28 de fevereiro de 2012

Agricultor desaparece pela segunda vez e diz ter sido sequestrado em MT

Trabalhador afirma que foi sequestrado por dois homens. Na primeira vez que sumiu, ele diz ter sido levado por policiais.

Do G1 MT

O agricultor Guilherme da Silva, que afirma ter sido sequestrado pela segunda vez em menos de dois meses em Tangará da Serra, a 242 quilômetros da capital, foi encontrado na madrugada desta segunda-feira (27) nas proximidades da chácara onde ele mora com a família. Ele estava com as pernas machucadas e apresentava dificuldade de andar. Ele desapareceu pela segunda vez no dia 19 de fevereiro.

Guilherme conta que estava no pasto de um sítio vizinho quando dois homens o abordaram. “Eu estava entretido trabalhando quando bateram na minha cabeça, me jogaram no chão e deram um soco no meu olho. Não sei se foram as mesmas pessoas [que me sequestraram] da outra vez”, recordou o homem de 46 anos.

A vítima disse ainda que ficou boa parte do tempo encapuzada e amarrada. “Eles disseram que não queriam nem voltar comigo. Disseram que era melhor ter me matado e jogado fora, aí alguém falou com eles alguma coisa porque eles me trouxeram e me soltaram lá perto de casa”, detalhou. O agricultor voltou para casa com ajuda de professores do assentamento Antônio Conselheiro. Na manhã desta segunda-feira (27), Guilherme da Silva foi encaminhado para fazer exame de corpo de delito.

O caso
Guilherme da Silva, de 46 anos, já havia desaparecido no dia 31 de dezembro do ano passado. De acordo com a família, ele havia recebido voz de prisão e foi levado por policiais, no entanto, a polícia não confirmou a operação. Um boletim de ocorrência foi registrado e 20 dias depois, Guilherme apareceu e acusou policiais de terem o raptado e entregado a pistoleiros. As polícias Civil e Militar abriram inquérito para apurar o caso. “As investigações vão prosseguir até chegar a alguma conclusão e a gente conseguir achar os culpados”, destacou o major da Polícia Militar, Deividson Cruz.

Casa de Rondon em Tangará é tombada patrimônio histórico de MT

A Casa Rondon em Tangará da Serra foi oficializada, neste terça-feira 28, pelo governo do Estado, como patrimônio histórico e cultural de Mato Grosso. Ela foi sede e moradia da comissão responsável pela construção de linhas telegráficas no Centro-Oeste, liderada pelo Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, a partir de 1906. Foi nela também, recebido no anos de 1913 e 1914, um dos presidente dos Estados Unidos durante expedição em busca do Rio da Dúvida.

"Fatos, esses, que ensejam sua preservação por meio do tombamento. É o primeiro passo no reconhecimento de sua importância para transmissão do conhecimento ali encontrado", aponta um trecho da portaria. "A Casa de Rondon, guarda em suas estruturas arquitetônicas as marcas do período de sua construção", mostra outro.

O imóvel está distante aproximadamente 240 km de Cuiabá, e, a 30h km do centro e Tangará. A área de tombamento é de 445 metros quadrados. Já de entorno de visibilidade e de ambiência, 30 metros quadrados a frente (limite com a Escola Estadual Marechal Rondon), 10 metros nas laterais (esquerda e direita) e 50 metros aos fundos limite com o Rio Sepotuba.

O documento mostra que tombamento implica a área passar a ser tutelada, agora, pelo Estado. "Velará para que os efeitos previstos em normas disciplinadoras sejam devidamente respeitados como uma memória viva a milhares de anos. Sujeitando ao prévio exame do órgão estadual os projetos que visem modificar ou alterar o bem tombado para preservar e proteger sua visibilidade e ambiência".

FICHA LIMPA AGORA É LEI; MAS, O QUE É REALMENTE A LEI?

Por Elismar Bezerra

A consciência é fruto do conhecimento, que nasce das relações sociais estabelecidas pelos homens no processo material de adequação da natureza às suas necessidades. A consciência é estágio superior do processo de reinvenção da vida e, assim, tem conseqüências práticas que, às vezes, dói. Ir contra a maré não é tarefa fácil e, num mundo em que a mediocridade do politicamente correto impera, o “correto”, para não doer, é silenciar-se ou seguir a avalanche remoendo o desconforto da adesão. Então, que me desculpem os empolgadíssimos com a decisão do STF sobre a Lei da Ficha Limpa, mas não me iludo com isso.
O Brasil vive uma nova fase do Capitalismo, seja em relação aos métodos de trabalho e processos produtivos, com a adoção de novos equipamentos e tecnologias que exigem um “novo” tipo humano para operá-los; seja em relação a sua presença no cenário mundial, como “país emergente” (sabe-se lá o que isso significa), etc.

Caracteriza essa nova fase, também, a inclusão de amplos setores da população que vivia na miséria e passaram, através da assistência do governo federal, a ter o direito de comer e morar pobremente; embora não devamos esquecer que milhões de brasileiros ainda vivem na miséria. Por meio de uma parafernália de instrumentos de persuasão (que vai da internet à TV, passando pela Escola, etc.) os governantes criaram um “clima” de bonança, de modo que se tem a impressão de que todos os nossos problemas acabaram; que existe o pleno emprego e que as oportunidades de prosperar estão dadas para todos, especialmente para os mais pobres. Esse “clima” ganhou contornos de realismo diante da crise do Capitalismo (mais uma) que se mostra mais gravosa na Europa; onde o desemprego bate recorde, direitos fundamentais dos trabalhadores são subtraídos, servidores públicos são demitidos, serviços públicos são destruídos, tudo no sentido de “reduzir gastos” para debelar uma crise que não foi gerada pelos trabalhadores.

Especialmente os setores médios da sociedade dão a impressão de que o Brasil é a maior potência mundial, de modo que, mergulhados no consumismo, não raramente fazem aflorar o tipo humano forjado pelo Liberalismo: egoísta, fútil e arrivista. Mas, uma olhada rápida nos números do Censo do IBGE mostra o quanto é desmedida essa empolgação e perverso esse modelo de desenvolvimento. Em Mato Grosso, aproximadamente, 1∕3 da população (941 mil pessoas) declarou não ter rendimentos mensais, mais de 600 mil pessoas recebem entre 1∕4 de salário mínimo e 01 salário mínimo por mês, mais de 500 mil pessoas recebem entre 01 e 02 salários mínimos por mês – a população total do estado soma pouco mais de 03 milhões de pessoas. No sentido oposto, o PIB estadual, que é a totalidade das riquezas produzidas pelos trabalhadores aqui, que em 2002 totalizava 20,9 bilhões de reais, em 2009 saltou para 57,29 bilhões de reais. Essas duas realidades revelam a brutal concentração de renda e riquezas em nossa terra. Na verdade, a Europa e os USA continuam sendo os países centrais do Capitalismo, onde estão localizadas as sedes das grandes empresas e trustes mundiais; e o Brasil continua a ser um país periférico, onde as filiais daquelas empresas se instalam e “operam” sob condições especiais, inclusive com generosos incentivos fiscais, que garantem lucros altíssimos que são mandados “legalmente” para suas matrizes. Exemplo disso são as montadoras de automóveis que, no ano passado, mandaram para suas matrizes mais de 05 bilhões de dólares em lucros arrancados daqui.

