5 de dezembro de 2011

Traficante chegando primeiro que o educador

Com base em tudo quanto tenho lido, estudado e escutado eu sempre afirmo que o móvel da quase totalidade dos crimes nos dias de hoje tem a droga por trás deles.

Nos últimos tempos esses índices de criminalidade estão num crescendo em nosso meio que chega a impressionar o mais incauto dos cidadãos.

Tanto houve uma incidência maior dos pequenos crimes como também daqueles grandes atos de violência.

E as nossas autoridades até agora têm se mantido, senão imobilizadas, no mínimo paralisadas sem ação porque não sabem o que fazer ou sem saber como agir.

Muitas das famílias ficam mesmo sem ação diante dessa mesma criminalidade sempre temerosas de que as drogas roubem os seus filhos para sempre.

Li recentemente um artigo de um político que dizia que estamos diante de uma situação de alta vulnerabilidade, onde o traficante de drogas chega primeiro que o educador.

Hoje a gente pode observar claramente que o uso da droga se aliou ao crime organizado. Por isso, mais do que nunca estamos necessitados de uma política pública de prevenção ao uso de entorpecentes pelos nossos jovens.

As drogas hoje, como diz o parlamentar, é a química que pode intoxicar o corpo e a alma dos nossos filhos.

AUTORA: Franciele Caroline Silva
Licenciada e Bacharelada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Mato Grosso (UNEMAT).

FinaL de semana violento deixou duas mortes em Tangará da Serra

Final de semana tenebroso em Tangará da Serra. O resultado dos muitos acidentes automobilísticos deixou dois homens sem vida, ambos de 39 anos de idade. Um deles caiu de sua motocicleta numa rotatória da avenida Tancredo Neves. Faleceu no local. A outra vítima capotou o veículo que pilotava na MT 240 entre Tangará da Serra e Santo Afonso.

Lupi: vai tarde demais


Conforme prometido na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff resolveu a situação de Carlos Lupi (PDT) tão logo chegou da Venezuela. Ontem, pela manhã, ela recebeu um e-mail do então ministro do Trabalho com a carta de demissão. Em seguida, ele telefonou para Dilma e os dois se encontraram no Palácio da Alvorada no início da noite, quando Lupi entregou pessoalmente a carta de demissão que já havia preparado no sábado.

O gesto selou a separação depois de uma série de denúncias (veja quadro) e bravatas do ministro, como o “Dilma eu te amo”. O ministério agora fica a cargo do secretário executivo, Paulo Roberto Santos Pinto, interinamente, enquanto não vem reforma ministerial de janeiro. Até lá, a guerra nos bastidores pelo Ministério do Trabalho promete ser grande, uma vez que Dilma não deu qualquer garantia de que manterá o cargo com o PDT.

As declarações de Dilma na Venezuela foram o tiro de misericórdia, ou “a bala de prata”, que levou Lupi a entender que não havia saída: ou ele pedia demissão ou Dilma o demitiria hoje, depois da reunião de coordenação do governo — aquela em que a presidente avalia a semana com os ministros do Palácio do Planalto. O PDT considerou que Dilma tinha sido muito clara ao dizer que não era propriamente uma pessoa “romântica”. Ela falou ainda que era dada a análises objetivas e que resolveria o assunto quando voltasse da viagem.

Para bons entendedores, o recado estava dado. “O que vale é o que diz a presidenta”, comentou com Lupi o presidente da Fundação Leonel Brizola Alberto Pasqualini, Manoel Dias, um dos que tentou convencer o ministro de que a situação estava difícil. Lupi, então, partiu para escrever a carta: “Tendo em vista a perseguição política e pessoal da mídia que venho sofrendo há dois meses sem direito de defesa e sem provas; levando em conta a divulgação do parecer da Comissão de Ética da Presidência da República — que também me condenou sumariamente com base neste mesmo noticiário sem me dar direito de defesa — decidi pedir demissão do cargo que ocupo, em caráter irrevogável”, disse Lupi, na carta. “Faço isso para que o ódio das forças conservadoras e reacionárias deste país contra o trabalhismo não contagie outros setores do governo”, completou.

No fim da noite, foi a vez de Dilma. Nota da secretaria de Imprensa e Divulgação do Planalto afirmava que a presidente agradecia “a colaboração, empenho e dedicação” do ministro e que “tem certeza de que ele continuará dando a sua contribuição ao país. No mesmo texto, ela confirmava a indicação do secretário-executivo, Paulo Roberto Santos Pinto, “interinamente”.

