19 de fevereiro de 2011

400 índios da aldeia Ikpeng do Pavuru estão à beira da miséria


Cerca de 400 índios da não Ikpeng do Pavuru, no Xingu (MT), a 579 km de Cuiabá, estão à beira da miséria. Neste semestre as roças dos Ikpeng do Pavuru, no Parque Indígena do Xingu, não produziram o suficiente para alimentar sua população de cerca de 400 pessoas, deixando-a em uma situação inesperada de falta de alimentos, especialmente aqueles mais importantes para sua dieta cotidiana: a mandioca brava e o polvilho, equivalentes ao nosso arroz com feijão. Fonte: Leia mais no Blog da Sandra Carvalho

O aprendizado humano

Por: Luís Alberto Pereira

Tem algum tempo que participo das discussões a cerca de produção agroecológica, produtos orgânicos, agricultura familiar, produção sem agressão a natureza, permacultura, uso de bioinseticidas, tudo isso virou moda nesse novo século, permita-me dizer nessa nova era planetária.

Os humanos enfim perceberam a necessidade de proteger o planeta em que eles vivem, mesmo que, muito através apenas de seus discursos, mas mesmo assim percebe-se, que algo de fato vem sendo em prol a proteção, ao cuidar.

Mesmo que titulamos isso de “marketing verde”, “onda verde” nota-se de fato a mudança e isso não é simplesmente conceitual as atitudes de fato vêm se modificando é a “flor da esperança dando o ar de sua graça”.

É importante frisar que com base nessas mudanças governos que não levem em consideração esse novo prisma, essa nova ótica estão e estarão fadados ao fracasso e isso em qualquer rincão do nosso imenso Brasil, a informação se prolifera, graças a Internet – mecanismo notável de comunicação.

Espero que nas próximas eleições as pessoas percebam a importância de propostas com essa nova tônica e traduzam isso em discussões, propostas e façam seus candidatos discutirem como desenvolver, de que forma, como gerar, como cuidar.

Esse é um fardo necessário a ser carregado, o desenvolvimento urbano carece ser planejado, organizado para que a humanidade não padeça de novas torturas da natureza e percebamos que a natureza também não se sente bem em ser torturada.

Uma graça escrevendo, todo o texto e frisando esses novos conceitos e práticas sobre o titulo novidade, que nunca aconteceu na história da Terra, mas na verdade queria que pudéssemos perceber quanto tempo à humanidade demora a retomar questões importantes para sua permanência nesse planeta.

Vejamos como isso se processa: primeiro nos vários tipos de colonização que aconteceram na história, seja ela aqui no Brasil com a mortandade dos povos aqui existentes, seja na Europa com a morte de suas várias tribos, seja na Austrália com a submissão dos aborígenes, os colonizadores diziam que o “Novo Mundo” era o Paraíso Terrestre, mesmo assim destruíram, mataram, tudo e todos, eram ignorantes?

A informação era pouca? Era necessário aumentar o território? Bom essa discussão deixo para os cientistas de história, esse não é o foco desse “banzé”, apenas uma ilustração de como o ser humano se coloca frente ao diferente e se colocou frente à beleza da natureza na Terra, já na década de 70 existia um grupo que tentava discutir essa reestruturação dos povos na Terra, eram intitulados hippies e mais uma vez como eles foram taxados? Maconheiros, loucos, insanos, extrapolavam todos os conceitos societários. E o que na verdade eles traziam era isso o conceito de cuidar, cuidar no sentido mais amplo da palavra, como São Francisco se colocou perante ao seu cuidado com a natureza, com outro ou como Leonardo Boff em seu Livro Saber Cuidar.

Infelizmente talvez a forma da discussão não conseguiu naquele momento abarcar tantos seguidores como hoje e a discussão era a mesma acreditem: agroecologia, produtos orgânicos, paz, permacultura, enfim todo esse elenco de questões importantes para a humanidade e mais uma vez viramos as costas para esse viver.

Mas como nunca é tarde, ainda não é tarde. Os velhos e os novos hippies, e entendam-se aqui hippies como protetores, serão os educadores da nova, velha, forma de tratar nosso querido planetinha TERRA.

Luis Alberto Pereira (Beto)
Secretário de Meio Ambiente
Tangará da Serra-MT

Aqui jaz um ex-professor que um dia sonhou ser pesquisador

Por Professor Dr. Robério Anastácio Ferreira

Estou doente...