É nesse contexto que precisamos entender o caráter “transformador” da Lei da Ficha Limpa. Ela precisa ser compreendida no contexto da materialidade que substancia o aparato jurídico-político brasileiro. Materialidade que se evidencia no fato de que, nesse mesmo momento, o povo Guarani-Kaiowá está sendo dizimado pelos capitalistas do agronegócio sem merecer qualquer gesto dos órgãos da Justiça no sentido de impedir essa destruição; de fato, a Justiça assiste inerte o desrespeito à Constituição e às leis infraconstitucionais praticados por aqueles latifundiários contra os direitos desse povo originário. Ali fica claro que, quando a Lei contraria os interesses do Capital, a vontade deste vira lei e a Lei vira pó. Entretanto, a dominação para ser eficaz e eficiente não pode ser efetivada apenas por meio da violência. Desse modo, a Lei não pode se revelar aos olhos das massas como vontade da dominação, isto é, como instrumento da classe dominante para conformar as massas trabalhadoras ao seu modo de vida; ela precisa parecer que é um instrumento que regula a vida indistintamente e que tem como objetivo o bem geral da sociedade.

De fato, quando há contradição entre o que diz a Lei e a vontade do Capital, como no caso do Código Ambiental, em que muitos latifundiários estavam sendo penalizados por desrespeito às leis ambientais, os empresários impõe o assunto no Parlamento e faz mudar a Lei de modo a legalizar a ilegalidade. Assim, eles recuperam o caráter transcendental da Lei e impõe a sua vontade às massas como sendo do interesse de todos e, ainda, sinicamente, propagam que “decisão judicial não se discute, cumpre-se”. É por isso que, agora, querem levar o problema da demarcação das terras indígenas para ser decidido no Congresso Nacional, como se já não houvesse leis que regulam a questão da terra e dos territórios dos povos originários. Na verdade, o que eles querem com essa estratégia é mudar a legislação no sentido de não demarcar mais nada em favor dos índios e reduzir as áreas já demarcadas; mais que isto, querem se apropriar dessas terras com o discurso que, com os índios, essas terras estão improdutivas.

Assim, a validação pelo STF da Lei da Ficha Limpa se insere no conjunto das necessidades jurídicas e políticas exigidas pela “nova” realidade do processo econômico-social brasileiro, especialmente porque ela foi uma exigência da opinião pública na esperança de que, com esse instrumento, pudesse frear os desmandos. Qualquer observador razoavelmente atento percebe que há uma insatisfação generalizada da população com os “governantes”, isto é, com os parlamentares, prefeitos e governadores; essa indignação honesta, necessária e justa está, entretanto, equivocada porque não foca, para além desses prepostos, o cerne do problema: o sistema do Capital, cujos controladores estão longe dos holofotes televisivos. É verdade que esses “governantes”, em sua quase totalidade, merecem o desprezo da população, mas esse gesto para ser eficaz precisa compreender o papel que essa gente desempenha, isto é, a “função” de prepostos, pára-raios dos que efetivamente são os donos da economia e, por meio desta, governam a sociedade. Desse modo, a Lei da Ficha Limpa foi “aceita” pelo STF como forma de dar uma satisfação para a indignação popular, mas, de fato, a Lei não tinge os governantes reais, os seus “funcionários”, os “políticos”, isto é, os que estão no Parlamento, no Judiciário e no Executivo, em seus diversos níveis, como “governantes”; afigura-se, então, como um sofisticado instrumento da dominação do Capital.

É muito esclarecedora a resposta que um grande empresário do agronegócio, há algum tempo atrás, deu a um chefe de partido que o foi convidar para ser candidato a Senador: “Era só o que faltava: nessa altura da minha vida, me meter com política para ser chamado de ladrão”. Claro, a sua vontade política, seus interesses, já estavam respeitados no Congresso sem que ele precisasse estar lá com mandato. Aquele empresário e os demais da sua classe governam desde os seus espaços privados os deputados, os senadores e demais “governantes” sem precisar do voto popular. Se verificarmos a composição do Parlamento Federal, no Senado, por exemplo, não se vê ali quase nenhum representante dos trabalhadores; é uma “casa” comandada pelos representantes da grande indústria, das construtoras, do agronegócio, do sistema financeiro, etc. Ali as ordens e as exigências do Capital determinam a pauta e as votações. Assim, quando esses mandatários estão muito desgastados junto à opinião pública são simplesmente descartados e substituídas por “novos líderes”, os quais aparecem à população como promessa de nova vida. Para os grandes empresários, que não precisam do voto popular para governar a sociedade, não importa quem esteja no Parlamento, no Executivo ou no Judiciário, importa que respeitem e defendam intransigentemente seus interesses e suas vontades, desse modo, a Lei da Ficha Limpa, para eles, não tem a menor importância.
Assim, enquanto muitos se exultam com a aprovação da Lei da Ficha Limpa, achando que ela será um rigoroso instrumento moralizador da política brasileira, os chefões da economia vivem o conforto da suas governanças em seus luxuosos escritórios particulares, distantes do sufrágio universal, de onde comandam a vida e a morte e a lei não chega, não os alcançam. Então, a Lei da Ficha Limpa se configura como uma panacéia que só no longo prazo a massa trabalhadora, especialmente os setores médios, perceberá a sua ineficiência e fragilidade diante do mundo real. Perceberá que foi enganada sobre o poder transformador da Lei, mas aí, alguma outra medida terá sido pensada e estará sendo efetivada pelos prepostos (intelectuais, parlamentares, jornalistas, etc.) dos governantes reais, de modo a mobilizar e conformar a indignação e revolta da massa no sentido de os grupos dominantes seguirem governando a sociedade. Desse modo, penso que a lei da Ficha Limpa precisa ser desvelada dessa sua natureza perversa, negando essa natureza com um outro movimento e um novo conteúdo.

Devemos, pois, mostrar, por um lado, que a Lei, per si e por sua natureza, não consegue atingir e subtrair o poder dos grandes da economia, os que governam os “nossos governantes” e, sendo assim, ela não pode acabar com a imoralidade desses “governantes”. Por outro lado, devemos defender a alteração do seu enunciado, de forma a ampliar o seu poder de abrangência até atingir o empresariado, especialmente os que recebem alguma subvenção do Estado. Abrangendo, também, a iniciativa privada, a Lei poderia impor sanções aos empresários que praticassem crimes ambientais, econômicos ou sociais; essas penalidades poderiam ser similares às previstas aos “políticos” como, por exemplo, o confisco pelo Estado dos seus bens e, além disso, o impedimento por, pelo menos, oito anos de comerciar, ou organizar e gerenciar empresas. Desse modo, transformamos o elemento jurídico-formal, relativamente inócuo, em instrumento político-pedagógico de elevação intelectual e cultural das massas, de maneira a explicitar o verdadeiro caráter da Lei em nossa sociedade e, mais que isso, garante-se poder da sociedade sobre a atividade empresarial.

É obvio que tal proposta se configura contra a lógica do Capital, a qual exige a livre iniciativa, que não é outra coisa, senão, a liberdade para comprar e vender; como no sistema econômico-social em que vivemos os trabalhadores não tem nada para vender, senão a sua própria força de trabalho, fica claro o caráter dessa liberdade. Percebemos que a empolgação com a Lei da Ficha Limpa reflete muito a necessidade da sociedade ter algo para acreditar diante do descalabro, uma espécie de alívio para a angústia de ver cotidianamente a corrupção sendo praticada como modo de ser dos nossos “governantes”. Entretanto, a superação desse estado de coisas exige mais que uma lei, exige o confronto político, ideológico e cultural à materialidade que gera tudo isso; exige a compreensão do funcionamento da sociedade do Capital por parte das massas trabalhadoras. Dessa forma, o alívio para a nossa angústia e indignação ético-política não pode significar a nossa auto-enganação, mas, a reinvenção do viver para além do que a Lei pode – ainda que esta possa servir como instrumento político-pedagógico da luta.

Professor Me. Elismar Bezerra Arruda

27 de fevereiro de 2012

A ganância e a política

Hoje, o grande problema em questão é que a maioria das pessoas que finalmente conseguem estar num plano de conhecimento especial, acabam achando que são seres superiores e por essa razão não devem se “misturar”. A grande sacada é perguntar para você mesmo, de que vale tanta sabedoria se não abrirmos o nosso poder de simplicidade para passar à frente a quem precisa?

