18 de fevereiro de 2011

Unemat receberá prédio do governo do Estado em Barra do Bugres

A Universidade do Estado de Mato Grosso receberá na próxima quarta-feira (23) do Governo de Mato Grosso por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia o prédio do antigo hospital da Usina Barralcool. A solenidade de entrega do imóvel para a universidade está marcada para às 17 horas com a presença do secretário Eliene Lima e do reitor Adriano Silva, além de autoridades civis e acadêmicas.

O imóvel que será transferido para a Unemat vai abrigar o campus II da instituição e no local serão instalados e implementadas ações que visam melhorar o atendimento a comunidade acadêmica e sociedade.

O coordenador pró-tempore do campus, professor Alexandre Porto, explica que o imóvel, que está localizado à 270 metros de distância do atual campus da Unemat, possui uma área total de 11 mil metros quadrados, sendo 1.100 metros quadrados de área construída. Com Assessoria

Tangará: Desenvolvimento com sustentabilidade


Por Luis Alberto Pereira

Para conhecer o esplendor de outrora precisamos reconhecer a necessidade de estabelecer outros parâmetros para o desenvolvimento de forma sustentável e Tangará da Serra é com certeza um espaço rico para traçarmos esses parâmetros.

Como todo Mato Grosso foi criado e ocupado em consonância com a Marcha para o Oeste e como sabemos, não culpando ou desculpando ninguém aqui, foi uma trajetória que pode ser olhada de vários prismas. Mas o que importante é que estamos aqui hoje redesenhando essa nova trajetória.

Somos os “chegados aqui”, “os tangaraenses de coração”, não somos pioneiros, mas o que isso importa? Vivemos daqui e aqui como todos e as necessidades são atuais e nos incomodam nesse momento.

Com a tecnologia de informação tão próxima podemos entender que o crescimento desenfreado de muitas cidades tem causado problemas extremamente complicados e como estou falando de Tangará da Serra, cito a como exemplo, porque aqui vivo, aqui sinto, aqui padeço, com esse crescimento.

Penso, como todo humano, que ao desenvolvermos propostas para o desenvolvimento de nossa cidade é necessário elencarmos o que de fato queremos para nossa cidade, melhor saúde? Como? Melhor educação? Como? Melhor malha viária? Como? Estamos fora do eixo de crescimento? Como voltaremos? Precisamos de indústrias de porte? Quais? Precisamos investir nos pequenos que empregam muito mais? Como fazer? Precisamos estruturar esse rol de necessidades urbanas com o conceito de crescermos ordenadamente, esse é um fato que deve em todo o momento ser evidenciado e não é feito.

Indústrias Sucroalcooleiras são importantes para nosso município? Quais os exemplos que temos de municípios que cresceram com essas indústrias? Nova Olímpia? Barra do Bugres?

Não seria mais importante investirmos no turismo pensando primeiro na copa depois no desenvolvimento de nosso município? Geraríamos assim empresas de turismo, serviços e com isso empregaríamos muito mais e nos desenvolveríamos muito mais tranquilamente e com qualidade.

São vários fatores a serem abordados e discutidos, se possibilitar a isso é importante e tem que ser o dever de cada Tangaraense-Paulista, mineiro, gaucho, paranaense, baiano, pernambucano, catarinense, enfim, desvelar nossas origens e começar a pensar Tangará como uma necessidade nossa de estar aqui, de se alimentar daqui, de trabalhar aqui e de amar essa Terra tão importante em nossas vidas.

Luis Alberto Pereira (Beto)
Secretário Municipal de Meio Ambiente

MP aciona município de Tangará da Serra para criar vagas de estacionamento

Para cada item não cumprido o município terá multa diária de R$ 10 mil

O Ministério Público Estadual (MPE) propôs ação civil pública contra o município de Tangará da Serra para garantir a criação de vagas de estacionamento em vias públicas da cidade para pessoas portadoras de necessidades especiais ou com mobilidade reduzida.

Na ação, a Promotoria de Justiça requer à Justiça que o município promova, em 60 dias, a sinalização das vagas nas Avenidas Brasil e Tancredo Neves, bem como a fiscalização municipal.

A lei prevê o percentual mínimo de 2% do total de vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres, devidamente sinalizadas, para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção, em todas as áreas de estacionamento.

Na ação, o MP também requer que em até 120 dias sejam sinalizadas as vagas de estacionamento dos principais espaços públicos do município. Para as demais vias, foi estabelecido um prazo de 210 dias. Para cada item não cumprido, o Ministério Público requer que o município arque com multa diária de R$ 10 mil.

Tangará da Serra: um olhar para o futuro

Por José Pereira Filho

O olhar para o futuro requer um olhar para o passado, numa perspectiva de evitar os erros cometidos e projetar o futuro numa dimensão possível. Ficar lamentando o que passou não adianta e nem resolve nossos problemas.

