19 de maio de 2010

O calvário de um prefeito em Brasília

Campanha de Dilma censura vídeo dos prefeitos

O vídeo em que seriam mostradas as dificuldades que os prefeitos têm para conseguir verba do governo federal foi censurado a pedido da equipe da pré-candidata, Dilma Rousseff (PT).

Foi o que confirmou ao blog o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Roberto Ziulkoski, mediador do debate realizado hoje (19) entre os pré-candidatos à sucessão de Lula, José Serra (PSDB), Marina Silva (PV) e Dilma.

A Confederação produziu o vídeo, um desenho animado.

O evento aconteceu em Brasília por ocasião da XIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. NOBLAT

Ficha Limpa é aprovado pelo Senado e vai à sanção

O Senado acaba de aprovar, por unanimidade, o projeto Ficha Limpa que veta a candidatura de pessoas condenadas pela Justiça. Ao todo, foram 76 votos a favor e nenhum contra. O projeto segue para sanção do presidente Lula.

Apesar de ter sido aprovada antes da realização das convenções partidárias (previstas para junho), ainda não há consenso jurídico se a proposta vale para as eleições de outubro.

A votação do Ficha Limpa de hoje só foi possível após o presidente interino do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), adotar o mesmo sistema de votação da Câmara.

Assim penso

“A liberdade apenas para os partidários do governo, apenas para os membros do partido, por muitos que sejam, não é liberdade. A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente". (Rosa Luxemburgo).

ONU diz que Bolsa Família dá preguiça

A probabilidade de quem recebe o Bolsa Família estar trabalhando é maior – 1,7% a mais para homens, 2,5% para mulheres – do que entre pessoas da mesma faixa de renda que não participam do programa.

É o que conclui estudo coordenado pela pesquisadora Clarissa Gondim Teixeira, do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (CIP-CI), órgão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Segundo o levantamento, a taxa de ocupação de quem recebe o Bolsa Família pouco difere da referente a quem não recebe. Portanto, o Bolsa Família não faz que o beneficiário se sinta desestimulado a trabalhar.

Um dos motivos que explicam isso é a condicionalidade da educação: como as crianças precisam frequentar a escola, as mães disporiam de mais tempo para trabalhar remuneradamente, sem tanta necessidade de ficar em casa cuidando das crianças.

“O Programa Bolsa Família não causa ‘desencorajamento’ ao trabalho”, avalia Clarissa Gondim. A pesquisa, sob o título “Uma análise da heterogeneidade do efeito do Programa Bolsa Família na oferta de trabalho de homens e mulheres”, foi publicada em inglês pelo órgão ligado à ONU e se baseia em dados colhidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, feita pelo IBGE) de 2006.

Na época, o benefício de transferência de renda do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) incluía famílias com renda per capita de até R$ 100,00 (hoje são R$ 140,00) e o valor máximo pago era de R$ 95,00 (hoje são R$ 200,00).

Atualmente, o Programa Bolsa Família atende 12,5 milhões de famílias em todo o país. Os números não determinam acomodação. O levantamento comprova que a faixa abrangida atua majoritariamente no mercado informal, e não no formal.

“Não se pode dizer que o Programa Bolsa Família seja responsável por gerar dependência da transferência de renda”, afirma o texto. Este não é o primeiro estudo que mostra que os beneficiários do Bolsa Família trabalham mais do que a média nacional.

Pelos números do IBGE, 77% dos beneficiários trabalham, índice acima dos 73% entre os não-beneficiários.

Já, uma pesquisa do Ibase mostrou que 99,5% dos beneficiários não deixaram de fazer algum tipo de trabalho depois que passaram a receber o Bolsa Família.

PRÊMIO JABUTI

As inscrições para a 52ª edição do Prêmio Jabuti se encerram dia 31 de maio. Podem concorrer apenas obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2009. A participação é aberta a editores, escritores, autores independentes, tradutores, ilustradores, produtores gráficos e designers. Informações: www.cbl.org.br

BOLSA FAMÍLIA NÃO DESESTIMULA O TRABALHO, CONSTATA ESTUDO DO PNUD

A probabilidade de quem recebe o Bolsa Família estar trabalhando é maior - 1,7% a mais para homens, 2,5% para mulheres - do que entre pessoas da mesma faixa de renda que não participam do programa.

É o que conclui estudo coordenado pela pesquisadora Clarissa Gondim Teixeira, do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (CIP-CI), órgão do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Segundo o levantamento, a taxa de ocupação de quem recebe o Bolsa Família pouco difere da referente a quem não recebe. Portanto, o Bolsa Família não faz com que o beneficiário se sinta desestimulado a trabalhar.

Um dos motivos que explicam isso é a condicionalidade da educação: como as crianças precisam frequentar a escola, as mães disporiam de mais tempo para trabalhar remuneradamente, sem tanta necessidade de ficar em casa cuidando das crianças. "O Programa Bolsa Família não causa 'desencorajamento' ao trabalho", avalia Clarissa Gondim.

A pesquisa, sob o título "Uma análise da heterogeneidade do efeito do Programa Bolsa Família na oferta de trabalho de homens e mulheres", foi publicada em inglês pelo órgão ligado à ONU e se baseia em dados colhidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD, feita pelo IBGE) de 2006.