Produzo mais papéis e máquinas e menos seres humanos, indivíduos! A nossa era se chama “PRODUÇÃO CIENTÍFICA”... Quanto? Preciso estar “on line” e ligado 24 horas para produzir: 5 artigos por ano, pelo menos 1 Qualis A e os demais podem ser A2, B1 ou B2, mas o resto não interessa; pelo menos 1 livro e um capítulo de livro por ano. Ah! Não posso esquecer das comunicações em eventos!

Devem ser preferencialmente trabalhos completos, publicados nos anais em Congressos Internacionais porque os resumos expandidos e os simples não contam nada na nossa avaliação. E se forem em eventos regionais ou locais menos ainda.

Devo participar de 2 Programas de Mestrado como efetivo e um terceiro como Colaborador. Devo ministrar 4 ou 5 disciplinas na Graduação, ou se não for assim preciso ter 4 ou 5 turmas, com pelo menos 50 vagas ofertadas para ministrá-las. Muitas das vezes, em espaços que comportariam muito menos... Quantos créditos: 12, 16, 20 ou 24 por semestre?

Devo ministrar também 1 ou 2 disciplinas na Pós-Graduação. Preciso orientar os trabalhos de conclusão de curso (4 ou 5, às vezes só um pouco mais por semestre). Preciso orientar pelos menos dois estudantes de Mestrado por ano...

Ah! Eles precisam defender suas dissertações em 24 meses... O ideal já seria defender em 18 meses! E os Co-orientados? Quantos? Tenho ainda os estágios, os projetos de fomento e de PIBIC. Ainda faltam as comissões e os cargos administrativos!

Precisamos de mais cursos, mais disciplinas e mais estudantes, mais cargos e mais comissões... Assim, ganhamos mais TRABALHO e temos menos VIDA. Meu tempo está acabando... O dia é muito curto e as 24 horas já não me são mais suficientes. Que tal repensarmos o nosso Calendário? O dia poderia ser um pouco maior e o ano poderia ter mais alguns meses... Puxa! Como seria feliz por isto... PODERIA TRABALHAR MAIS! Muito mais, pois ainda preciso ser bolsista de produtividade. Quero também ser pesquisador!

Antigamente, o Professor era Senhor ou Senhora, um segundo pai ou uma segunda mãe, um tio ou uma tia. Era também um EDUCADOR. Um erudito e um verdadeiro HERÓI. Hoje o professor “brother”, “chapa”, “meu”, “brô” e “véio”, entre outros... Muitos outros!

O bom é que temos mais professores. Muito mais! Por outro lado, temos menos salas e dividimos os nossos 15m2 (chamado gabinete) com mais 3 ou 4 e todos os seus orientandos também. Pelo menos não posso reclamar de solidão no trabalho, nem de monotonia.

A vida de Professor é pura agitação... Altas baladas como dizem. Meu dia de trabalho terminou na Instituição... A jornada de trabalho de um celetista é de 44 horas por semana, com tendência natural de reduzi-la.

E a nossa de professor? Isto é muito pouco! Além da nossa rotina diária, ao chegarmos em casa precisamos continuar TRABALHANDO! Tem as correções de provas, aulas e notas de aulas para serem preparadas, seminários, palestras, etc... . Ou melhor, fazer invencionices para melhoramos a nossa performance para nossos estudantes.

As aulas não são mais atrativas... Eles dizem: melhor seria estar com a Galera ou a Turma... Atender celular, passar minhas mensagens, jogar meus novos games do celular, msn, orkut, facebook, mostrar meu aparelho de celular novinho. Tem muito mais opções! Perder tempo com estas aulas? Que tédio! Tudo está na Internet mesmo.

Esqueci da elaboração dos projetos! Preciso de recursos financeiros para realizar alguns trabalhos e o prazo se encerra amanhã. Ainda bem que o envio é on line. O sistema, hoje em dia, em alguns editais recebem até 24 horas depois... UFA! Vai dar tempo.

Aqueles que precisam da nossa atenção em casa: mãe, pai, esposa, marido, filha, filho, neta, neto, noiva, noivo, namorada, namorado... Gato, cachorro, peixe, papagaio, periquito... etc? ELES PODEM ESPERAR!

