3 de novembro de 2010

A QUEM INTERESSAR POSSA

"A glória não consiste em jamais cair, mas sim em ergue-se toda vez que for necessário!".

PSDB saiu vencendor

O PSDB perdeu a presidência da República, mas elegeu o maior número de governadores. Os tucanos conseguiram fazer oito governadores (SP, MG, PR, AL, TO, GO, PA e RR) e vão administrar a vida de 52% da população.

PSB com seis
A seguir veio o PSB, que também surpreendeu nestas eleições e vai governar em seis Estados brasileiros. PB, CE, PE, ES, PI e AP são dos socialistas. O PSB ganha força para indicar até dois ministros.

PT e PMDB
O PT ficou com cinco Estados (AC, BA, RS, SE e o Distrito Federal). O PMDB decepcionou e vai também governar cinco Estados (MA, MS, MT, RJ e RO). O PMN elegeu o governador do Amazonas.

Mais governistas
Na composição dos Estados Governistas e de oposição, a presidente eleita Dilma Rousseff terá o apoio de 16 governadores, enquanto que 11 deles irão atuar na oposição. No seu discurso Dilma disse que não fará discriminação.

Tangará com eleições tranquilas

Nunca tinha visto eleições tão tranquilas em Tangará da Serra. Andando pelas ruas na manhã do domingo, ninguém diria que naquele dia estávamos escolhendo o presidente do Brasil. Quem foi à urna não encontrou fila em nenhum momento do dia. Bem diferente do que aconteceu no primeiro turno.

Primeira presidenta

O Brasil elegeu sua primeira mulher para presidir o País. Será a 40ª presidente do Brasil. Dilma Roussef recebeu 55 milhões 752 mil votos contra 43 milhões 710 mil votos para José Serra.

Todos de olho na Dilma

Quem votou nela certamente que guarda uma grande expectativa em torno de sua atuação como presidente do Brasil. E a essa altura também até gente que não votou em Dilma Rousseff, se não torce, pelo menos observa atentamente os seus passos e até projeta que seu futuro poderá ser bem melhor.

Meus amigos, isso que a gente está vendo ou ouvindo não é notícia que se leia ou ouça a qualquer hora: temos a primeira mulher presidente do Brasil.

Claro que as repercussões dessa eleição ainda não podem ser completamente avaliadas, mas a sua extensão já pode ser vista muito claramente: temos enfim a primeira mulher que vai ocupar o posto de presidente da República neste País.

Isso, além de ser inusitado, é um sinal dos tempos e é capítulo que está recheado de um simbolismo sem igual quando a gente constata que vamos ter a mulher ocupando o posto mais alto dessa nação.

Ademais quando se trata de uma figura como Dilma Rousseff que foi uma mulher que participou da luta armada contra a ditadura militar, esteve por três anos por trás das grades do regime de exceção, foi barbaramente torturada.

Certamente que todas as mulheres conscientes do Brasil além de estarem de olho nas atuações e ações da nova presidente esperam que por todas as experiências pelas quais ela passou ela possa fazer justiça.

É por essas e outras que hoje tantos brasileiros olham com um orgulho danado para os resultados da eleição do último domingo.

E isso se dá não só pelo pioneirismo da eleição de uma mulher para esse posto, mas principalmente porque há analistas que entendem que Dilma Rousseff vai ser uma ótima presidente exatamente porque estará pegando um Brasil em melhores condições do que aquele Brasil que o presidente Lula herdou há oito anos. Essa é também a nossa expectativa. Emery

IMPRENSA LIVRE

"(...) Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.

Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade.

Por isso, não carregarei nenhum ressentimento. Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras.

As críticas do jornalismo livre ajudam ao País e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.

(...)" Dilma Rousseff em seu primeiro pronunciamento à nação após sua eleição para a Presidência da República