24 de junho de 2010

Queimada. O futuro você decide!

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MACUMBÓDROMO

Por José Carlos Patrício

O mito da democracia racial brasileira escondeu o grande mal que assola o Brasil, o preconceito contra a cosmovisão africana. Esse fato intensifica as barbáries advindas do racismo cultural religioso, tanto material como simbólico.

O tom pejorativo à que as manifestações religiosas africana são referidas, atesta esse preconceito simbólico. O local usado pelos adeptos da religião de matriz africana, para a realização de suas OFERENDAS, comumente é denominado de macumbodrómo.

A denominação depreciativa não é o único fato que atesta a falta de conhecimento sobre a questão, já que o local para a realização das oferendas, geralmente as margens de algum rio, não é levado em conta.

Para o entendimento básico desse fator, não é necessário, porém recomendado, a leitura de “Os Orixás no Brasil” de Eneida Leal, onde a mesma faz uma apresentação dos Orixás, definindo as relações que eles passaram a ter em território nacional entre seus adeptos e a sociedade.

Sem entrar no campo das religiões, podemos recorrer às aulas de histórias para fundamentar uma das escolhas dos ditos locais, uma vez que a manifestação cultural africana, em geral quase todas religiosas, no período escravocrata, eram em terrenos afastados das cidades, em lugares onde os barulhos dos tambores não incomodassem os brancos que dormiam.

Outra bibliografia recomendada, e necessária, é “Falares Africanos na Bahia: Um vocabulário Afro-Brasileiro” de Yeda Pessoa de Castro, onde a autora relata a influência das línguas africanas no português do Brasil, destacando cinco níveis de identificação:

“N1 ou LS- a linguagem religiosa dos candomblés ou língua-de-santo;
N2 ou PS- a linguagem de comunicação usual do povo-de-santo;
N3 ou LP- a linguagem popular da Bahia;
N4 ou BA- a linguagem cuidada e de uso corrente, familiar na Bahia;
N5 ou BR- o português do Brasil em geral (CASTRO, 2001, p.80)”.

Dessa obra interessantíssima, Castro nos dá a definição da palavra Macumba na língua Banto e em seguida no português em geral:

“(banto) 1. (ºPS)- sf. Denominação genérica para as manifestações religiosas afro-brasileiras de base congo-angola, que incorporaram orientações ameríndias, católicas e espíritas, com predominância do culto ao caboc(l)o e preto velho. Prevaleciam no Rio de Janeiro e, ainda hoje, nas zonas rurais. Cf. candomblé, umbanda. Kik./kimb.makuba, reza, invocação.

2. (ºBR)- sf. Sessão de feitiçaria, de magia negra, despacho (CASTRO, 2001, p.270).”
Se o fato de essas denominações estarem enraizadas no cotidiano comum aliviarem o tom de preconceito, ainda temos as imitações , reproduções do estado de possessão dos iniciados e praticantes da religião afro-brasileira. É comum vermos em shows e na TV, as caricaturas depreciativas a que à cultura afro-brasileira é exposta.

ABREVIATURAS
Cf= Conferir, comparar
Sf= Substantivo feminino
(º)= Dicionarizado no AURÉLIO
(CASTRO, 2001, p.132).
REFERÊNCIAS
CASTRO, Yeda Pessoa de. Falares Africanos na Bahia: Um vocabulário Afro-Brasileiro. Rio de Janeiro: Topbooks.

Wagner Ramos pede viatura para o Centro de Hemodiálise de Tangará

Ele também recorreu ao governo para conseguir equipamentos de hemodiálise específicos para crianças nas unidades de tratamento existentes em Mato Grosso

O vice-líder do Partido Republicano na Assembleia Legislativa, deputado Wagner Ramos, pediu ao governador Silval Barbosa e ao secretário de Estado de Saúde, Augusto Carlos do Amaral, a aquisição de um veículo para atender o Centro de Hemodiálise de Tangará da Serra.

O parlamentar explicou a ambos que a entrada em funcionamento do complexo no município facilitou muito a vida de centenas de pessoas de toda a região que necessitavam semanalmente de deslocamento até Cuiabá. “Entretanto, outro grande grupo de pacientes ainda sofre em que pese o benefício. Sem um veículo específico para atender o Centro de Hemodiálise, eles sofrem desgastes antes, durante o tratamento e – principalmente – após as sessões, andando a pé ou de bicicleta”, observou o parlamentar.

Ele fez uma referência direta ao cansaço e aos riscos de acidentes, além da exposição a fatores climáticos muitas vezes adversos, como sol forte e chuvas. Em maio do ano passado, alertado por profissionais de saúde que lidam diretamente no setor, Wagner Ramos também recorreu a ao governo na tentativa de conseguir equipamentos de hemodiálise específicos para crianças nas unidades de tratamento existentes em Mato Grosso.

