31 de maio de 2012

Ministro Gilmar Mendes acusa Lula de ajudar 'bandidos' ao tentar minar credibilidade do STF


Um dia depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negar em uma nota oficial ter feito pressão sobre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) para adiar o mensalão, o ministro Gilmar Mendes acusou o petista de irradiador da "central de divulgação" de boatos montada para minar o STF e abafar o julgamento dos mensaleiros. (Fotomontagem: ..HUGO-LULA-CHÁVEZ.. Indignado com o que afirma ser uma sórdida ação orquestrada para enfraquecer o Supremo, levar o tribunal para a vala comum, fragilizar a instituição e estabelecer a nulidade da Corte, o ministro Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira, em entrevista no seu gabinete no início da noite, que o Brasil não é a Venezuela de Chávez, onde o mandatário, quando contrariado, mandou até prender juiz. Gilmar acredita que por trás dessa estratégia está a tentativa de empurrar o julgamento do mensalão para pegar o STF num momento de transição, com três juízes mais jovens, recém-nomeados, dois dos mais experientes para sair, uma presidência em caráter tampão)

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Em 19 minutos de entrevista, Mendes afirmou que "gângsteres" e "bandidos" tentam "melar" o julgamento do mensalão. O ministro afirmou que o ex-presidente era a central de divulgação de informações, segundo ele, falsas, de que teria recebido favores do esquema comandado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

— Chantagistas, bandidos, desrespeitosos.

Foi o que repetiu o ministro, com o tom de voz alterado, durante entrevista na tarde de terça na entrada da sessão de julgamentos da 2.ª Turma do STF. Segundo ele, o objetivo do grupo de "gângsteres" era atrapalhar o julgamento do mensalão por meio da divulgação de informações mentirosas de que a Corte estaria envolvida em corrupção.

O ministro afirmou que os "bandidos" também tentaram fazer isso com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que é o responsável pela acusação contra os réus do mensalão. Segundo ele, Lula seria a central das informações.

— Eu acho que ele está sobreonerado com isso. Quer dizer, estão exigindo dele uma tarefa de Sísifo.

Mendes disse que o STF tem de julgar agora o processo aberto em 2007 contra suspeitos de envolvimento no principal escândalo de corrupção do governo Lula.

— Por que eu defendo o julgamento (em breve)? Porque nós vamos ficar desmoralizados se não o fizermos. Vão sair dois experientes juízes (Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso terão de se aposentar no segundo semestre), virão dois novos, contaminados por uma onda de suspicácia. Por isso que o Supremo tem de julgar neste semestre, tem de julgar logo. E por isso essa pressão para que o tribunal não julgue.

Indagado sobre o fato de o ex-ministro Nelson Jobim não ter confirmado a suposta tentativa de Lula de intimidá-lo, respondeu:

— Se eu fosse Juruna eu gravava a conversa, né? Ficaria interessantíssimo. Estou dizendo a vocês o que ocorreu. Posso ter uma interpretação errada, é um relato de uma conversa de quase duas horas. Mas os senhores sabem de uma coisa: eu não tenho a tradição de mentir. Eu posso até interpretar os fatos, mas os senhores não me viram me desmentindo ao longo da minha carreira.

Outro lado 
Em nota, Lula confirma o encontro, mas diz que o teor da conversa publicado pela Veja é mentiroso: 

— Meu sentimento é de indignação. 

Lula afirma que, nos oito anos em que foi presidente, jamais interferiu nas decisões do Supremo ou da Procuradoria Geral da República. 

— O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja. R7

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29 de maio de 2012

Dorjival Silva é contratado para reforçar ainda mais a nova programa da Rádio Pioneira

O professor e jornalista Dorjival Silva estreia neste domingo, dia 3, um novo programa de rádio em Tangará da Serra.

A partir das 5 horas, sob sua produção e apresentação, estará no ar o "Forrozão da Pioneira", uma das novas atrações da Rádio Pioneira.

No programa, serão tocadas músicas do repertório nordestino, do forró chamado pé de serra aos executados pelas bandas da atualidade.

Com 3 horas de duração, o "Forrozão da Pioneira" também será recheado de boas informações jornalísticas, causos, poesias e entrevistas com personalidades nordestinas que fazem sucesso na cidade e nessa região de Mato Grosso.

O apresentador do programa diz que as expectativas de audiência são as melhores possíveis. "A cidade tem mais de 25 mil nordestinos, organizados através de um Centro de Tradições - O CTN Gonzagão - e se levássemos em consideração apenas essa audiência já seria gratificante", comentou.

É interessante ressaltar que não são apenas as pessoas de origem nordestina que apreciam a boa música forrozeira. Segundo Dorjival, o forró se popularizou tanto nos últimos anos que dificilmente se encontraria uma pessoa que não gosta de dançar e ouvir esse gênero musical.

ESTREIA - Neste domingo, o programa tem como convidado especial para a estreia o empresário e engenheiro agrônomo Neto Maia, natural da Paraíba. 