A conversa entre Dilma e Lupi foi seca e rápida, uma vez que não havia muito mais o que dizer. Afinal, na quinta-feira, quando o ministro esteve coma presidente no Planalto, ele já havia feito toda uma defesa a respeito das acusações, muitas das quais o governo deu os ombros. Lupi dissera inclusive que não sabia que era proibido acumular cargos de assessoria, como fez, sendo um na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e outro em Brasília, na Câmara Federal.

Com a saída de Carlos Lupi, o PDT espera recuperar fôlego e, assim, evitar que o Ministério do Trabalho caia nas mãos de representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A cada denúncia nova sobre Lupi crescia o nome de José Feijó, ex-vice-presidente da entidade, que, em abril, foi convidado para trabalhar com o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Nos bastidores há quem diga que, se a presidente Dilma entregar o ministério para a CUT, a Força Sindical pode reunir as demais centrais e começar a bagunçar a vida no governo com manifestações por todo o país.

ILEGAL

O montante de apreensões de produtos falsos, contrabandeados e piratas triplicou nos últimos seis anos no Brasil, de acordo com o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP). Somente em 2010, o governo apreendeu R$ 1,27 bilhão em mercadoria. Em Mossoró, é forte o comércio, sobretudo de CDs e DVDs piratas, em lugares públicos.

A queda de Lupi e o instinto de Dilma

Embora tenha ficado irritada com a decisão da Comissão de Ética da Presidência da República, que deveria reportar diretamente a ela, Dilma Rousseff tem outros motivos para manter, por enquanto, bem entendido, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, no cargo. Dilma não gostou da publicidade dada ao caso, antes mesmo que ela fosse oficialmente comunicada da decisão do colegiado. Tanto que ganhou tempo, pediu mais detalhes e explicações e embarcou para sua viagem programada à Venezuela. Deixou a crise para trás, correndo o risco calculado de ficar com o ônus de cumplicidade com o ministro por mais tempo. Na volta, a carta de demissão de Lupi já deve estar sobre sua mesa ou a caminho.

A presidente pretendia deixar para demitir Lupi junto com a reforma ministerial, para não ser obrigada a manter um pedetista na pasta do trabalho. Arranjava outro ministério para abrigar o partido e não deixava ninguém melindrado. Carlos Lupi sai da equipe de Dilma, mas não cai no ostracismo. Volta à presidência do partido e terá a insatisfação de boa parte da bancada na Câmara dos Deputados e de mais da metade do Senado a seu favor. Tudo pode começar com uma declaração de independência, como fez o PR do senador Alfredo Nascimento. E pode virar oposição, de olho em 2014.

Por isso Dilma teve tanta paciência, além é claro de saber que Lupi se abrir a boca vai fazer estrago grande. Na opinião de um pedetista de alto escalão, Dilma tinha que tratar Lupi com carinho, se tirá-lo do governo, tirar carinhosamente. Foi o que ela fez. Se o próprio Lupi realmente deixar o governo, terá dividendos políticos por ter seguido seu instinto. Talvez o instinto de mãe, quem sabe o de avó. E diziam que era Lula o instintivo.

Cérebro insensível é mais vulnerável à corrupção, dizem pesquisadores

Uma pessoa que não tem medo diante de ameaças e que não sente indignação está mais vulnerável ao comportamento corrupto.
A hipótese, baseada na análise de imagens do cérebro captadas por meio de ressonâncias magnéticas funcionais e em exames que detectam as descargas de adrenalina do sistema nervoso, foi apresentada hoje no congresso Cérebro, Comportamento e Emoções, em Gramado, pelo neurologista André Palmini, da PUC do Rio Grande do Sul.

Palmini explicou que há um senso de justiça presente no cérebro de quase todas as pessoas. Quando presenciamos a justiça sendo feita, sentimos uma identificação com isso, uma empatia. Se vemos uma injustiça, sentimos nojo. "Quando sentimos nojo, ativamos a ínsula, região do cérebro essencial para o comportamento moral", disse o médico. Daí vem a sensação de indignação que normalmente surge diante da corrupção. Mas, como cada cérebro é diferente, há quem tenha reações diferentes.

De acordo com as pesquisas citadas pelo médico, é possível observar as conexões entre as regiões morais do cérebro: o cíngulo anterior e a ínsula. Assim como cada região do cérebro tem funções específicas, essas conexões também desempenham seus próprios papéis.

