3 de outubro de 2011

“Prefeito biônico” de Tangará assume sob temor popular de novos escândalos

Edilson Almeida
Redação 24 Horas News

O novo prefeito de Tangará da Serra, Saturnino Masson, eleito de forma indireta para ocupar o cargo pelos próximos 15 meses, assumiu o cargo sob total desconfiança popular. E motivos não faltam: ex-prefeito da cidade por dois mandatos, Masson foi afastado da política por ter as contas reprovadas, recebido condenação criminal e ficado legalmente inelegível por 8 anos. Integra assim a extensa lista de políticos que expuseram a cidade ao escândalo, entre 1993 e 1996

Não bastasse isso, existe ainda um componente ainda mais preocupante: Masson chega ao seu terceiro mandato – agora pelo sistema biônico, supostamente pelas mãos de seu antecessor titular, Júlio César Ladeia. Afastado do cargo por decisão judicial, o ex-prefeito responde a diversas ações civis por improbidade administrativa e acusado de ter promovido prejuízos na ordem de R$ 6 milhões ao município, com desvios na saúde.

O deputado Wagner Ramos, considerado um dos principais expoente pressionou vereadores do partido as políticos do município de Tangará da Serra no momento, também teria pedido votos para  Saturnino.

Os vereadores que apoiaram Masson na eleição indireta são: João Batista Neri de Almeida, o João Negão (PMDB); Roque Fritzen (PDT); Miguel Romanhuk (DEM); José Pereira Filho, o Zé Pequeno (PT); Vânia Regina Ladeia Trettel (PR); Wellington Bezerra (PR) e Fábio da Silva Brito (PSDB).

Um dia antes da eleição, empresários, representantes de clubes de serviço, sindicatos e associações compareceram à Câmara Municipal. Eles foram ao gabinete de todos os vereadores e protocolaram documento exigindo postura ética dos parlamentares nas eleições indiretas. O manifesto conta com 45 assinaturas de representantes da sociedade organizada.

No documento eles lembram que num passado recente quatro vereadores tiveram seus mandatos cassados como consequência dos votos que deram na Câmara Municipal. Eles cobram dos atuais vereadores que não elejam quem no passado comprovadamente cometeu malversação dos recursos públicos. “Vocês têm nas mãos a chance de errar ou acertar”, diz o documento. “O Povo de T angará já está muito cansado com a administração que vem acontecendo. Estamos ficando pra trás de muitas cidades na parte de saúde, de educação” – dizia o manifesto.

Com o documento assinado, cada vereador também recebeu cópias de pareceres do Tribunal de Contas do Estado e cópia de decreto legislativo quanto a rejeição de contas da Prefeitura Municipal no ano de 1995. Depois  o grupo seguiu para o Ministério Público onde entregou cópia do documento com os protocolos dos vereadores – demonstrando que todos os parlamentares tiveram acesso às informações.

JUÍNA MAIS: "Vereadores ignoram a Sociedade Organizada e todo esforço de Purificação empreendido pela MP

Se o Promotor de Justiça Antonio Moreira da Silva, que empreendeu um esforço descomunal para fazer uma purificação em prol da Moralidade Administrativa, ainda estivesse em Tangará da Serra, seguramente estaria constatando uma triste realidade: O Sistema Político Viciado do município é mais resistente que  câncer em estágio terminal.

Depois da exposição negativa do município na mídia em todo o Mundo, 7 Parlamentares perderam uma oportunidade histórica de passar Tangará da Serra a limpo.

Presos ao Sistema Doente e contrariando a manifestação da Sociedade Organizada,  resolveram eleger justamente  alguém que já administrou duas vezes o município e que foi afastado da política por ter as contas reprovadas, recebido condenação criminal e ficado legalmente inelegível por 8 (oito) anos.

Masson foi prefeito de Tangará entre os anos de 1993 e 1996.

O prefeito cassado Júlio Cesar Ladeia (PR) foi um dos maiores apoiadores da candidatura de Saturnino Masson. Além de ter sido cassado pela Câmara e afastado do cargo por decisão judicial, o ex-prefeito responde a diversas ações civis por improbidade administrativa.

O Deputado Wagner Ramos pressionou vereadores do partido a votar em Saturnino.

Os nomes dos 7 vereadores, que com certeza a população de Tangará da Serra deles não esquecerão no pleito eleitoral  de 2012, são os seguintes: João Batista Neri de Almeida, o João Negão (PMDB); Roque Fritzen (PDT); Miguel Romanhuk (DEM); José Pereira Filho, o Zé Pequeno (PT); Vânia Regina Ladeia Trettel (PR); Wellington Bezerra (PR) e Fábio da Silva Brito (PSDB). 