Queremos que os milagres aconteçam só para nós, e o pior é acharmos que eles vão acontecer sem acreditarmos neles e Nele. E quando esses milagres desejados não vêem, estamos sempre com um dedo apontado para a “cara” dos outros, tentando colocar a culpa das nossas imperfeições e egoísmos nos outros.

Um rico político chegou em uma Lancha a beira do Lago do Manso, e parou próximo a um pobre pescador ribeirinho das áreas alagadas, e vendo que a cada linhada de anzol jogada nas águas, saia uma piraputanga, pintados, pacu, ou um belo dourado e ao som das maritacas e das araras, o pescador deliciava cada vez que olhava a sua volta, com os morros abraçando as águas do Lago, tudo muito lindo, águas sem agrotóxicos, sem esgoto. A pescaria rendia e de peixe em peixe, estava garantido sua subsistência.
Em seguida o político rico esbanjando luxo, perguntou com arrogância ao pescador.

Qual é o seu nome?

- Sou conhecido por aqui como Kim Pescador.
Você pesca muitos peixes de várias espécies todos os dias aqui?
- Sim.
E esse barco é seu?
- É. Disse o pescador.

O pensamento ganancioso do Político começou a funcionar.
Você quer ganhar muito dinheiro? Perguntou o Político.

Eu poderia investir em você e no seu negócio, comprando vários barcos, com isso aumentaremos a venda de peixes produzido no lago, com isso compraríamos vários caminhões frigoríficos e desenvolveríamos um grande Marketing, com isso massificaríamos a nossa marca, consolidando-a no mercado do país.

Os olhos do político cresciam cada vez mais, a medida que seu projeto mental era repassado para o Kim Pescador. Poderíamos transformar isso aqui, em uma grande companhia de pesca, podemos ficar ricos e no futuro comprar casa na praia de frente para o mar e poder passar a nossa aposentadoria tranqüila só pescando e comendo peixes.

O pescador Kim, ficou parado pensando naquelas palavras que algumas, nem conhecia, pensou e pensou e disse:
- Não preciso disso tudo não Doutor político.

- Eu já moro na praia do Lago do Manso e tenho todos dias para pescar.
Construa sua Companhia, talvez um dia o senhor possa ser feliz como eu.
A lógica da ganância diferencia de pessoa para pessoa. Para o político ganancioso acumular riquezas, colecionar mulheres, e tornar os seus negócios tão grandes até tornarem inadministráveis, ou até tornar a sua vida apenas um detalhe insignificante.

Quem é adepto da ganância, vive para trabalhar, nunca irá entender que trabalhamos para viver, as doenças mentais incuráveis estão diretamente associadas ao desprazer da vida.

Para aqueles materialistas puros, acumular não tem limite em vida, para onde será que eles pensam que vão levar tudo isso, será que no seu funeral terá inúmeros treminhões, levando para sua sepultura tudo o que acumulou?

Será que cabe lá?
Será que existem transportes espirituais?

Talvez a força do dinheiro faça com que ele vire nome de Rua. Com certeza irá deixar uma enorme briga pela sua herança ou talvez ninguém para honrar o seu nome. O seu pensamento traduz o que você é. As pessoas são exatamente o que elas pensam. Muitas vezes as pessoas são condicionadas a fazerem o que os seus hábitos lhes condicionam.

Com raríssima exceção, os políticos são adeptos de coisas tolas. Cultuam as futilidades, vaidades, arrogâncias, fazem questão de serem pretensiosos, até em seus próprios meios são intolerantes. E mede-se com os seus pares gananciosos chamados de empreendedores até o maior nível de egoísmo, e nos seus meios às vezes fazem questão de serem considerados pessoas sinistras. Ao contrário dos grandes líderes que tinham os seus pensamentos ideologicamente bem definidos, a maioria dos políticos, com ressalvas, não conseguem lograr a paz interior, pois o contato com o povo é muito precário, são calcados em interesses e sem conteúdos de sentimentos nobres e aqueles pensamentos elevados que a vida cotidiana nos oferece são desprezíveis e por agir com ganância permanentemente, o materialismo acumulativo consegue afastar dos falsos políticos o verdadeiro amor coletivo e sentimento de grupo.

Cuiabá, onde foi que você falhou?

Cuiabá, onde estão seus líderes?

Hoje temos que importar imperadores e projetistas mirabolantes para dirigir a nossa querida Cuiabá. Tenham certeza que vocês ainda vão ouvir e ver programas mirabolantes e utópicos dos candidatos com propostas para financiamento através do BNDES, no sentido de executar a instalação um aparelho de Ar Condicionado Central em Cuiabá, e por incrível que possa parecer vão até querer mudar Cuiabá daqui para as cidades próximas das deles, pois aqui é muito quente e muito longe, dirão eles.

Cuiabá, a sua fábrica de líderes deixou de funcionar. Nesta terra tivemos grandes líderes como: Totó Paes, Dom Aquino Correa, Marechal Eurico Gaspar Dutra e Marechal Candido Mariano da Silva Rondon, Silva Freire e Dante de Oliveira e outros.

No Liceu Cuiabano andavam pelos seus corredores grandes lideranças estudantis; no Colégio São Gonçalo formavam-se grandes cárteres e personalidades da juventude cuiabana; Escola Técnica Industrial era uma grande formadora de profissionais para o mercado cuiabano, e a nossa querida UFMT, lá sempre foi a indústria do conhecimento, dela saíram grandes intelectuais, doutores, mestres e autoridades, que hoje fazem parte da máquina administrativa e executiva dos três poderes, e estão nos mais altos poderes de decisão do estado, mas não estão dispostos a colocar seus nomes em embates eleitorais, por muitos fatores.

Mas deixe os políticos para lá.

O importante para nós outros, é não deletar tudo, porque às vezes ao apagar uma coisa ruim podemos apagar todas as boas que nós fizemos a vida toda. A vida passa rápido demais e perdemos muito tempo com subjetividade das coisas. Será que um dia poderemos dizer que desta vez, aprendemos um pouco a viver, ou será que teremos que voltar e repetir os mesmos erros que fizemos por séculos e séculos.

“ Ele, nos deu a ingenuidade das crianças para sermos educados; a maturidade dos adultos para desenvolvermos nossas labutas diárias e a sabedoria dos velhos para ensinar sempre; a dor abençoada para sabermos valorizar a saúde; o não que dói, para entendermos o prazer de receber um sim; a morte para entender e valorizar Vida”.
“Ninguém vive sem fé, estar com Ele, é estar em paz”.

Durante a vida recebemos vários sinais através de Email’s espirituais ou mesmo em nossa volta existem sinais em forma de exemplos de pessoas vencedoras ou mesmo das sofredoras. Os sinais estão espalhados por ai, por aqui, nas filas dos bancos, nos pontos de ônibus, nos hospitais, nas cadeias e nas escolas; são exemplos para o bem ou para o mal, você faça a sua escolha.
A vida é tão linda e simples, só temos que parar um pouco e aproveitá-la, antes do ponto final.

Nota: (Quaisquer semelhanças com pessoas ou fatos são meras coincidências).

É piada! deputados de MT querem criar conselho para diminuir acidentes de trânsito

Pelo jeito, os deputados estaduais de Mato Grosso não têm o que fazer, agora querem criar uma comissão para discutir a redução de acidentes de trânsito. Parece piada ou até mesmo deboche com a população.

Os deputados em vez de ficarem jogando conversa fiada em comissões que não dão em nada deveriam exigir mais policiais nas ruas, ou melhor, tirar alguns policiais da Assembleia que não fazem nada e colocá-los nas ruas para combater bandidos.

Vejo mais policiais na Assembleia Legislativa do que nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande.