Neste caso, a preocupação reside na utilização dos mesmos equipamentos por adultos e crianças. Segundo os profissionais, os aparelhos destinados aos primeiros causam um alto nível de desconforto às crianças portadoras de doenças renais que deveriam receber atenção especial no tratamento. Da Assessoria de Imprensa (INFORME PUBLICITÁRIO)

A Cara do PRP de Tangará da Serra XIV

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GRADUADO EM GEOGRAFIA pela Universidade Federal de Mato Grosso, professor concursado do Estado, Reginaldo Santana é uma das grandes adesões que o Partido Republicano Progressista - PRP de Tangará da Serra, recebeu em 2010. Este mestre nasceu no ano que nosso município se emancipou política e administrativamente, ou seja, em 1976. Portanto, de família pioneira.
GRADUADO EM PEDAGOGIA E PÓS-GRADUADO EM PSICOPEDAGOGIA, pela Faculdade de Educação de Tangará da Serra, o professor da rede estadual, Elissandro Vieira também foi uma das excelentes adesões que o Partido Republicano Progressista - PRP de Tangará da Serra recebeu neste ano de 2010. Também é filho de pioneiros neste município.


DONA DE CASA E ESTUDANTE, Odília de Sousa, queria se filiar pela primeira vez a um partido político. Conheceu os estatutos do Partido Republicano Progressista - PRP de Tangará da Serra e concretizou seus objetivos neste ano de 2010.

VEJA OUTRAS PESSOAS ILUSTRES DE NOSSA CIDADE QUE TAMBÉM FAZEM PARTE DO PARTIDO REPUBLICANO PROGRESSISTA - AQUI

Violência em Marechal Rondon passa a ser prioridade na Sejusp

Novo comando da PM toma posse em Campo Novo do Parecis, orientado pelo governo a destinar dois policiais e duas viaturas para o distrito

Assaltos, homicídios, roubos de veículos e a residências, tráfico e uso de drogas. Esses são alguns dos principais ingredientes da criminalidade que estão transformando em um barril de pólvora o antes pacato distrito Marechal Rondon, situado a 45 km da sua sede – Campo Novo do Parecis (397 km ao norte da capital).

Para agravar ainda mais a situação da região, o único destacamento policial local está desativado. Marechal Rondon tem mais de dois mil habitantes – 1.200 em sua sede e 820 na área rural, e população itinerante estimada em cerca de 400 pessoas, além de 295 alunos do Ensino Fundamental e 65 alunos do Ensino Médio. O comércio local é suprido por 38 casas comerciais.

Esse foi o quadro apresentado pelo vice-líder do Partido Republicano na Assembleia Legislativa, deputado Wagner Ramos, ao secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, após tomar conhecimento da situação pelo vereador Wagner Herklotz, de Campo Novo.

Segundo o parlamentar, as medidas adotadas pela Sejusp foram imediatas. “Todas as providências já foram tomadas para reverter essa situação de Marechal Rondon.

O novo comando da Polícia Militar toma posse nesta quinta-feira (24), em Campo Novo do Parecis, já orientado pela Sejusp a destinar dois policiais e duas viaturas para aquele distrito”, informou Wagner Ramos. Da Assessoria (INFORME PUBLICITÁRIO)

DISPUTA

Brasil e Portugal fazem amanhã o jogo mais esperado da fase de grupos da Copa. É o primeiro clássico entre seleções. Tá apenas começando.

Petistas estão em festa

Em Tangará da Serra, assim como acontece no Brasil, os petistas estão em festa, com a ex-ministra Dilma Rousseff (PT), pela primeira vez, à frente na corrida presidencial. Segundo pesquisa CNI/ Ibope, divulgada na tarde de ontem, a petista apresentou 40% das intenções de voto.

Com o resultado da nova pesquisa, o ex-governador José Serra (PSDB) perdeu a dianteira das pesquisas e agora está em segundo lugar. O tucano obteve 35% das intenções de voto. Já a senadora Marina Silva (PV) aparece em terceiro com 9%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Eita.

Assim penso...

“Viver é super difícil, o mais fundo está sempre na superfície”.

Paulo Leminski

Ainda é grande a desigualdade no Brasil

Não resta dúvida de que nos últimos anos diminuiu consideravelmente o índice de famílias que não se alimentam suficientemente. Mas, também, não há como negar que a desigualdade não é compatível com o grau de desenvolvimento do Brasil.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada ontem revela a redução do número da famintos, mas a fome ainda castiga 35% dos brasileiros. No levantamento anterior, referente ao período 2002/2003, o índice de famintos era de 46,7%.

O que chama a atenção na pesquisa do IBGE é a lentidão que as ações públicas chegam ao Nordeste. A redução da fome foi registrada nas cinco regiões, mas o melhor índice foi registrado no Sudeste, onde o número caiu de 43,4% para 29,4%.

A desigualdade pode ser verificada na comparação do rendimento médio mensal. As famílias do Nordeste têm, em média, despesa de R$ 1.700,26, metade dos R$ 3.135,80 gastos pelas famílias do Sudeste.

A renda da família do Sudeste, mais alta do país, é praticamente o dobro da registrada pelos nordestinos, a mais baixa entre as cinco regiões: R$ 3.348,44 contra R$ 1.764,00.

O retrato revelado pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/09, que visitou cerca de 60 mil domicílios urbanos e rurais, entre maio de 2008 e maio de 2009, deixa claro que a esmola do Bolsa Família resolve problemas pontuais, mas favorece a permanência da fome no país, principalmente no Nordeste.

E assim continuará, se o Governo não buscar o equilíbrio das políticas públicas para permitir a melhoria de vida das famílias pobres compatível com o desenvolvimento do Brasil.