21 de fevereiro de 2011

Uma parte do caos na educação do País

Deu na Folha de São Paulo ontem: 17% dos professores da rede pública do País não têm formação suficiente e atuam em situação irregular. São 208 mil docentes, sem curso superior, lecionando para alunos do 6º ano fundamental ao 3º do ensino médio. Explica-se, aí, em parte, o caos na educação do País.

ENQUANTO ISSO - Em Tangará da Serra não menos que uma centena de profissionais graduados e pós-graduados devem ficar desempregados neste ano por falta de vagas nas redes estadual e municipal de ensino.

Uma coisa pelo menos temos para nos dar orgulho: todos os professores que atuam na educação de Tangará da Serra, portam diploma de graduação. Maioria com especializações e boa parte com curso de Mestrado. Temos até doutores e doutorandos.

Todavia, se temos esse item para celebrar, sobram problemas noutros setores na área da educação.

Grande parte das unidades escolares precisa de melhorias infraestruturais, como quadras cobertas, bons laboratórios, bibliotecas, recursos pedagógicos, etc.

Isso sem levar em conta a precária situação enfrentada no dia a dia pelos alunos da zona rural que são obrigados a caminhar quilômetros até chegar aos locais por ondem passam os ônibus velhos que os conduzem até a unidade escolar mais próxima.

Quero ainda acentuar o tamanho desrespeito anual dispensado aos profissionais da educação, época das famigeradas contagens de pontos. Nesse quesito, nos superamos em maldade contra os educadores.

Como educador, espero contribuir para que esse suplício sofrido pelos professores e professoras tangaraenses não se arraste por muito tempo.

O que meus colegas enfrentaram neste ano, por falta de organização de estado e município, ninguém merece. Isso deve ter fim.

PARA REFLETIR: Escreva sua própria história

Suponha que alguém lhe deu uma caneta - uma caneta lacrada, de cores sólidas.

Você não pode ver quanta tinta tem. Pode secar logo depois das primeiras palavras ou durar o suficiente para você criar uma esplêndida obra (ou diversas); ou que durasse para sempre. Você não sabe até que você comece.

São as regras do jogo, você realmente nunca sabe. Você tem que examinar cada possibilidade!

A regra do jogo não obriga você a fazer qualquer coisa. Você pode, ao invés de usar a caneta, deixá-la em uma prateleira ou em uma gaveta onde secasse sem ser utilizada.

Mas se você decidisse usar, o que você faria? Como você jogaria esse jogo?

Você iria planejar e planejar antes de escrever cada palavra? Seus planos seriam tão extensos que você nunca começaria?

Ou você colocaria a caneta na mão e simplesmente escreveria, esforçando-se para prosseguir com um monte de palavras?

E sobre o que você escreveria: sobre amor? Ódio? Divertimento? Miséria? Vida? Morte? Nada? Tudo?

Você escreveria sobre si mesmo? Ou sobre os outros? Ou sobre si mesmo sob a ótica dos outros?

Suas letras seriam trêmulas e tímidas ou brilhantes e realçadas? Enfeitadas ou simples?

Você escreveria mesmo? Uma vez que você tem a caneta, nenhuma regra diz que você tem que escrever. Você rascunharia? Borrões ou desenhos?

Você permaneceria nas linhas, ou não veria nenhuma linha, mesmo se estivessem lá?

Há muito o que pensar sobre isso, não é?

Agora, suponha que alguém lhe deu uma vida...

Notícias e comentários difamatórios resultam em indenização de R$ 100 mil a blogueiro

Chega a informação que o ministro Luís Felipe Salomão, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), decidiu aumentar em dez vezes o valor de indenização por danos morais a ser paga pelo colunista Gilberto Luiz di Pierro, conhecido como "Giba Um", a Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do ex-presidente Lula. O colunista publicou em seu site diversas notícias e comentários considerados "inverídicos, caluniosos e difamatórios" sobre Lurian e o ex-prefeito da cidade de Blumenau (SC), Décio Nery de Lima. A indenização passa de R$ 10 mil para R$ 100 mil.

A quem interessar possa

"A estratégia de ontem foi o que nos possibilitou sobreviver até agora, mas uma nova estratégia deve ser criada se quisermos garantir nossa sobrevivência no futuro." (Paul Levesque)

Projeto do deputado Carlos Bezerra põe fim às coligações partidárias

O fim das coligações partidárias em processo eleitoral consta em projeto de lei apresentado pelo deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) que defende a alteração no Código Eleitoral e a Lei das Eleições. Um dos argumentos do peemedebista é que está esgotada a escolha dos parlamentares pelos resultados das coligações partidárias."O atual modelo se exauriu porque ofende a vontade do eleitor que muitas vezes não vê o candidato mais votado ser eleito. O fim deste sistema será um avanço a democracia", comenta. Com A Gazeta.