As comissões na Assembleia são motivos de humor por parte da população, querem agora que o conselho funcione junto ao gabinete do governador e do secretário de Transportes, é mais uma ação ineficiente, tudo não passa de demagogia.

O deputado se esquece o básico em trânsito, que é fiscalização e penalização, haja vista que nos países desenvolvidos o êxito dessas operações foi graças às penalidades que atingiram o bolso dos infratores. Não é o que acontece no estado de Mato Grosso.

Talvez o deputado Wagner Ramos (PR), tenha esquecido que os pretensos candidatos a tirar uma carteira de habilitação já fazem um curso de Educação de Trânsito sobre as leis e sabem o que é permitido e o que é ilegal.

Demagogicamente o deputado quer soluções para problemas localizados. Deverá também interagir com os órgãos públicos e entidades privadas, nacionais e internacionais. Talvez o parlamentar ainda esteja em clima de carnaval.

Não existem policiais nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande, para piorar ainda mais, nos principais pontos de avenidas e ruas, locais onde há faróis, como nos cruzamentos da Avenida Miguel Sutil, Santa Rosa, Coxipó são raras algumas “almas perdidas” de policiais.


Cícero Henrique do Caldeirão POlítico

Como lidar com a adulação

“Não quero deixar de abordar uma questão que reputo de importante e um erro do qual os príncipes com dificuldade se guardam, se não são prudentes ou se não têm cuidado nas escolhas que fazem. Trata-se dos aduladores, espécie de que as cortes se encontram cheias. É que os homens comprazem-se de tal modo com as coisas que lhes dizem respeito e de um modo tão ilusório, que só muito dificilmente se precavem contra esta peste. E querendo precaver-se, corre o risco de se tornar desprezível. Porque não tendes outro modo de vos protegerdes da adulação a não ser logrando convencer os outros homens de que vos não ofendem dizendo a verdade. Todavia, quando alguém vos diz a verdade, sentis a falta da reverência.
Consequentemente, um príncipe prudente deve dispor de uma terceira via, escolhendo no seu estado homens sábios, devendo só a esses conceder livre arbítrio para lhe falarem verdade. E, apenas, sobre as coisas que lhes perguntardes, não de outras. Mas deve fazer perguntas sobre todas as coisas, ouvir as suas opiniões e, depois, decidir por si próprio, a seu modo. E com estes conselhos e com cada um dos conselheiros, portar-se de maneira que cada um deles perceba que, quanto mais livremente falar, tanto mais será pelo príncipe bem aceite. Fora disto, não dar ouvidos a ninguém, cumprindo com determinação as suas deliberações. Quem procede de maneira diferente, ou se deixa perder nas mãos dos aduladores ou está constantemente a mudar de opinião, conforme os pareceres que ouve, empobrecendo a estima que lhe é tributada”.
Nicolau Maquiavel, in O Príncipe

Estado vergonhoso

Oferecer educação para toda criança e adolescente de quatro a 17 anos é dever do Estado. Porém, como cumprir esse dever, se educação pressupõe condições mínimas de ler, escrever e interpretar – o que nem sempre é possível a todos? Para atender a essa parcela da educação a Constituição garante (a todas as pessoas com deficiência) em qualquer fase da vida, o direito à reabilitação. A questão, portanto, consiste em oferecer aos cidadãos a oportunidade da qual de fato necessitam e possam respondê-la segundo seu potencial.

Em outras palavras, é preciso dar a cada um o que é seu, de acordo com a realidade dos fatos, tendo sempre como objetivo melhorar cada vez mais a vida das pessoas. Para isso, a educação deve ser exercida nas escolas, por profissionais de ensino, enquanto a reabilitação, por profissionais da saúde, nos milhares de postos de saúde instalados em todas as cidades do Brasil. A equipe da saúde precisa contar com a participação de um pedagogo para diagnosticar a possibilidade de encaminhamento do reabilitando a uma escola.

Só nas grandes cidades instalam-se centros de reabilitação para pessoas deficientes (falta muito ainda!), porque há demanda para isso. Não se percebe que há no Brasil cerca de 5 mil cidades com menos de 50 mil habitantes, num total de 5.564 centros urbanos, sem contar a população que vive em zonas rurais. Assim, as pessoas do interior, portadoras de alguma necessidade especial, passam os dias no silêncio de suas casas, sem qualquer oportunidade, há menos que se mudem para os grandes centros – o que é lamentável.

Entre políticos não existe almoço de graça

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, fundador do PSD, vai começar a entender, a partir da semana que vem, que não existe almoço grátis na política. Nada menos que oito partidos – do DEM ao PMDB, passando por PSDB, PTB, PP, PR, PMN e PPS – pretendem entrar com ações questionando o direito de a nova legenda ter tempo de propaganda no horário gratuito em cadeia de rádio e televisão. A tática é fazer uma guerra de guerrilha. Cada um dos partidos vai questionar, separadamente, o pedido pessedista feito ao Tribunal Superior Eleitoral. A ideia é atrasar a tramitação da ação até que não dê mais tempo para o PSD fazer a sua propaganda antes do início do programa eleitoral gratuito das campanhas para prefeitos.

Os partidos que se opõem ao PSD – todos eles perderam parlamentares para a nova legenda – querem que a legenda sofra também no bolso. Vão questionar o pedido de participação que os pessedistas fizeram no Fundo Partidário. A alegação é de que a divisão deve ser feita com base nas bancadas que saíram das eleições de 2010. Como o PSD não existia, não seria possível refazer a conta com base no número de deputados que ele arregimentou. É briga boa para a Justiça Eleitoral arbitrar.

Enquanto no Congresso os ataques a Kassab e seu PSD são combinados, em São Paulo o partido continua acendendo uma vela a Deus – a candidatura de Fernando Haddad, do PT – e outra ao diabo – a possibilidade de José Serra (PSDB) entrar na briga. Nesse caso, Kassab iria de mãos dadas com o tucano, embora estrategicamente para ele e o futuro de seu PSD fosse melhor abraçar um candidato petista e ganhar as bênçãos do Palácio do Planalto. Nem que fosse para Kassab garantir um ministério ele mesmo durante os dois anos em que ficará sem a prefeitura e à espera de ser candidato ao governo de São Paulo.

Vai te ferrar deputado

Mais uma grande ideia de um político entra na pauta da Câmara dos Deputados para ser votada em caráter de urgência, como se fosse a salvação da pátria, dessa vez do deputado federal Manato do PDT-ES. Num país de clima tropical onde os dias são claros durante a maior parte do ano, o sábio deputado quer que os condutores dos veículos mantenham os faróis acesos durante o dia para dar maior segurança.

Deputado, por que o senhor não sugere uma lei que obrigue o governo a manter as rodovias em perfeito estado de conservação, com a instalação de balanças para coibir o excesso de peso dos veículos de carga, recapeamento constante, limpeza das margens das vias e sinalização adequada? Para onde vai a fortuna arrecadada com IPVA, Dpvat e taxa de licenciamento?

Concordo que o Contran deva exigir formalmente o uso de faróis acesos em períodos chuvosos ou com neblina e nos túneis em que a iluminação não esteja funcionando. Mas, daí a aceitar a proposta do deputado, seria melhor exigir um exame de vista mais rigoroso (e de graça!), pois quem não enxerga um veículo a 100 metros não deve dirigir.

24 de fevereiro de 2012

EMPRESAS PODEM CONSULTAR FICHA DE CANDIDATOS NO SPC E ATÉ NA POLÍCIA PARA DECIDIR CONTRATAÇÃO

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) divulgou quinta-feira (23), decisão tomada por unanimidade no dia 8, que as empresas podem fazer consultas no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), na Centralização dos Serviços dos Bancos (Serasa) e em órgãos policiais e do Poder Judiciário antes de contratar empregados. A ação havia sido movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que entendeu que a pesquisa era discriminatória.

