2 de março de 2011

Secretário de Fazenda se reúne com empresários de Tangará nesta quinta-feira

Está confirmado para esta quinta-feira (03.03) a visita do secretário de Fazenda de Mato Grosso, Edmilson José dos Santos, ao município de Tangará da Serra.

Ele e a equipe técnica da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) estarão reunidos com empresários e contabilistas da região, a partir das 15h30, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Tangará.

A agenda atende a determinação do governador Silval Barbosa em trazer a administração pública também ao interior de Mato Grosso para tirar dúvidas dos contribuintes, bem como fortalecer o diálogo e o relacionamento entre Estado e cidadão.

Este é o terceiro secretário de estado a visitar o município no atual governo de Silval Barbosa. Outros foram, o de Esportes e a da Educação.

Abandonados, moradores deixam casas e sonhos; os que ficam pedem socorro


DEU NO 24H NEWS:

Por Edilson Almeida
Redação 24 Horas News

Compadeça-se! Distrito São Joaquim, localizado no município de Tangará da Serra, no médio norte de Mato Grosso. Um retrato do descaso e abandono. Com mais de 600 habitantes e aproximadamente 400 eleitores, o lugar que tem décadas de existência, vive o verdadeiro retrato do caos e da miséria. Sem perspectivas e desesperançados, muitos já abandonaram suas casas e foram procurar um melhor destino nas cidades maiores. Os que ficaram, ainda nutrindo um fio de esperança, pedem socorro, acreditando que o princípio da dignidade humana vá prevalecer.

“Somos um lugarejo que pretende se integrar ao próprio município” – diz Dorjival Silva, presidente da Associação de Moradores, que encontrou na internet a forma de mostrar como os governantes tratam seu povo – especialmente o mais humilde, aquele que deseja sobreviver no campo. Ele criou um blog em que alimenta com fotos e notícias sobre “a desintegração” do que muitos sonharam que um dia poderia até se tornar um município.

A luta começa pela própria regularização fundiária. Isto é: quem está em São Joaquim se sente inseguro, não sabendo dizer se um dia poderá dizer que é dono ou não do pedaço de chão que tenta cultivar. Sem escritura, eles não podem contratar possíveis financiamentos para o cultivo. Consequentemente, mais dificuldades. Os que resistem vêm se reunindo sistematicamente tratando do assunto e definindo estratégias para um dia poder ter o título de propriedade.

Os encontros acontecem no único salão de madeira de propriedade da Igreja Católica. “A luta é antiga. Mas a espera continua” – diz o dirigente da entidade, reativada como instrumento de luta.

No distrito existe uma escola. Ou se é que pode se chamar aquilo de estabelecimento escolar porque está, verdadeiramente, caindo aos pedaços. Sala de aula suja, carteiras antigas, mesa do professor quebrada, quatro negro antigo e imprestável para escrita, portas com problemas, iluminação comprometida, rachaduras nas paredes, teto ameaçando desabar: uma tragédia anunciada.

Segundo Dorjival, a unidade atende a centenas de crianças e adolescentes que residem no Distrito São Joaquim e adjacências. No ano passado, a chefe da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) esteve no local e conheceu de perto a todos os problemas que vêm se arrastando há mais de década. Ele reforçou as promessas de evitar que essa escola chegue completamente ao caos. Mas como nada mais fez senão prometer. Bem ao melhor estilo político.

A única área para práticas de esportes do Distrito São Joaquim está tomada pelo matagal. Não há reparos e tampouco manutenção. Ninguém mais joga futebol no distrito. “Os jovens se sentem jogados ao abandono” – diz. A Secretaria de Esportes de Tangará conhece o problema desde o ano passado, mas até agora não fez absolutamente nada para resolvê-lo. Assim como o problema da escola.

O quadro é desolador no distrito. Nas ruas, matagal, lixo, buraco e muita lama. “As autoridades municipais conhecem o problema. Mas nenhuma pena tem sido movida para resolver o caos que duramente castiga os moradores do lugar” – observa o dirigente comunitário, reforçando as críticas. Com as chuvas, surgiram atoleiros também.

Tornou-se cena comum no Distrito São Joaquim se encontrar casinhas de madeiras, onde antes residiam famílias que trabalhavam na lavoura, sendo abandonadas pelos proprietários. “Sem boa escola, sem saúde, sem comunicação com o resto do mundo, uma vez no Distrito ainda não há linha de telefonia celular, sem estradas, e o pior, sem perspectivas de vida, muitos trabalhadores têm optado por transferir suas famílias para as cidades vizinhas” – explica.