Nesses estudos, foram aplicadas escalas para medir o nível de empatia das pessoas em relação à sociedade. Quanto menor a conexão entre essas duas regiões emocionais e morais do cérebro, menor a capacidade que o indivíduo tem de funcionar socialmente. Em pessoas com conexões mais fortes, havia maior capacidade de indignação e entendimento da moral.

"O status dessas redes neurais influenciam a maneira como valorizamos os estímulos do ambiente. Isso varia muito entre as pessoas e é a base de como sentimos o mundo e como tomamos decisões", disse Palmini.

Em outro estudo, que media a reação de adrenalina em pessoas submetidas a situações de estresse, por meio da condutividade elétrica da pele, algumas não reagiam às ameaças. De acordo com o neurologista, isso indica que elas eram insensíveis. "Essa condição leva à tomada de decisão inadequada, porque a pessoa fica vulnerável a correr riscos desnecessários."

Crianças que apresentaram essa falta de reação aos três anos não respondiam a punições verbais. Aos oito, elas já tinham comportamentos agressivos. Elas não eram sensíveis ao meio, não mobilizavam seu "cérebro emocional".

"Quem não se condicionava, não tinha medo, tinha mais risco de cometer crimes mais tarde, aos 20 anos", afirmou Palmini.

Um cérebro que amadurece nessas condições fica mais predisposto a ter uma personalidade psicopata, segundo o médico. A ausência do medo da punição facilita o comportamento corrupto, aliada aos fatores ambientais, como a oportunidade de cometer delitos.

CORRUPTOS LESADOS

O pesquisador Antoine Bechara, da Universidade de Iowa, também apresentou sua explicação para esses comportamentos desviantes.

A ausência de moral do corrupto, segundo Bechara, é similar àquela apresentada pelos psicopatas, que não se preocupam com o outro. "Em pessoas normais, os valores morais e os riscos são ligados. Não há por que violar as regras", disse o neurologista.

O pesquisador afirma que há duas explicações para o cérebro corrupto. Ou há uma lesão cerebral, por motivos genéticos ou traumas sofridos na infância, ou a pessoa não tem lesão alguma, mas cresceu em um ambiente onde a corrupção não é punida.

O primeiro grupo não tem como aprender a diferenciar certo e errado, mesmo que sofra punições. Já o segundo pode conseguir se ajustar, se houver mudanças no ambiente.

De acordo com Bechara, pessoas com anormalidades no córtex pré-frontal repetem os erros, ainda que tenham uma alta capacidade intelectual. "Elas podem até ser mais bem sucedidas do que as pessoas normais, dependendo do meio em que atuam", disse o neurologista.

Ele explica suas conclusões por meio de um teste de jogo chamado Iowa Gambling Test. Nesse exame, são exibidas quatro possibilidades de aposta para o voluntário. Um par dá mais ganhos imediatos, mas leva a perdas maiores a longo prazo. O outro dá menos benefícios imediatos, mas resulta em um ganho grande no final.

Pessoas sem lesões cerebrais, em geral, sabem escolher a opção mais vantajosa a longo prazo. Quando há a lesão no córtex frontal, a pessoa erra mesmo quando já sabe qual é a melhor escolha. "Ainda que elas tenham uma reação negativa em relação à perda, não temem essa punição na hora de tomar a decisão", explicou Bechara.

Além de serem destemidas, essas pessoas não julgam moralmente os outros. Em testes que apresentam aos voluntários uma história de tentativa de homicídio que não dá certo, os normais acham isso um crime. As pessoas com lesão se mostram mais permissivas.

O curioso, segundo o neurologista, é que há pessoas normais que se comportam como se tivessem a lesão cerebral. Talvez, disse ele, elas tenham algum problema cerebral indetectável em exames. "Essas pessoas também são vulneráveis a comportamentos antissociais como a corrupção."

Ao final, Bechara lembrou que os psicopatas não são só os assassinos. "Eles estão na sociedade. Podem ser empresários, políticos, pessoas que não cometem crimes violentos, mas que exploram os outros, são imorais, usam cargos públicos para enriquecer e prejudicar os outros. Está na hora de revisitar as causas cerebrais para estudar o comportamento corrupto."

* http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/749745-cerebro-insensivel-e-mais-vulneravel-a-corrupcao-dizem-pesquisadores.shtml