O caso começou a ser apurado em 2002, por meio de denúncia anônima, que informava que uma rede de lojas sergipana fazia a pesquisa durante o processo seletivo. A empresa se recusou a mudar a conduta e o MPT decidiu abrir uma ação civil pública. A primeira instância da Justiça condenou a empresa a abandonar a prática, sob pena de ser multada em R$ 10 mil a cada consulta. A rede lojista também foi condenada a pagar indenização de R$ 200 mil por dano moral coletivo.

A empresa recorreu à corte trabalhista local que reverteu a primeira decisão. Para o Tribunal Regional do Trabalho de Sergipe os concursos públicos também fazem exigências rigorosas na contratação de candidatos e que o caso só seria configurada discriminação se houvessem critérios em relação a sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade.

A Segunda Turma do TST concordou com o tribunal sergipano e ainda defendeu que os cadastros em questão são públicos e que não há violação da intimidade ao acessá-los. Para os ministros, o empregador tem o direito de consultar os antecedentes dos candidatos para garantir que estão fazendo uma boa escolha.Débora Zampier

CNBB põe o dedo na ferida do governo

O ano começou no Brasil, agora que acabou o carnaval. Tem muita gente que acredita piamente nisso. E há até motivos para acreditar. Na política, então, nem se fala. Em janeiro, o Congresso estava de recesso porque ninguém, nem os nobres deputados e senadores, é de ferro. Pois bem, em fevereiro, foram votadas umas poucas medidas provisórias e nada mais. Esta semana também vai passar em branco. Nem pauta tem, já que ninguém espera que vá aparecer alguém em plenário, além de uns poucos gatos pingados que nem ambiente em casa devem ter. Sessão mesmo, só na terça-feira da semana que vem. E olhe lá.

Se os políticos estão de folga, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou ontem a sua campanha da fraternidade deste ano. E já foi logo pondo o dedo na ferida do governo. O tema deste ano é saúde pública. A CNBB até que despistou, mas a crítica é clara: “O SUS (Sistema Único de Saúde), inspirado em belos princípios como o da universalidade, cuja proposta é atender a todos, indiscriminadamente, deveria ser modelo para o mundo. No entanto, ele ainda não conseguiu ser implantado em sua totalidade e ainda não atende a contento, sobretudo os mais necessitados destes serviços”. Nada mais precisa ser dito. O SUS é uma ficção brasileira. Oportuna a discussão que a Igreja Católica quer fazer.

Já que o ano político começou – ou pelo menos está prestes a começar –, é bom ficar de olho. O Congresso tem uma série de projetos polêmicos para serem votados. Vai do novo Código Florestal à PEC-300, que aumenta o salário de policiais civis e militares e bombeiros. Sem contar a nova previdência do servidor. E é só o começo. Desta vez não do ano. Da pauta de votações.

23 de fevereiro de 2012

Entrevista com o prof. Dorjival Silva - Acompanhe!


Professor Dorjival Silva em seu gabinete de trabalho na sede do jornal O Tangaraense

Fonte: Jornal O Tangaraense

Aos 46 anos, Dorjival Silva é detentor de uma carreira profissional e política de destaque. Há oito anos morando em Tangará da Serra estabeleceu seu próprio negócio (uma agência de publicidade e um jornal Impresso, se formou em Pedagogia e está cursando Marketing, tornou-se presidente municipal e vice-presidente estadual do Partido Republicano Progressista (PRP) e disputou em 2010 uma cadeira na Câmara dos Deputados.

Hoje, o empresário de comunicação, que já atuou em estados como Rio Grande do Norte, Ceará e Goiás, vem sendo visto pela população local e regional como um nome a se fortalecer ainda mais no plano político.

Dorjival Silva relata nesta entrevista ser possuidor de muitos planos e projetos que visam auxiliar na melhoria da qualidade de vida dos tangaraenses e todos os mato-grossenses. Revela que, seu sonho ardente, é disputar novamente o cargo de deputado federal, e se eleito, fortalecer o projeto de seu partido que é lançar candidatura majoritária aos governos estadual e nacional nas eleições de 2016. Acompanhe.

Viviane Eko : Natural de Patú (RN), como o senhor veio parar na região médio norte de Mato Grosso

Dorjival Silva: Residia em Goiânia quando decidi me mudar para o Mato Grosso. Ouvia dizer que o estado tinha grande potencial na minha área profissional, mas faltava gente qualificada para trabalhar. Como tinha conhecidos em Brasnorte, fui direto para lá, onde atuei até vir para Tangará da Serra, como secretário municipal de comunicação do governo da prefeita Isolete Correia Rodrigues.

VE: Por que o senhor veio para Tangará da Serra

DS: Poderia ter me mudado para Sorriso, Sinop ou Alta Floresta. Mas por vir mantendo contatos profissionais há três anos em Tangará da Serra, e vendo de perto que sua boa infraestrutura me permitia dar passos mais longos, associei isso à vontade que minha esposa tinha de cursar a faculdade de Biologia, na Unemat, e me mudei.

VE: Como se sentiu ao chegar para morar em Tangará da Serra


DS: Na primeira semana que aportei na cidade, comecei a trabalhar na Rádio Pioneira. Enfrentei momentos de dificuldades por conta do baixo salário que recebia. Todavia, tinha o entendimento que aquela situação seria passageira, como foi. Logo abri meu próprio negócio e as coisas positivas começaram a acontecer uma após outra. Trabalhei de empregado, depois instalei uma agência de publicidade, fundei o extinto Jornal da Cultura, e hoje, ajudo minha esposa, a bióloga e acadêmica de Administração de Empresas (Unemat), Franciele Caroline, a administrar o Jornal O Tangaraense.

VE: O senhor também ingressou na política. Como isso aconteceu e o que te motiva a querer permanecer nela


DS: A política entrou no meu sangue desde os tempos que cursava Ciências Sociais na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Ora me portando como radical esquerdista, ora de centro esquerda, me tornei um político. Poderia ter sido vereador, prefeito ou até mesmo deputado estadual no RN. Minha família queria isso. Porém, meus planos eram outros naquele momento. Morando em Mato Grosso e atuando diretamente com questões políticas, o desejo de entrar na vida pública voltou a pulsar. No começo de 2009 recebi um telefonema de Arquibaldo Junqueira, então presidente regional do Partido Republicano Progressista, perguntando assim, “na bucha”, se eu toparia assumir a presidência do PRP em Tangará da Serra. A resposta positiva ao convite saiu naquele mesmo minuto. O crescimento do partido no município e o bom convívio que mantenho com suas principais lideranças me motivam a acreditar que mais cedo ou mais tarde chegaremos à favorável condição de servir melhor a partir do executivo e legislativo a população tangaraense.

VE: O senhor sonha em ser vereador ou prefeito de Tangará da Serra


DS: Desde o primeiro momento que me tornei dirigente partidário trabalho um projeto para fazer o PRP chegar, mais cedo ou mais tarde, ao executivo e o legislativo. Nosso partido tem excelentes nomes para tornar real esse projeto. Mas, quanto a querer me candidatar para ocupar uma vaga na Câmara Municipal ou ao posto de prefeito, isso ainda não está em meus planos. Embora esteja sendo pressionado, pelas executivas nacional, estadual e nossos filiados, a assumir a condição de pré-candidato a prefeito, tenho insistido veementemente que essa ainda não é nossa hora. Isso não quer dizer que o PRP não participe ativamente das eleições deste ano, buscando com todas as forças junto ao eleitorado a oportunidade de representá-lo nas esferas executiva e legislativa.

