5 de agosto de 2009

Assim penso

"Política não é só para ladrão. Também é para homens de bem".

Eleazar Brito

Carta de Lula para Collor em 2060

O texto é do jornalista Felipe Pena.

Merece leitura pela rara criatividade. E pelo fino senso de humor. “Querido Fernando, Como vai a morte aí embaixo? Rosane já se acostumou com o clima? Se tiver qualquer dificuldade é só me dizer. Tenho vários amigos morando na sua vizinhança.

Eles me devem favores, não hesitarão em atender a um pedido meu, principalmente agora que inicio minha trajetória política aqui em cima. Uma coisa posso te garantir: nunca antes na história do Paraíso um operário esteve tão próximo do poder.

Na semana passada, organizei a primeira grande greve do sindicato dos santos. Foi um sucesso. Paramos todos os milagres, ninguém atendeu a uma oração sequer. A imprensa estava toda lá. O exército de arcanjos cercou o estádio, mas nós ficamos unidos.

O Francisco de Assis, que é líder da bancada da oposição, já me convidou para fundar um novo partido junto com uns intelectuais de esquerda. O ditador aqui é muito poderoso, vive baixando decretos que Ele chama de mandamentos. Mas logo vamos restabelecer a democracia e acabar com a corrupção e o nepotismo. É verdade que tem um pelego de nome Pedro que anda me boicotando.

O cara tem medo de perder o lugar, coitado. Não sabe que a minha meta é ser chefe dele. Não tenho qualquer interesse no posto de intermediário. Estou pensando em oferecer a vaga de vice para ver se ele para de me encher o saco. Nos últimos dias, tenho pensado muito em você. Se estou aqui em cima é porque exercitei a virtude do perdão contigo.

Se não fosse por aqueles acordos que fizemos em 2009, quando subi no teu palanque em Alagoas junto com o Renanzinho, não teria conseguido o visto para entrar no Paraíso. Obrigado, companheiro. Obrigado por me deixar perdoá-lo. Tem visto o Sarney por aí? É outro a quem devo o meu lugar nestas nuvens abençoadas.

Assim como te perdoei por ter exposto a minha filha fora do casamento na campanha de 1989, também perdoei o José por me transformar em seu avalista político durante o escândalo dos atos secretos no Senado. Ele não é uma pessoa comum, merece toda a minha reverência. Vê se arruma uma boquinha pros parentes que forem chegando por essas bandas. O homem precisa. O Franklin Martins está aqui do meu lado, corrigindo o que eu escrevo. Como não deixaram o Duda Mendonça entrar, é ele que cuida de tudo.

O japa também foi barrado, assim como o Dirceu e o Palocci. Ainda não entendi por quê. Deve ser coisa desse tal de Pedro. Tenho certeza que o cara é agente do SNI, mas a Dilma e o Suplicy acham que ele é tucano mesmo. Já o viram cochichando com o FHC e o Serra em um jogo de tranca na casa do São Judas Tadeu. Na semana que vem, vamos fazer um churrasco numa granja que o sindicato comprou ao lado dos Portões do Éden.

A vista é uma beleza, mas você ia babar mesmo é com os jardins, que deixam a Casa da Dinda no chinelo. A construtora que fez a obra pertence a um sujeito que veio lá do Vaticano, um alemão de nome estranho cujo passatempo preferido é contar piadas antissemitas. Só não te convido porque sei que a Polícia Federal não te deixaria entrar.

Mas, quem sabe, eu vá te visitar um dia desses para comer uma pizza junto com o Renan, o Maluf, o Jáder, o ACM, o Cafeteira e outros companheiros queridos de quem sinto tantas saudades. Sei que o forno aí embaixo é muito bom e os pizzaiolos são os melhores do universo. Um abraço de paz e amor, Luís Inácio.”

A quem interessar possa

"A vida nunca está imobilizada, pois cada momento é sempre novo e original."

Sepultamento da sua vida pública

Não vou discutir a culpabilidade do senador José Sarney, até porque tudo que vem sendo divulgado por intermédio dos veículos de comunicação é extremamente grave e há nisso tudo fortes consistências.

Digo isso porque todos ouviram os diálogos entre o filho e também um diálogo com a sua neta.

Mas a verdade é que Sarney está visivelmente abalado, tanto fisicamente quanto moralmente.

Por essas e por outras, acredito que todo esse escândalo tende a sepultá-lo da vida pública no país.

José Sarney se mantém resistindo

Constrangedora mesmo é a situação do presidente do Senado da República, José Sarney, que, com todos os defeitos e virtudes, tem uma biografia e acima de tudo o nome inserido na história contemporânea brasileira.

Até o momento ele não conseguiu se explicar ou mesmo convencer a população brasileira de que não tem culpa na avalanche de denúncias contra ele.

Segundo as informações que circulam na grande imprensa brasileira, os familiares do senador José Sarney são aqueles que mais defendem a sua renúncia, sob o argumento de que a esta altura de sua vida, não há como aguentar o constrangimento de ser alvejado diariamente com denúncias das mais tenebrosas.

Agora, o apego do ‘rei do Maranhão’ ao cargo o impede de raciocinar e mesmo de seguir o conselho de seus familiares, que na verdade estão cobertos de razão.

Acredito que se ele passar mais uns 15 dias no cargo e as denúncias se avolumarem, o senador José Sarney corre sérios riscos de bater as botas. Eita!

Ladeia e Jaconias retornam ao comando do Município

Júlio César Ladeia (PR) e Josè Jaconias da Silva (PT) estão de volta ao comando do poder executivo tangaraense. Aos dois políticos, meu desejo de boa sorte!