7 de março de 2011

Que tipo de cidadão é você

Neste final de semana um grupo de jornalistas reunido em Tangará da Serra chegou a tocar no assunto: a voz ativa do cidadão.

Foi questionado o porquê de o cidadão tangaraense ser ainda tão desligado de assuntos relacionados à política partidária.

Fato é que noutras regiões do País, homens, mulheres, jovens e até adolescentes gostam de questionar os assuntos políticos do dia a dia no seu município, e em Tangará da Serra, essas mesmas pessoas até se afastam do tema.

O que estaria faltando para nós que residimos neste município começarmos a entender e praticar a cidadania.

Vejo os problemas se avolumando em nossa cidade por falta de políticas públicas adequadas. E tenho certeza, milhares também o veem.

Mas, o detalhe, é que talvez por medo de falsas represálias de alguém que se imagina o próprio Deus, preferem ficar no silêncio, nas sombras, ao invés de se manifestar e falar o que sentem também.

Gostaria muito que cidadãos e cidadãs tangaraenses tomassem uma atitude corajosa e, se possível, fossem até às ruas protestar contra o caos que se instala em nossa cidade, distritos e vilas.

Meus concidadãos por que vocês preferem abaixar a cabeça, vendar os olhos e tampar os ouvidos para o descalabro que está acontecendo. Não percebem que há algo errado está acontecendo às nossas vistas...

Senhores, senhoras, jovens, etc., é tempo de ação. É tempo de exercer a cidadania plena.

Leia trecho abaixo e se localize. Caso precise mudar de atitude o faça agora. A sociedade precisa de você.

• Cidadão SOLIDÁRIO é aquele que deseja participar, e até participa efetivamente, mas o faz mais por caridade, convicção moral ou espírito humanitário do que imbuído de uma plena consciência de seu papel na sociedade.

• Cidadão CONSCIENTE é aquele que sabe o seu papel na sociedade e tem posição crítica em relação a governantes, gestores públicos e políticos. Mas não passa disso e acha que tudo se resolve com o Estado.

• Já o Cidadão ATUANTE, com base em sua percepção crítica do mundo que o cerca, não só pensa como age em direção à cobrança de resultados e à fiscalização das diferentes esferas do poder público, e sempre estimulando outros a fazerem o mesmo. É o Cidadão Exemplar por excelência.

“Carnaval Genuinamente Brasileiro: falsa verdade”.

Por Raquel Sherazade

A jornalista Raquel Sherazade em seu blog oficial convida você para o fato do carnaval no Brasil. Assista ao vídeo do canal TV Tambaú SBT, em João Pessoa – PB no portal de vídeos Youtube.

Na Paraíba, por exemplo, o maior bloco de arrasto disse ter registrado cerca de 400 mil foliões no desfile do ano passado. Mas, a população paraibana conta com mais de 3 milhões e 600 mil cidadãos. Portanto, a maioria do povo não foi para a rua ou por que não gosta de carnaval ou por que não se reconhece mais nessa festa dita popular.

E, como um véu que se descortina, como uma máscara que cai, gostaria de revelar algumas verdades que encontrei por trás da fantasia do carnaval. A primeira delas: o brasileiro adora carnaval. Não acredito.

Segunda falsa verdade: o carnaval é uma festa genuinamente brasileira. Não, não é. O carnaval, tal como o conhecemos, surgiu na Europa, durante a era vitoriana, e se espalhou pelo mundo afora, adaptando-se a outras culturas.

Quarta falsa verdade: É uma festa popular. Balela! O carnaval virou negócio – dos ricos. Que o digam os camarotes VIP, as festas privadas e os abadás caríssimos, chamados "passaportes da alegria".

E quem não tem dinheiro para comprar aquele roupinha colorida não tem, também, o direito de ser feliz??? Tem não. E aqui, na Paraíba, onde se comemoram as prévias não é muito diferente. A maioria dos blocos vive às custas do poder público e nenhuma atração sobe em um trio elétrico para divertir o povo só por ser, o carnaval, uma festa democrática. Milhões de reais são pagos a artistas da terra e fora dela para garantir o circo a uma população miserável que não tem sequer o pão na mesa.

Muitas coisas, hoje, me revoltam no carnaval.

Uma delas é ouvir a boa música ser calada à força por "hits" do momento como o "Melô da Mulher Maravilha", e similares que eu nem ouso citar. Fico indignada quando vejo a quantidade de ambulâncias disponibilizadas num desfile de carnaval para atender aos bêbados de plantão e valentões que se metem em brigas e quebra quebra.

Onde estão essas mesmas ambulâncias quando uma mãe de família precisa socorrer um filho doente? Quando um trabalhador está infartando? Quando um idoso no interior precisa se deslocar de cidade para se submeter a um exame? Me revolto em ver que os policiais estão em peso nas festas para garantir a ordem durante o carnaval, e, no dia a dia, falta segurança para o cidadão de bem exercitar o direito de ir e vir.

Mas o carnaval é uma festa maravilhosa! Dizem até que faz girar a economia. Que os pequenos comerciantes conseguem vender suas latinhas, seu churrasquinho.... Se esses pais de família dependessem do carnaval para vender e viver, passariam o resto do ano à míngua. Carnaval só dá lucro para donos de cervejaria, para proprietários de trios elétricos e uns poucos artistas baianos. No mais, é só prejuízo.

Alguém já parou para calcular o quanto o estado gasta para socorrer vítimas de acidentes causados por foliões embriagados?

Quantos milhões são pagos em indenizações por morte ou invalidez decorrentes desses acidentes? Quanto o poder público desembolsa com os procedimentos de curetagem que muitas jovens se submetem depois de um carnaval sem proteção que gerou uma gravidez indesejada? Isso sem falar na quantidade de DST’s que são transmitidas durante a festa em que tudo é permitido!

Eu até acho que o carnaval já foi bom... Mas, isso foi nos tempos de outrora.

É jornalista. (Fonte: Blog do Walter Silva, http://jose.walter.zip.net/, em 05/03/2011).