VE: O senhor tem repetido reiteradamente em suas entrevistas aos veículos de comunicação da cidade, que pretende disputar novamente uma cadeira na Câmara dos Deputados. O senhor acredita mesmo que poderá triunfar disputando um cargo tão concorrido numa conjuntura política tão dominada por “coronéis” como a que persiste em Mato Grosso


DS: Parto do princípio de que nada é impossível para aquele que trabalha boas ideias e projetos. E eu não estou sozinho nesse projeto. As centenas de famílias mato-grossenses, e especialmente de nossa região, que votaram em Dorjival Silva nas eleições de 2010, não o fizeram por falta de boas opções. Todos são minhas testemunhas que por pura inexperiência protocolei com atraso duas das muitas certidões exigidas pelo TRE para garantir minha candidatura. Quando ganhei no TSE o direito de concorrer ao pleito foi tarde de mais. Somando-se isso, à falta de estrutura até então e por disputar por uma “frentinha” com poucos nomes de expressão eleitoral, era certo que não poderia alcançar grande resultado nas urnas. Mesmo assim, uma base sólida foi instituída. Tornei-me conhecido em Mato Grosso. Fui nomeado pela executiva nacional, vice-presidente estadual do PRP com a responsabilidade de fundar comissões provisórias em todos os municípios do interior. Incumbência que tenho cumprido com determinação. Com isso quero afirmar que Dorjival Silva teria sim, na hipótese de vir a disputar outra vez uma cadeira na Câmara Federal, boas chances, mesmo disputando com “coronéis”.

VE: Caso venha mesmo a disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2014, com quem o senhor gostaria de contar naquela ocasião


DS: Primeiramente precisarei da compreensão e apoio de todos os cidadãos e cidadãs que moram nessa região do pólo de Tangará da Serra. Sozinho, nosso município ainda não teria condições de eleger um deputado federal. Mas, Tangará da Serra e mais cinco ou seis municípios elegeriam um federal com muita tranquilidade. Isso seria completamente possível se todas as lideranças políticas locais e da região se unissem nesse propósito. As outras regiões pólos de nosso estado compreenderam isso e hoje têm sua representação na Câmara Federal. Juína, uma cidade 50% menor que Tangará da Serra, acreditou e por pouco não tem hoje seu representante na Câmara dos Deputados. Chegou a ter por poucos meses. Lucas do Rio Verde viu seu cidadão por mais de ano em Brasília. Sinop também. Como disse: caso seja novamente candidato a deputado federal, precisarei intensamente da compreensão da população e todas as autoridades políticas de minha cidade, principalmente.

VE: E sobre o quadro sucessório em Tangará da Serra, o senhor já teria alguma posição


DS: Até agora tenho conversado sobre uma possível coligação majoritária apenas com o PC do B. No entanto, o PRP está aberto a conversações com todas as siglas políticas. Temos 21 pré-candidatos ao cargo de vereador e dois nomes que poderão, em tempo oportuno, serem apresentados como pré-candidatos a prefeito ou vice. No geral, creio que a campanha eleitoral desse ano, não será tão turbulenta como as recentemente passadas. A Lei da Ficha Limpa vai contribuir para termos candidatos com novos perfis. Com isso, Tangará da Serra terá grandes chances de ter um governo bem diferente de todos que já teve até então. Mas já estou certo que não votarei e nem recomendarei ao eleitor que vote em quem já passou pelo governo. Precisamos realmente de cara nova na administração municipal.

VE: Sobre os fatos políticos mais recentes registrados em Tangará da Serra o que senhor tem a dizer


DS: Acompanhei a tudo com muita indignação. E confesso nunca ter pensado que o nome de nossa cidade fosse tão enlameado como o foi por atitudes desastradas de meia dúzia de gananciosos. O troca-troca de gestores causou muito mal estar à população. E, além disso, trouxe enorme descrédito para o município no cenário estadual. Tangará da Serra e seu povo foram vítimas de gozação e zombaria, enfim, essa página obscura precisaria ser banida de nossa história.

VE: O senhor acredita que esse trauma será superado pela população tangaraense


DS: A população tangaraense vem acumulando em suas lembranças fatos muito ruins que aconteceram em outros governos. O que aconteceu mais recentemente não foi apenas um fato isolado. Mas, uma continuidade de práticas repreensíveis e, portanto, inaceitáveis pela população. Apagar da mente o que aconteceu no campo político em Tangará da Serra não será coisa fácil. A menos que um governo totalmente desassociado das personagens e partidos políticos protagonistas dos escândalos, seja constituído pela via do voto popular.

VE: O senhor acredita que Tangará da Serra tem condições de eleger esse novo governo já nessas eleições


DS: Se todos os eleitores tangaraenses tivessem essa consciência, com certeza, elegeríamos um governo totalmente diferente em outubro próximo. Porém, nem todos os cidadãos e cidadãs têm esse entendimento ainda. E pior, o mais agravante na situação, é a força do poderio econômico de alguns pré-candidatos. Lamentavelmente, nas próximas eleições, os candidatos mais próximos dos anseios da população serão patrolados pela força do capital. Ou seja, será prefeito quem tiver mais dinheiro. Todavia, nem por isso, candidatos de partidos pequenos e sem boa soma de recursos estruturais para a campanha devem se amedrontar. Tem mais é que ir pra cima.

VE: Para finalizar, o que seria prioridade hoje para Tangará da Serra


DS: Penso que nossa maior preocupação nesse momento e no pós-eleições, deveria ser a de tirar o município do isolamento político e geográfico em que se encontra. Depois, precisaríamos trabalhar políticas que incentivassem o crescimento econômico e social de todos. Somando-se isso a pesados investimentos nas áreas de infraestrutura, saúde, educação e habitação, já seria um grande começo. Por fim, diria que Tangará da Serra por si só já é uma cidade vocacionada para o crescimento e passando a contar com uma gestão comprometida com isso, já seria de bom tamanho. Espero que o próximo gestor veja nosso município como uma grande empresa que precisa ser bem administrada para o presente e o futuro. Obrigado!

Tangará da Serra: exportações fecham janeiro com alta de 34%

As vendas de grãos, carnes e madeiras industrializados em Tangará da Serra, para outros países, cresceram 34,42% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior registrou US$ 2,7 milhões em negócios ante US$ 2 milhões de 2011.

A soja, mesmo triturada, lidera o ranking de produtos mais exportado, com US$ 1,5 milhão e foi responsável por 58,5% do total comercializado. O milho em grãos aparece em seguida, com US$ 382 mil e 13,7% do total. Carnes de aves congeladas aparecem com terceiro maior volume, representando US$ 245,6 mil. A madeira bruta ocupa a quinta colocação, com US$ 156 mil. Em último estão outros grãos de soja, com US$ 72 mil.

O principal importador foram os Países Baixos (Holanda) que compraram US$ 1,5 milhão, 57,5% do total. O Equador aparece em segundo, com US$ 296,6 mil. A Bolívia está em terceiro, com US$ 246,4 mil. A Malásia aparece em último na lista e importou US$ 397.

O principal bloco econômico que mais importou foi a União Européia, mesmo em crise financeira, com US$ 1,5 milhão. A Ásia vem em seguida com US$ 548,8 mil.

Governo acata pedido para construção de centro socioeducativo em Tangará

O Governo do Estado garantiu a construção de um Centro Socioeducativo em Tangará da Serra. A unidade seguirá as normas exigidas pelo Sistema Nacional do Atendimento Socioeducativo – Sinase. A iniciativa atende ao pedido do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD), que destaca a Região Oeste desprovida de local adequado para internar seus adolescentes, que são recolhidos em cadeias públicas destinadas a adultos.


“Fato que contraria os direitos e garantias previstos no Estatuto da Criança e do adolescente”, relata o deputado. Lembra que o Sinase visa garantir a excelência no atendimento, com foco na humanização dos adolescentes, bem como a efetivação das doutrinas de direitos humanos e da proteção Integral no sistema socioeducativo estadual.