Nas eleições passadas, a classe política deu um importante passo na tarefa de reposicionar nosso município na esfera política estadual, na dimensão daquilo que somos e representamos: a cidade conquistou um mandato na esfera estadual e temos pelos menos quatro deputados federais com os pés fincados em Tangará da Serra, pois tiraram uma “carrada” de votos em nosso município.

Não tenho dúvidas, responderão com trabalho. Além disso, o Estado tem três senadores que com certeza, estarão contribuindo com Tangará. Também elegemos um Governador com o compromisso de prestigiar nosso município e região com importantes e necessárias ações de governo.

Precisamos agora fazer o dever de casa, ou seja, construir um ambiente político interno favorável, sem turbulências e instabilidades, pois essas turbulências e instabilidades geram a fuga de investimentos públicos e privados do nosso município. Nossa Cidade não agüenta mais o transtorno do passado.

Nesse particular, o Prefeito Municipal, em conjunto com a Câmara Municipal têm um papel fundamental nesse momento de crise, cabendo ao Prefeito a iniciativa de convocar o Legislativo para a tarefa, pois é ele quem detém poder de execução, a saber:

- construir uma agenda positiva e propositiva de ação para 2011 e 2012;

- construir um pacto social com os setores organizados da sociedade, garantindo transparência absoluta nas ações de governo. Junto com esses setores sociais, organizar uma estratégia de acompanhamento de todas as ações, com foco na agenda definida. Trata-se na verdade de formar um controle social sobre as ações do Executivo e do Legislativo, dando transparência absoluta de todos os atos de gestão.

A partir daí, enumero algumas ações micro e macro, que considero prioritárias para novamente recolocar Tangará na rota do desenvolvimento, que devem constar da agenda do governo municipal:

a) Ações micro (de responsabilidade do Executivo Municipal):

- recuperação da malha rodoviária rural (a condição precária da malha rodoviária rural tem gerado severos transtornos para a atividade produtiva do campo);

- recuperação do asfalto da cidade (mostrou-se eficiente as ações de recuperação do asfalto urbano com recapeamento e lama asfáltica iniciado em 2009 com continuidade em 2010);

- finalização da reordenação do trânsito urbano;

- construção do novo terminal rodoviário com urgente transferência do funcionamento do mesmo para local e espaço adequado;

- ampliação dos postos de USF (Unidade de Saúde da Família);

- início dos procedimentos de padronização das calçadas no centro da cidade;

- continuidade da pavimentação asfáltica nos bairros da cidade, com definição da capacidade de execução do município e os bairros que serão contemplados no biênio 2011 e 2012.

b) ações macro (em parceria com as esferas Estadual e Federal):

- pavimentação da MT-240 que liga Tangará a Santo Afonso;

- abertura e pavimentação da Rodovia Estadual ligando Tangará da Serra aos Municípios de Salto do Céu, Rio Branco, Mirassol D’Oeste e região;

- recuperação total do trecho de asfalto entre Itamarati Norte e Jangada;

- pavimentação do antigo traçado da BR-364, na região do Chapadão do Rio Verde, principal área produtiva de Tangará da Serra;

- construção de nova sede para a Prefeitura Municipal e Câmara Municipal (esta importante obra deve ser construída fora do centro da cidade, com o propósito de diminuir o fluxo de veículos do centro e levar desenvolvimento para outra região da cidade);

- construção de uma Unidade da UNEMAT na cidade (deve ser construída em uma região periférica da cidade, de forma a proporcionar uma intervenção mais efetiva da Universidade no contexto sócio-econômico do município e valorizar outra região do perímetro urbano);

- duplicação da rodovia MT-358 no trecho compreendido entre o centro da cidade e o Campus da UNEMAT;

- transformação da Unidade Mista de Saúde em Hospital Regional;

- implantação de indústrias de grande porte no município, com capacidade de geração imediata acima de 1.500 empregos diretos;

- aceleração dos procedimentos para instalação das duas usinas de álcool previstas para nosso município.

Importe ressaltar que há ainda a possibilidade real de sermos contemplados com significativos investimos da esfera federal, através do programa PAC II, para resolver problemas infraestruturais da nossa cidade.

Os apontamentos acima elencados dizem respeito a uma percepção pessoal e não esgota a totalidade de nossos problemas.

Por último, reafirmo que o ambiente político externo foi construído com a eleição do Deputado Wagner Ramos, que terá papel relevante nessa extensa tarefa, bem como, com o relacinamento construído com a bancada federal de Mato Grosso; e que compete aos agentes políticos locais construir o ambiente político interno.

Tenho dito.


Prof. Me. José Pereira Filho ( Zé Pequeno)
Prof. da UNEMAT e Vereador em Tangará