21 de julho de 2011

Defesa de Ladeia pede prisão de prefeito em exercício de Tangará

Fonte: A Gazeta

A situação política de Tangará da Serra voltou a ficar tensa. A defesa do prefeito afastado Júlio César Ladeia (PR) chegou a pedir ontem a prisão em flagrante do vereador e prefeito da cidade em exercício, Miguel Romanhuk (DEM). Alega que ele não estaria contribuindo com a comissão processante que investiga denúncias de improbidade administrativa na cidade.

O pedido de prisão foi feito pelo advogado Giórgio Aguiar, que alega falso testemunho porque o prefeito em exercício se recusou a responder os questionamentos da comissão processante mesmo tendo sido arrolado como uma das testemunhas. "Como prefeito em exercício e presidente da Câmara de Vereadores, ele tem papel preponderante na administração da cidade e não pode deixa de contribuir com as investigações".

Ficha limpa em Tangará da Serra

Tramita na Câmara Federal projeto do deputado Walter Tosta (PMN-MG) que estende a “ficha limpa” para o serviço público. É uma forma de evitar a contratação de elementos desqualificados. A iniciativa não é inédita. Em vários municípios, as Câmaras Municipais aprovaram projeto vetando a nomeação de fichas sujas.

A lei da ficha limpa, sancionada pelo presidente Lula em junho do ano passado, ainda não funcionou na prática, uma vez que o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou a sua validade nas eleições de 2010. Espera-se que no próximo ano a lei seja aplicada contra os candidatos desqualificados para a vida pública.

DEMISSÃO

Desde o início da crise instalada no Ministério dos Transportes, no começo deste mês, pelas denúncias de superfaturamento em obras, a pasta teve, até ontem, 15 funcionários demitidos e afastados em pouco mais de duas semanas. Os cortes atingiram principalmente servidores que atuavam nas áreas de operações, administração e análise técnica e pessoas ligadas ao PR.

PROJETO

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 5.326/2009, que obriga os órgãos e entidades da administração federal a publicarem editais de concursos públicos em braille. A proposta, que visa contribuir para a inclusão social, toma como base os dados do IBGE que contabilizam mais de 16,5 milhões de deficientes visuais no país.