No ano passado, Riva assinou um convênio com o Tribunal de Justiça e demais órgãos para fortalecer a política do sistema de ressocialização de Mato Grosso. Entre as prioridades, o parlamentar garantiu empenho da Assembleia Legislativa na construção e implantação de cinco unidades pólos, conforme previstas no Plano Plurianual 2012/2015, para atender o acautelamento provisório e também internação, para adolescentes masculinos, nas cidades de Barra do Garças, Cáceres, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra.
 
 
A superintendente do Sistema Socioeducativo, Lenice Silva dos Santos comemorou a edição da Lei 9.464/2010, que autoriza o Poder Executivo a receber, em doação, área em Tangará da Serra para a construção do órgão. “É o primeiro passo para o projeto de construção de Centro Socioeducativo Regionalizado, fato importante para atender a demanda de vagas requisitadas pelos juízes e promotores, para os adolescentes que cumprem medida socioeducativa de internação”, diz trecho do documento enviado à AL.
 
 
A superintendente destaca ainda que a unidade é indispensável ao cumprimento da medida socioeducativa, visando o atendimento pleno e eficaz ao menor infrator.
 
 
EMPREGO – Riva é autor da Lei 7.229 de 2000, que instituiu o Programa Primeiro Emprego – PPE, para promover a inserção de jovens no mercado de trabalho e sua escolarização. Também para estimular o desenvolvimento das cooperativas de trabalho e das micro, pequenas e médias empresas. Além de fortalecer a participação da sociedade no processo de formulação de políticas e ações de geração de trabalho e renda.

PT X PMDB

Levantamento feito pela editoria de política da Folha de São Paulo, divulgado ontem, aponta que em 17 capitais haverá confronto entre legendas da base dilmista. Natal é uma delas. PT e PMDB, os dois principais partidos de sustentação do Governo Federal, estarão em palanques opostos no primeiro turno e no eventual segundo turno. Os outros partidos da base, como PSB, PSD, PR, PC do B e PDT também estarão em palanques diferentes, pelo menos no primeiro turno.

Campanha da Fraternidade 2012

A Igreja Católica lança a Campanha da Fraternidade 2012: “Fraternidade e Saúde - Que a saúde se difunda pela Terra”. Com isso, os católicos colocam em debate os problemas e as necessidade da saúde pública no País.

Lista da sujeira

Os procuradores eleitorais estão defendendo a elaboração de uma lista nacional com os nomes doas políticos alcançados pela Ficha Limpa. A iniciativa seria uma forma de auxiliar os juizes eleitorais e os TREs no trabalho de registro de candidatuas; e de subsidiar os partidos e coligações na escolha dos candidatos.

22 de fevereiro de 2012

Papo furado de petista

Cuba é pobre e a desculpa esfarrapada é a do embargo americano, sem mais explicações ou comparações. A África do Sul sofreu um embargo violento na época do apartheid e isso não a impediu de ser o país mais rico e pujante da África.

Taiwan foi expulsa da ONU pela China, os EUA romperam com a ilha, que também perdeu sua condição de membro do FMI e do Banco Mundial, e ainda assim o país foi um dos ‘tigres asiáticos’.

Os governantes petistas já deram para a ilha o equivalente a umas 40 mil casas populares.

Cuba deve ao Japão US$ 8 bilhões, o mesmo à Espanha. Essa história de embargo americano é conversa para boi dormir. A Venezuela banca quase tudo lá e todos os países de esquerda fizeram comércio com a ilha desde que a União Soviética implodiu. A ditadura comunista é que não deixa Cuba progredir e ter direitos humanos.

20 de fevereiro de 2012

Ficha Limpa provoca correria ao TRE de MT

Redação do GD
O reconhecimento da constitucionalidade da Ficha Limpa gerou em Mato Grosso um correcorre ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Políticos queriam se informar sobre os efeitos práticos da lei. Diante de muitas dúvidas, o TRE decidiu se pronunciar apenas na quarta-feira (22), em entrevista coletiva do presidente da Corte, desembargador Rui Ramos.
Juristas de renome nacional consultados por AGazeta, como José Eduardo Alckmin e o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, apontam a rejeição de contas como um dos entraves aos pretensos candidatos em 2012. Ainelegibilidade se torna factível nas condenações por improbidade administrativa, abuso do poder econômico, político e “caixa 2”. Na Capital, o advogado Eduardo Mahon faz um estudo jurídico da situação, iniciando por Galindo e Riva.
Para ele, o prefeito se livraria da lei, mas o presidente da AL estaria “enquadrado”. Para o advogado Eduardo Mahon, uma coisa já se pode concluir da decisão do STF: o fortalecimento de instituições como tribunais de contas, corregedorias de justiça, conselhos de classe, entre outros. “Isso é algo que muitas pessoas não estão se atentando ainda e é tão importante quanto dizer que esse ou aquele agente público é ficha suja”.

17 de fevereiro de 2012

O que a grande mídia disse sobre o "NÃO" do TJ ao ex-vice-prefeito do PT

Jaconias perde tentativa de retorno à prefeitura

Diário de Cuiabá - ‎15/02/2012‎
O imbróglio da principal cidade do oeste, Tangará da Serra, parece ter chegado ao fim. Após o prefeito Júlio César Ladeia (PR), o ex-vice-prefeito, José Jaconias (PT), e mais quatro vereadores serem cassados por improbidade administrativa, ...

TJ mantém Jaconias afastado da Prefeitura de Tangará

Midia News - ‎15/02/2012‎
O vice-prefeito cassado de Tangará da Serra José Jaconias (PT) vai continuar afastado do cargo. A decisão é da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que negou provimento ao pedido para retornar ao cargo nesta terça-feira (14).

TJ mantém afastamento de vice da Prefeitura

24Horas News - ‎15/02/2012‎
A Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve nesta terça-feira,14, o afastamento do vice-prefeito de Tangará da Serra, José Jaconias da Silva. De acordo com o relator do recurso, desembargador Luiz Carlos da Costa, ...

16 de fevereiro de 2012

SE EU FOSSE DILMA...

Na terça-feira, a presidenta Dilma Rousseff recebeu a visita do primeiro-ministro da Finlândia, Jyrki Katainen. Para quem não sabe, a Finlândia é um país escandinavo localizado no Norte da Europa que faz fronteira com Rússia e Suécia e por séculos foi dominada por estes dois países, se tornando independente em 1917. Hoje a Finlândia é um exemplo para o mundo na área da educação.

Lá todos os níveis de ensino são gratuitos e obrigatórios para quem tem entre sete e 16 anos. Lá o Estado define uma padrão para 75% da grade curricular nas escolas. Os outros 25% são organizados pelos estabelecimentos de ensino ouvindo a comunidade.

Os estudantes filandeses são os melhores do mundo em matemática. Os professores filandeses só chegam à sala de aula após cinco anos de estudos universitários e recebem em média 2.300 euros (quase 7 mil reais). Infelizmente o encontro de terça-feira tratou muito mais de assuntos comerciais.

Fosse a presidenta teria mudado o rumo da prosa. Pediria sugestões ao colega finlandês a respeito de como implantar um sistema educacional eficiente no Brasil. A solução dos problemas da educação brasileira não passa de consenso retórico, em outras palavras: blá-blá-blá.

Diretora do O Tangaraense inicia curso superior em Administração de Empresas

Caroline no dia de sua colação
de grau como Bióloga (2009)

Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Mato Grosso, a diretora administrativa do Jornal O Tangaraense, Franciele Caroline Silva (27), iniciou nesta quinta-feira 16, mais uma jornada acadêmica.

A bióloga passou a cursar a faculdade de Administração de Empresas na própria Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) campus de Tangará da Serra.

Orgulhosa, nossa equipe torce para que Caroline obtenha grande proveito em seu segundo curso superior, e melhor, oferecido por uma universidade pública, do porte da Unemat.

Casada há mais de 10 anos com o empresário de comunicação, professor Dorjival Silva, a nova acadêmica unematiana é mãe de Sofia Katarine de Silva (07).

