7 de maio de 2010

O novo "formador de opinião"

Por Carlos Santos

Foi-se o tempo em que campanhas políticas eram feitas por intuição, "achismo" e apenas dinheiro, muito dinheiro. Hoje, tudo passa por uma base científica.

O Brasil é um país eminentemente urbano. Ambiente muito diferente do final dos anos 40 e início dos anos 50, quando éramos quase meio a meio de habitantes citadinos e rurais.Temos 80% da população em áreas metropolitanas, algumas metrópoles ou megalópoles e cerca de 20% ainda em áreas rurais.

Os segmentos A e B representam menos de 20% e todos os demais segmentos (C, D e E) aparecem em torno de 80%. A grande massa urbanizada é pobre e de baixa instrução.É esse mundão de gente que decide.

A alegoria do "formador de opinião" cada dia fica mais em xeque, sob suspeição ou análise desconfiada. Virou mero lugar-comum intelectual.Não é por acaso que o presidente Lula, por exemplo, tornou-se um Messias nos grotões e espaços populosos de baixa renda.

Reverteu imagem que a massa-gente tinha dele no final dos anos 80 e até meados de 90.

O assistencialismo e a pulverização de benefícios sociais ajudaram a formar outro modelo de formador de opinião. Esse universo humano não é dotado de capacidade cognitiva especial nem está situado em endereços elegantes.

Produz, assim mesmo, ondas concêntricas de conceitos e juízos de valor, que definem os caminhos à vitória eleitoral. Vale assinalar, que também pesa na produção desse cenário, a quebra do monopólio da opinião da chamada Grande Imprensa.

Ela não dita as regras como antes.Quem souber trabalhar melhor com essas e outras mudanças, terá maiores condições de vencer o desafio das urnas. Política é realmente uma ciência.

A cara do PRP de Tangará da Serra IV

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Franciele Caroline da Silva, 25 anos, casada, mãe. Bacharela e Licenciada em Biologia pela Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat local. É filiada ao Partido Republicano Progressista – PRP de Tangará da Serra, desde início de 2009. Tesoureira do Partido neste município, poderá vir a ser também a presidente do PRP/Mulher.
Maria Gomes é casada, mãe, profissional da educação municipal. Licenciada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia pela Faculdade de Educação de Tangará da Serra, também compõe os quadros do Partido Republicano Progressista – PRP de Tangará da Serra.

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Quanto mais obras acontecem, mas a felicidade aparece

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A quem interessar possa

"Em casa que falta o pão, todos gritam e ninguém tem razão".

Excelente o fime "Chico Xavier"

A Folha on-line divulgou que o filme Chico Xavier, de Daniel Filho, já chegou à marca de 3 milhões de espectadores. A fita segue em 340 salas de cinema em todo o país, menos, é claro, em Tangará da Serra. O filme arrecadou, já, a significativa quantia de R$ 27 milhões e se mantém em terceiro no ranking de maiores bilheterias registradas no país.

Ficha Suja: Qual é a sua opinião?

A análise final do projeto Ficha Limpa ficou para a próxima semana. A manobra conduzida pelos deputados do contra é uma forma de evitar que a proposta entre em vigor nas eleições deste ano. Os que são a favor do impedimento de políticos condenados pela Justiça temem que o atraso inviabilize a entrada em vigor da nova lei já em 2010.

Enquanto isso, o projeto, embora de forte apelo popular, continua dividindo opinião. Veja duas opiniões divergentes. O “sim”, defendido pelo secretário-geral da OAB e especialista em Direito Eleitoral Marcus Vinicius Furtado Coelho: “O projeto Ficha Limpa tem plena validade para a eleição de outubro porque não se trata de uma norma que trata de eleição; é uma cláusula de inelegibilidade.

A anualidade só vale para as normas que mudam as fases do processo eleitoral. As causas de inelegibilidade não precisam de anualidade.

Agora, há uma certa polêmica sobre se pode retirar alguém da disputa eleitoral sem uma condenação final. Mas, é bem possível interpretar no sentido de que declarar alguém inelegível não é a mesma coisa que condenar; é apenas temporariamente excluir esse agente da possibilidade de ele ser candidato, tão apenas. Existem outras hipóteses na lei para a inelegibilidade: a rejeição de contas no TCU, por exemplo, impede a candidatura.”

E o “não”, defendido pelo advogado Erick Pereira, doutor pela PUC-SP e professor de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte: “Esse projeto não pode entrar em vigor porque é inconstitucional.

Ele tem um clamor social muito forte, mas há um questionamento, e esse projeto vai acabar no Supremo Tribunal Federal. Não é possível só por decisão de segundo grau um agente público sofrer a condenação de ser excluído do processo eleitoral.

O grau de civilidade de uma nação é medido pelo princípio da inocência, restringindo esse princípio, por mais que sejamos favoráveis ao projeto, afeta-se a civilidade de uma nação.

É o próprio cidadão quem deve escolher o representante, fazendo uma avaliação de quem merece o mandato de representação. Não podemos criar como solução para a corrupção esse projeto de ficha suja.

Não vejo com muita credibilidade pelo simples fato de aprovar pelo clamor social. O que se deveria fazer é trabalhar a conscientização do eleitor na hora de escolher o representante.” E qual a sua opinião?