causa de reportagem publicada, hoje, pelo jornal o Estado de São Paulo sobre o envolvimento de 37 senadores e 24 ex-senadores com os chamados atos secretos.

José Sarney (PMDB-AP) assinou atos secretos. Renan Calheiros (PMDB-AL) também. E todos os que antes ou depois deles presidiram o Senado ou ocuparam cargos de direção.

O que dirá essa gente?

Ora, dirá que assinou atos para ser publicados. Que foi o ex-diretor-geral Agaciel Maia o responsável pela não publicação deles.

A turma que não assinou atos secretos, mas que se viu envolvida com eles de alguma maneira, dirá simplesmente que não sabia. Que Agaciel agiu sem consultá-la.

O conteúdo de muitos desses atos pode comprometer a biografia de senadores que os assinaram. E então?

Senadores que corram tal risco dirão que assinaram atos sem ler. Que era costume de Agaciel recolher assinaturas de membros da direção do Senado em meio a sessões ou nos corredores. E que eles assinavam em confiança.

Jamais será reparada a lambança promovida por Agaciel e aqueles que o mantiveram durante 14 anos como o principal diretor do Senado.

À medida em que se ilumina os porões do Senado mais lama se encontra ali acumulada.

Lembram do mar de lama que os adversários do presidente Getúlio Vargas apontavam como prestes a engolir o governo dele?

Não passava de um tímido brejal se comparado com o mar de lama que ameaça engolir o Senado.

Atualização das 12h17 - "Parlamentares avaliam ser prematura acusação sobre envolvimento de senadores com atos". De Márcio Falcão na Folha Online: A divulgação de que 37 senadores teriam sido envolvidos direta ou indiretamente na edição dos atos secretos foi recebida com cautela pelos parlamentares.

A avaliação é que a acusação é prematura uma vez que não houve uma análise dos atos comprovando se as decisões administrativas --utilizadas para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários de afilhados políticos e parentes de senadores-- que foram mantidas em sigilo foram ou não ilegais.

"É prematuro fazer uma insinuação desta natureza. É preciso abrir esses atos e ver a natureza de cada um. É provável que a maioria desses atos sejam fruto de uma decisão administrativa que não passa necessariamente pelas mãos dos senadores e, portanto, a responsabilidade seria de quem não publicou o material", disse o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

Assim penso...

"O sofrimento é uma espécie de sacramento para quem o recebe sem ódio".

Louis Evely

Presidente pretende limpar a pauta

Se a promessa do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Aires de Brito for mantida - limpar a pauta até agosto - com certeza todos os processos que envolvem alguns acusados por ai, terão um desfecho. Positivo ou negativo, então.

Curiosidade deste humilde escriba




O mundo está precisando cada vez mais de alimentos. Daí a pergunta: por que não investir na criação de perímetros irrigados?

Os telejornais da semana passada mostraram-nos que este ano um bilhão de pessoas padecerá de desnutrição. Estado que as deixam expostas ao ataque de várias doenças mortais.

Não existem superpotências agrícolas. Mas, para qualquer país se tornar uma grande potência, terá que ser autossuficiente em alimentos e energia.

O Brasil é um grande exportador de grãos. Ainda não é autossuficiente em alimentos. Nós importamos trigo, carne, arroz, entre outros gêneros que compõem a mesa do brasileiro diariamente.

É estranho, porque temos estrutura para buscar a autossuficiência.

O imenso cartel dos juros

Todos nós, pobres mortais, ficamos sempre a nos interrogar do porquê do governo brasileiro decretar, pelo seu Banco Central, a contínua queda das taxas de juros, mas quando se vai ver na prática essa redução nunca chega ao bolso do consumidor.

Tudo se explica porque esse é o País dos cartéis, daí que existe também o cartel dos juros. Eu, neste aspecto, vou ceder o espaço hoje ao ex-ministro e atual deputado federal Ciro Gomes: - "Não há competição! Os juros continuam elevados e praticamente iguais. É preciso criar um ambiente favorável no País, a fim de permitir a convivência dos grandes e pequenos bancos".

Na verdade, o que existe nessa área é mais um tremendo cartel.