Jornal O Tangaraense traz reportagem especial com pré-candidato Rubens Jolando

O Jornal O tangaraense circula nesta sexta-feira 17, com uma reportagem especial com o pré-candidato a prefeito de Tangará da Serra, pelo PR, Rubens Jolando. Imperdível essa edição.

O custo de um assassino

Nossa sociedade paga duas vezes por cada crime cometido. No caso Lindemberg Alves, que voltou à mídia, avalio que esse custo chegue a milhões de reais por causa do uso de uma infraestrutura policial e judicial enorme. O valor de manutenção de um criminoso é muito maior do que o de um doente em hospital. Infelizmente, a nossa sociedade dá mais importância a um criminoso do que a desempregados, doentes e famintos. Estamos investindo mais em política e segurança (porém, muito mal!) do que em educação e saúde. Vamos criar instituições corretivas em que os criminosos possam restituir à sociedade o seu custo.

15 de fevereiro de 2012

Ficha limpa

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar hoje o julgamento da validade da Lei da Ficha Limpa a partir das eleições municipais deste ano. O julgamento foi interrompido em dezembro de 2011, quando o ministro Antônio Dias Toffoli pediu vista ao processo. Antes, os ministros Joaquim Barbosa e Luiz Fux já haviam se pronunciado a favor da Lei. Há uma expectativa de que a Suprema Corte estabeleça a validade da lei.

O ministro Marcos Aurélio de Mello, que se posicionaria contra, alterou o pensamento, segundo setores da grande imprensa, e dará o voto favorável. Há o anseio da sociedade brasileira, porque a lei terá papel decisivo de impedir a manutenção de corruptos no poder, quebrando assim o ciclo vicioso que castiga a nação. É bom realçar que a Ficha Limpa, promulgada no dia 4 de junho de 2010, nasceu de uma iniciativa popular.

Os brasileiros se envolveram na luta, fazendo ecoar no Congresso Nacional o grito de volta – e apelo de mudança – contra o ambiente pernicioso que se tornou a vida pública no País.Porém, a decisão do STF deve ser fincada na constitucionalidade da lei. E a Ficha Limpa é constitucional, pois não fere o princípio da retroatividade, mesmo levando em consideração fatos passados para tornar o político corrupto inelegível.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, Alexandre Camanho, diz: “Não há previsão constitucional que impeça a consideração de fatos passados para um julgamento futuro, sem modificá-los ou deles advir condenação penal.” A retroatividade, conforme a Constituição, se aplica na lei penal, e a inelegibilidade não é uma pena, mas, sim, o impedimento de disputar o mandato eletivo.


A Lei da Ficha Limpa torna inelegível, por oito anos, políticos que cometeram crimes contra o bem público, que infringiram as constituições estaduais e leis orgânicas municipais, e condenados por crimes eleitorais e outros.

Ex-vice prefeito petista de Tangará da Serra permanece afastado por decisão do TJ

Jaconias à direita: momento de felicidades ao lado de Ladeia (esq).

A Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (de Direito Público) manteve nesta terça-feira (14 de fevereiro) o afastamento do vice-prefeito de Tangará da Serra, José Jaconias da Silva. De acordo com o relator do recurso, desembargador Luiz Carlos da Costa, há motivos para que o agravante permaneça longe do cargo, em virtude da gravidade das acusações, principalmente porque elas se referem a desvios de verba da saúde, cujo resultado é sofrimento e morte para a população.

José Jaconias da Silva foi cassado por improbidade administrativa quando exercia a função de prefeito, em decorrência do afastamento do prefeito Júlio César Ladeia, também pela acusação de suposta prática de atos de improbidade administrativa. Nesta terça, a mesma Câmara analisou o recurso e manteve o afastamento do vereador cassado Celso Ferreira e do suplente de vereador Celso Vieira. Sustentou o relator que conservar o afastamento dos acusados é necessário para que os fatos sejam apurados sem que eles prejudiquem a investigação.
 
 
De acordo com ação civil pública movida pelo Ministério Público, os gestores causaram prejuízo de R$ 6 milhões aos cofres públicos com a contratação da Oscip Idheas, em 22 de setembro de 2009, para administrar a saúde pública no município. A contratação foi feita pelo prefeito Ladeia, mas Jaconias foi incluído na ação sob acusação de ter renovado o termo de parceria no período de cinco meses em que comandou a prefeitura durante o tratamento de saúde de Ladeia.

Tangará da Serra tem primeiro caso de dengue hemorrágica confirmado em Mato Grosso

 

O primeiro caso de dengue hemorrágica em Mato Grosso foi diagnosticado no município de Tangará da Serra, a 241 km de Cuiabá. O caso foi confirmado pelos médicos após exame de sangue realizado este ano.A vítima é um menino de sete anos, que está internado em observação na Unidade Mista de Saúde do município.

Conforme a unidade hospitalar, há uma semana o garoto foi diagnosticado com infecção da garganta por um médico e teve de retornar após piorar o estado de saúde. Segundo a mãe do menino, Íris de Carvalho de Jesus, seu filho vinha sentindo muita febre, dor no corpo, dor de cabeça e vômito.

No domingo (12), o menino retornou à unidade de saúde e os exames comprovaram que ele estava com dengue, segundo a mãe. A criança permanecerá internada sem previsão de alta. Segundo os médicos que o atenderam, o estado dele atualmente é bem melhor desde a sua internação. Os exames indicam uma boa evolução na produção de células responsáveis pela coagulação do sangue.

"Eu jamais pensei que isso fosse acontecer comigo, porque a gente vê isso na televisão e não espera que vá acontecer com os nossos filhos ", declarou Íris de Carvalho.

Dede o mês de janeiro, Tangará da Serra já notificou 18 casos de dengue, sendo o primeiro com suspeita de dengue hemorrágica. TVCA

14 de fevereiro de 2012

Milhares de internautas vêm acessando videos de Dorjival Silva

VOTAÇÃO

O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá retomar amanhã, 15, o julgamento da Lei da Ficha Limpa. Na ocasião, deverão ser analisadas as três ações que tratam da validade da norma, cuja análise começou em novembro do ano passado. O julgamento será retomado com o voto do ministro Antônio Dias Toffoli, que interrompeu a votação com um pedido de vista em dezembro do ano passado.

Petralhas, dogmas e mentiras

Quem não se lembra da então ministra Dilma Rousseff respondendo ao senador Agripino Maia, no senado, que quis mostrá-la como alguém não confiável, por ter a mesma afirmado que mentiu sob tortura? Dilma respondeu: “a mentira, nem sempre é maléfica, alías em muitos casos ela é uma virtude e sinal não de covardia, mas de coragem.”

Agora não estamos falando mais em mentir sob tortura, mas, mentir para seu eleitorado, para o povo, ou será que ela continuaria dizendo que a mentira, nesse caso, também é uma virtude, quando disse que não iria fazer privatizações, que respeitaria a liberdade de imprensa, e a não repressão a grevistas e alianças com partidos espúrios?

O PT comemorou seus 32 anos colidindo com alguns dogmas que o marcaram como um partido de massa. O PT privatizou, desceu o cacete nos grevistas e continua fazendo alianças com partidos que representam o que há de pior no “centro-direita”.

Como sempre os petralhas renegaram privatizações para as concessões à iniciativa privada dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos. E tiveram a cara de pau profissional de classificar a repressão vigorosa, coordenada pelo governador petista Jaques Wagner e por Dilma, à greve da polícia militar da Bahia. O feio mesmo foi à falta de explicações para a aliança com o PSD de Gilberto Kassab, em SP, em benefício da candidatura de Fernando Haddad patrocinada por Lula.

O companheiro de armas de Dilma durante a ditadura, o mensaleiro José Genoíno admitiu que o PT amadureceu e disse: “a paisagem da janela que se vê da oposição é diferente da que se vê quando está no governo”... bonitinho, mas ordinário!