22 de abril de 2010

Coluna 'Destaque Social' está na rede mundial

A coluna Destaque Social publicada semanalmente no jornal Guia de Negócios de Tangará da Serra ganhou desde a edição passada sua versão on-line. Para ver quem foram os destaques da semana clique no endereço http://www.destaque-social.blogspot.com/

A quem interessar possa

A mais grave das faltas é não ter consciência de falta alguma.

Todas as pesquisas para presidente da República

O jornalista Fernando Rodrigues, com o suporte do grupo Folha/UOL, está disponibilizando informações sobre todas as pesquisas à presidência da República. Os dados são oficiais, dos principais institutos do país, como Datafolha e Ibope.É um material riquíssimo, que ajuda a entender a disputa sob a ótica dos números pesquisados.Veja AQUI.

Média das pesquisas mostra aumento da vantagem de Serra

Do blog de Jose Roberto de Toledo:

Atualizada pela inclusão da mais recente pesquisa Ibope, a média móvel das pesquisas de intenção de voto mostra um pequeno crescimento da vantagem de José Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT).

A diferença média entre ambos, que chegou a ser de 4,1 pontos há duas semanas, é agora de 5,8 pontos. Mais importante do que os valores é a trajetória das curvas de intenção de voto média de cada um dos pré-candidatos à Presidência da República.

A inclusão da pesquisa Ibope confirmou uma mudança que havia sido iniciada pela pesquisa anterior, do Datafolha: as curvas de Serra e Dilma pararam de se aproximar e, lentamente, estão se distanciando.

Isso não significa necessariamente que a vantagem de Serra tende a aumentar. A média mostra o passado, não projeta o futuro. Mas indica que a transfusão da popularidade do presidente Lula para sua candidata será mais difícil do que muitos aliados da ex-ministra chegaram a supor quando ela começou a se aproximar do tucano.

Leia mais em Após Ibope, média das pesquisas mostra aumento da vantagem de Serra

'Cliente' de Lula, UNE resiste a pressão para apoiar Dilma

Presidente da União Nacional dos Estudantes defende repasse de verbas e analisa governos Lula e Serra

De Luís Fernando Bovo, do Estadão.com.br:

Na galeria de seus ex-presidentes, a União Nacional dos Estudantes (UNE) ostenta a foto do pré-candidato do PSDB José Serra. Entre 1963 e 1964, o tucano que vai disputar a sucessão de Lula comandou a entidade estudantil, partindo para o exílio enquanto estava no posto.

Hoje, 46 anos depois e com R$ 10 milhões em verbas federais no cofre, a organização tenta conter a forte pressão para declarar apoio formal à Dilma Rousseff (PT), candidata de Lula e rival de Serra na corrida presidencial.

A maioria das correntes internas da UNE vai defender durante o 58º Conselho Nacional de Entidades Gerais (Coneg), que acontece no Rio entre quinta-feira, 22, e domingo, 25, o apoio declarado à Dilma. Resta saber se eles vão conseguir convencer os demais.

"A minha opinião é que a UNE tem que manter uma postura de mais independência no pleito, sem declarar apoio formal a nenhum dos candidatos", diz o presidente, Augusto Chagas.

A única vez em que a UNE declarou apoio formal a um candidato foi em 2002, no segundo turno, quando a entidade optou por Lula após um plebiscito.

Na entrevista a seguir, ele detalha a pressão que a UNE vem enfrentando, fala sobre os repasses federais, analisa o governo Lula ("políticas sociais têm se consolidado") e o governo Serra ("a relação que manteve com movimentos sociais foi trágica") e defende o controle social da mídia. NOBLAT

Quero um presidente para o Brasil


Tenho lido, ouvido mais ainda, algo que parece quase consenso ou verdade: José Serra (PSDB) não é simpático; Dilma Rousseff (PT) não é simpática.

Mesmo que eu desconfie sempre das "verdades" absolutas, por dever de ofício e natureza, sou obrigado a admitir: os dois não não ganhariam título de muso ou miss simpatia em qualquer evento de beleza ou político.E daí? Nunca votei em gente por ser simpática.

Nem mesmo em épocas mais primárias da juventude, nos primórdios da condição de eleitor, fui movido por arcadas dentárias reluzentes. Nem sou a favor de banguelas, que se diga.

Quero um presidente digno, competente, diáfano e se for o caso - pode assumir sua casmurrice à vontade. Quem ri desbragadamente é atoleimado ou quer fazer alguém de trouxa.

Não quero um presidente com acenos forçosos, comportamento dissimulado e frases perfeiras e arrumadas.

Serra, Dilma, Ciro Gomes (PSB), Marina Silva (PV) e seja lá mais quem apareça, que seja apenas presidente do Brasil. Comandante-em-chefe de uma nação miscigenada, de povo inventivo, tropical e assumidamente diferente.

Tenho sempre muitas reservas à simpatia laboratorial, aos afagos de tamanduás e aos tapinhas nas costas. Para mim, esse tamborilar de dedos sobre as omoplatas, é a sinfonia da perfídia.

Normalmente assim escolhem onde vão enterrar o punhal.

Prefiro, portanto, um presidente amuado, chato e azedo. De minha parte, nenhum problema.

Basta ser presidente desse Brasil que canta e é infeliz-feliz, num dueto dissonante;

De Darcy Ribeiro e Carlos Lacerda;

Da Casa Grande e da Senzala;

Do Maracanã lotado, ou da várzea onde a bola saltita entre as imperfeições da terra batida;

Da pauliceia desvairada, do meu sertão humano e acolhedor;

Do nó que aperta a gravata nas salas com ar-refrigerado ou do nó que entala a garganta dos injustiçados;

Do menino que para no sinal com a mão estendida, do filho que não sabe o que fazer com tanta fartura dia após dia;

Do capital que escraviza a qualquer preço, do trabalho feito por qualquer valor.

De um Brasil novinho em folha.

Um Brasil que faz 510 de existência histórica hoje.

De um Brasil que dizem ser do futuro, de uns poucos, para espertos, forjado na impunidade e avesso ao bem comum.

Um Brasil desigual, covarde e injusto, mas minha pátria-mãe-gentil.

Encarnado, verde, da esquerda, da direita, operário, engravatado... Não importa. Quero um presidente para o Brasil, não para uns poucos, mesmo que não sorria. Acorde! Nós estamos sendo filmados.