E as minhas necessidades: físicas e fisiológicas? E o meu lazer e meu prazer? Confesso que às vezes me sobra um tempinho para isto tudo, apesar de serem atividades menos nobres.

Preciso dormir, mas tenho que TRABALHAR! Preciso acordar, antes de dormir. Estou doente! Não tenho tempo de ir ao médico... Depois vejo isto! Estou gravemente doente, mas não posso me curar.

Preciso TRABALHAR e PRODUZIR mais papéis (textos, livros, artigos, relatórios, etc...). Meu CURRÍCULO LATTES está desatualizado! Tenho que produzir mais máquinas também, pois o mercado assim exige.

Fico triste no final. A maior parte de toda a minha produção permanece intocável e, na maioria das vezes, enfeitando estantes e gavetas. Poucos realmente lêem aquilo que é fruto de uma vida inteira de total entrega ao sistema. Ou no caso das máquinas, algumas ficam sem emprego.

Ah! Eu não posso me queixar, pois apesar desta pequena carga de trabalho tenho um bom salário. “Não sois máquinas! Homens é o que sois” é uma famosa frase de Charles Chaplin, ou ainda “O que somos é conseqüência do que pensamos” de Buda. Acredito que isto é coisa do passado...

Está fora de moda! Podemos ver que a geração atual não os conhece, pois seus mais recentes ídolos e sua identidade são diferentes: “Exterminador do Futuro – Arnold Schwarzenegger”, “Rambo – Sylvester tallone”, “Indiana Jones – Harrison Ford”, “007 - Daniel Craig”, etc. Estes são os verdadeiros heróis: imbatíveis, incansáveis e imortais. Estou doente...Gravemente doente... Incurável... .

AQUI JAZ um EX-PROFESSOR que um dia sonhou ser PESQUISADOR

Professor Dr. Robério Anastácio Ferreira / Andes-SN. (Fonte: Boletim da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, em 17/11/2010)

Futuro da lei da ficha limpa é incógnita

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que o futuro da Lei da Ficha Limpa é uma "incógnita". Ele disse, ainda, que os assuntos polêmicos, no Supremo Tribunal Federal, só serão resolvidos após o dia 3 de março, com a posse do ministro Luiz Fux. “O ministro Cezar Peluso deixará todos os temas polêmicos para decidir com o plenário completo”, disse Lewandowski. As informações são da Agência Brasil. FONTE: www.conjur.com.br/.

Exigência municipal preocupa empresários tangaraenses

O empresário tangaraense e atual presidente da Associação Comercial e empresarial – ACITS, Leoclides Bigolin, vem criticado desde a semana passada a exigência para as empresas locais providenciarem alvará de vistoria dos bombeiros, para conseguir renovar alvará anual de funcionamento.

Ele diz que, apesar de ser uma lei estadual, apenas Tangará da Serra está exigindo e que os outros municípios do Estado ainda estão em fase de implantação.

O presidente não concorda com a lei como está.

Para ele, o empresário não tem como cumprir a imposição, no prazo que a prefeitura está dando. Euclides quer que haja prorrogação do prazo.

A pergunta é: Por que os empresários tangaraenses têm que ser os primeiros a ser sacrificados?

Já não bastam tantos problemas que todos nós estamos enfrentando por causa da crise politica, econômica e infraestrutural que paira sobre o município?

Cuiabá, Rondonópolis e municípios vizinhos não estão impondo nada até então.

Portanto, também vejo essa Lei como mais um castigo imposto pela municipalidade contra nós. Ninguém merece.

Portal da Transparência de Tangará da Serra

Cursos Online na área de Pedagogia

A lei complementar então sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva obriga a criação de Portal da Transparência em todos os Estados e municípios determina que as atualizações sejam feitas em tempo real. No entanto, muitas administrações parecem ter esquecido dessa obrigação.

Como perguntar não ofende, gostaria de saber se há Portal de Transparência na prefeitura de Tangará da Serra. Quem souber, responda ou cale-se para sempre!

Salário anual de um deputado equivale a 56 anos de trabalho de uma assalariado

De acordo com um levantamento feito pelo site Congresso em Foco, quem ganha piso de R$ 545 por mês terá de trabalhar 56 anos, sem gastar um centavo, para alcançar o salário anual de um deputado ou senador. Por mês, cada congressista recebe o equivalente a quatro anos de salário mínimo.