4 de agosto de 2011

Prefeitura cumpre integralmente TAC com o Distrito São Joaquim

Redação - Centro Oeste

Valeu apena lutar. Reivindicar. Apelar à Promotoria de Justiça para que fizesse, por força de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a prefeitura de Tangará da Serra acabar com os problemas infraestruturais do Distrito São Joaquim. O assunto está resolvido. Sob a gestão do prefeito em exercício Miguel Romanhuk (DEM), o município completou o cumprimento de todas as cláusulas acordadas entre prefeitura, Associação de Moradores do Distrito e Promotoria de Justiça.

A luta dos moradores da comunidade para que São Joaquim ganhasse do poder público, os benefícios que lhes foram negados havia anos, estava travada há mais de seis meses. Foi um período em que inúmeros ofícios foram protocolizados na Câmara de Vereadores, que, por conseguinte se transformaram em Indicações.

  Foram incontáveis as vezes que o presidente da Associação de Moradores, professor Dorjival Silva, quase numa luta solitária, esteve de gabinete em gabinete dos vereadores gritando por socorro em favor da localidade. Na mesma luta, esteve pessoalmente em várias secretarias pleiteando melhorias.
Nesse mesmo período, o presidente, que também é jornalista, promoveu uma verdadeira mobilização da imprensa local e estadual para que fizesse o grito da comunidade ecoar até as autoridades competentes.

Uma dezena de entrevistas foi cedida às rádios Tangará e Pioneira. Várias reportagens publicadas pelos canais de televisão - Centro América (Globo), Vale (Record), Cidade Verde (Band), Tangará (SBT), e vários sites e blogs de notícias da cidade.

Diário da Serra, O Jornal e o O Tangaraense publicaram várias matérias lembrando ao poder público o sofrimento de centenas de pessoas moradoras do Distrito. Até um site de notícias foi criado na tentativa de fazer o apelo dos moradores do Distrito chegar a quem poderia socorrê-los. Os maiores sites de notícias de Mato Grosso, exemplo, o 24 horas news, publicou cerca de 10 reportagens sobre o abandono a que os últimos gestores municipais submeteram a comunidade.

O Distrito São Joaquim estava um verdadeiro caos. O Postinho de Saúde estava caindo aos pedaços. Faltavam remédios de uso contínuo, o médico atendia apenas uma vez por semana. A funcionária que presta serviço no PSF, quando saía de férias, deixava o local fechado prejudicando enormemente a comunidade.

O campinho de futebol, única área de lazer do Distrito, estava completamente tomado pelo matagal. As traves estavam quebradas há quatro anos. Os jovens do lugar estavam sem local para práticas esportivas.

Os três telefones públicos estavam estragados havia meses. De maneira que (para quem desejava fazer uma ligação urgente) não havia meios de comunicação alguma.

A pedido da Associação, um morador contou 17 lâmpadas da iluminação pública queimadas. O bairro parecia um breu.

Mas, o que mais chateava os moradores era a cara de abandono estampada nas poucas ruas. Algumas delas estavam completamente tomadas pelo matagal, lixo, entulhos e crateras. Um verdadeiro caos. Por conta dessa situação muitos moradores abandonaram suas casinhas de madeira e seguiram em direção à sede do município e outras cidades da região.

CHEGOU – Nesta quinta-feira (04), os moradores do São Joaquim passaram a comemorar o que antes parecia muito distante. O bairro ganhou cara nova.

O matagal, o lixo e as crateras deram lugar para ruas bem terraplenadas e limpas. Todos os telefones estão funcionando. Todas as lâmpadas são acesas ao anoitecer. O campo de futebol está com a grama bem podada e traves novas. O médico está atendendo duas vezes por semana e não faltaram mais remédios no postinho. Quatro redutores de velocidade foram feitos. Dois em frente à escola Estadual Antonio Hortolani.

Até um tal “pó de pedra” fora posto no mais movimentado cruzamento do Distrito, diminuindo consideravelmente a poeira. Está ainda acordado que a prefeitura fará em 30 dias o cascalhamento de todas as ruas e postará placas sinalizadoras à entrada da comunidade.

AGRADECIMENTOS – Feliz, o presidente da Associação de Moradores, professor Dorjival Silva, agradece a todos os que se irmanaram nessa luta por dias melhores para o Distrito São Joaquim. “Obrigado Câmara de Vereadores, prefeitura municipal, Ministério Público, imprensa e todos os colaboradores” concluiu o presidente.

O medo tomou conta do PT

Os senadores petistas ficaram apreensivos com a tentativa frustrada da oposição de criar uma CPI. A Comissão foi inviabilizada, mas integrantes da bancada consideram que ela apenas não virou realidade porque ninguém quer transformar o PR num alvo, diz o jornalista Ilimar Franco, de O Globo.

Entre os petistas há uma avaliação de que os aliados vão criar uma CPI na primeira denúncia que envolver um ministério comandado pelo PT. Um deles chega a dizer: “a crise foi adiada”.

Os petistas desconfiam do PMDB, que acusam estar interessado em acuar o partido e a presidente Dilma. Com a fragilidade da oposição, o embate político principal se dá na base aliada.

Instituição não educacional não pode ter pós-graduação

Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) publica nesta quinta-feira (4) novas regras que restringem a oferta de cursos de pós-graduação lato sensu (curta duração). A partir de agora, instituições não educacionais – como sindicatos, organizações não governamentais (ONGs), conselhos de classe, universidades corporativas e hospitais –, que antes eram autorizadas a oferecer especialização, não receberão mais o reconhecimento do ministério. Cerca de 400 instituições não educacionais tinham esses cursos e 134 esperavam autorização do MEC para funcionar. A resolução que determinou as mudanças foi elaborada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologada pelo ministro Fernando Haddad.