Célio F. do Juína Mais

Abaixo matéria veiculada no Diário da Serra (http://www.diariodaserra.com.br/showtangara.asp?codigo=151993)

Representantes da sociedade organizada cobram posição dos vereadores

      Empresários, representantes de clubes de serviço, sindicatos e associações compareceram em peso na tarde de ontem na Câmara Municipal. Eles foram ao gabinete de todos os vereadores e protocolaram documento exigindo postura ética dos parlamentares nas eleições indiretas que serão realizadas hoje. O manifesto conta com 45 assinaturas de representantes da sociedade organizada.

“Nesse documento estamos trazendo um procedimento do Tribunal de Contas do Estado, de anos anteriores, onde foram provados atos ilícitos na Administração Pública e nós tomamos como um dever nosso, enquanto sociedade, de comunicar essa Casa para que os vereadores antecipadamente a eleição, tomem conhecimento e façam a sua livre escolha diante de fatos que já foram julgados, em que gestores foram penalizados, e com provas tácitas, documentais que são fatos que já aconteceram. O que queremos é que os vereadores vejam isso e decidam o que é que querem para Tangará da Serra”, afirmou um dos representantes, César de Oliveira.

No documento eles lembram que num passado recente quatro vereadores tiveram seus mandatos cassados como consequência dos votos que deram na Câmara Municipal. Eles cobram dos atuais vereadores que não elejam quem no passado comprovadamente cometeu malversação dos recursos públicos. “Vocês têm nas mãos a chance de errar ou acertar”, diz o documento.

Com o documento assinado, cada vereador também recebeu cópias de pareceres do Tribunal de Contas do Estado e cópia de decreto legislativo quanto a rejeição de contas da Prefeitura Municipal no ano de 1995. Depois  o grupo seguiu para o Ministério Público onde entregou cópia do documento com os protocolos dos vereadores – demonstrando que todos os parlamentares tiveram acesso às informações.

“O Povo de Tangará já está muito cansado com a administração que vem acontecendo. Estamos ficando pra trás de muitas cidades na parte de saúde, de educação. (…) Viemos hoje fazer esse manifesto para que esses vereadores, que vão votar, tomem consciência, leiam esses documentos que nós estamos entregando, que a sociedade vai ficar sabendo se algum desses, se esse que vai ser eleito tem condições ou não. Observem tudo, se ele tem condição de ser um bom prefeito.

Nós estamos cansados de pessoas que já passaram por essa Prefeitura e que ali não fizeram praticamente nada. Queremos pessoas direitas, honestas e que trabalhem para o Município. É esse o manifesto que esse grande número de gente está aqui apoiando”, afirmou o médico Antônio Parazolo.

Diário da Serra

Abaixo, matéria veiculada no Diário de Cuiabá

Tucano representa continuidade no município

 (http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=400042)
 Com a vitória de Saturnino Masson (PSDB), o município de Tangará da Serra continua sendo governado pelo mesmo grupo político que se mantém no poder há quase duas décadas.

 Masson foi prefeito de Tangará entre os anos de 1993 e 1996 e assumiu mandato na Câmara Federal durante licença da então deputada Thelma de Oliveira (PSDB), no ano de 2008. O tucano teve as contas de 1995 reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado e também possui condenação criminal.

 O prefeito cassado Júlio Cesar Ladeia (PR) foi um dos maiores apoiadores da candidatura de Saturnino Masson. Além de ter sido cassado pela Câmara e afastado do cargo por decisão judicial, o ex-prefeito responde a diversas ações civis por improbidade administrativa.

 Considerado um dos mais promissores da região, Tangará tem enfrentado dificuldades em seu desenvolvimento por falta de políticas públicas. Juntamente com Alto Paraguai, Alto Boa Vista, Sorriso e Várzea Grande, o município integra a lista dos que mais apresentaram problemas políticos e administrativos relacionados à atuação do Executivo e do Legislativo em 2011.

 A determinação para realização de eleição indireta chegou a ser questionada pelo Partido Democratas (DEM). A sigla recorreu à Justiça para tentar anular a eleição, mas o juiz substituto responsável pela 19ª Zona Eleitoral de Tangará, Jamilson Hadadd Campos, indeferiu o pedido.

O magistrado entendeu que a medida respeita a Constituição Federal, que determina a realização de eleição indireta em casos de dupla vacância ocorrida nos dois últimos anos do mandato. (RN)

Diário de Cuiabá"