 

Cachoeira arrumou jatinho para Demóstenes e "Gilmar"

Por Najla Passos e Vinicius Mansur
Escutas telefônicas interceptadas pela Polícia Federal (PF), com autorização da Justiça, durante a Operação Monte Carlo, questionam se o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, “pegou carona” em um jatinho fornecido pela quadrilha de Carlinhos Cachoeira, no dia 25 de abril de 2011, quando teria retornado da Alemanha ao Brasil, na companhia do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

Uma ligação interceptada pela PF no dia 18/4/2011, às 18:08 horas, mostra Carlinhos Cachoeira informando ao ex-funcionário da Delta e ex-vereador pelo PSDB, Wladimir Garcez, também preso durante a Operação Monte Carlo, que Demóstenes estava em Berlim.

Em nova ligação, no dia 23/4/2011, às 19:31 horas, Wladimir pede autorização à Cachoeira para buscar o “Professor” (um dos codinomes de Demóstenes, segundo a PF), em São Paulo, no jatinho de alguém chamado Ataíde. Diz que está ele e Gilmar. Na degravação, a PF questiona entre parênteses (“?Mendes?”). 

Mais tarde, às 20:24 horas, Wladimir liga novamente para Cachoeira dizendo que não conseguiu falar com Ataíde e que mandaria o avião de Rossini. Cachoeira pegunta qual é o avião de Rossini e Wladimir responde: um jatinho King Air.

Cachoeira: um pequeno, né?

Wladimir: é... aí eu peguei falei com ele. Ele falou não, não preocupa que eu organizo. Porque tá vindo ele e o GILMAR, né? Porque não vai achar vôo, sabe?

Cachoeira se despede falando que ligaria para Demóstenes em Berlim.

Às 20:38 horas, Cachoeira liga novamente para Wladimir. Tratam de outros assuntos. Depois, voltam a discutir a “carona”. Wladimir diz que Demóstenes chegará às seis da manhã do dia 25/4 e que deixará tudo organizado para o piloto ir buscá-lo.

No dia 25/4, às 12:10 horas, Wladimir diz à Cachoeira que o senador já chegou.

Gilmar Mendes foi à Europa participar de um congresso internacional em homenagem ao jurista italiano Antônio D’Atena, promovido pelo Fundação Peter Häberle e pela Universidade de Granada, da Espanha. O congresso foi aberto no dia 13/4/2011, mas a participação de Mendes se deu na manhã do dia seguinte, com a palestra “A integração na América Latina, a partir do exemplo do Mercosul”.

Não há registro públicos do que Mendes teria feito no restante do tempo em que permaneceu fora do Brasil. À revista Veja, ele teria dito que se encontrou com Demóstenes em Berlim, na Alemanha. Ainda segundo a Veja, o ministro teria uma filha residente em Berlim e, por isso, frequentaria a cidade com regularidade.

Não há registros públicos de quais atividades Demóstenes teria ido desenvolver na Europa, mas levantamento feito por Carta Maior demonstra que ele não participou das votações realizadas no plenário do Senado entre 13 e 25/4/2011.

Em nota oficial, Lula manifesta indignação
A assessoria de imprensa do Instituto Lula divulgou nota oficial onde o ex-presidente manifesta indignação com o teor da matéria publicada pela revista Veja. A nota afirma:

Sobre a reportagem da revista Veja publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF, Gilmar Mendes, sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:

1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. “Meu sentimento é de indignação”, disse o ex-presidente, sobre a reportagem.

2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria Geral da República em relação a ação penal do chamado Mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.

3. “O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja”, afirmou Lula.

4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.

25 de maio de 2012

Aprovada lei favorável a “contas sujas”

FERNANDO DUARTE
Da Editoria

Deputados federais aprovaram, em caráter de urgência, um projeto de lei que permite a políticos com contas reprovadas, os chamados “contas sujas”, disputarem eleições. O projeto, que vai de encontro a parte da Lei da Ficha Limpa, já está em análise no Senado. 

De acordo com o coordenador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral em Mato Grosso (MCCE/MT), Antônio Cavalcante, o “Ceará”, a aprovação é um forte golpe na sociedade, que foi obrigada a passar por vários procedimentos (colher assinatura, aprovação em comissões, votação em Plenário, etc.) para a lei ser aprovada. “Esse absurdo vai contra os anseios da população”. 

Apesar de a votação ter acontecido na noite de terça-feira (22), poucos veículos de comunicação noticiaram o fato. “O aprovação foi na calada da noite”, disse Ceará. 

O projeto aprovado altera a Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997, que estabelece normas para as eleições. O projeto do deputado Roberto Balestra (PP/GO) acrescenta um terceiro inciso ao parágrafo oitavo do Artigo 11º da lei de 1997. 

“Para fins de expedição da certidão de que trata o parágrafo 7º, considerar-se-ão quites aqueles que apresentarem à Justiça Eleitoral a prestação de contas de campanha eleitoral nos termos desta lei, ainda que as ‘contas sejam desaprovadas’”, destaca o novo inciso na lei. 

Em sua justificativa, o deputado destaca que a “rejeição de prestação de contas [é uma] decisão à qual a Justiça Eleitoral sempre emprestou caráter puramente administrativo”. 

“[...] a restrição de direitos a partir da simples rejeição de contas mostra-se irrazoável, porque não [está] apoiada nos critérios constitucionalmente definidos para o estabelecimento de restrições ao exercício dos direitos políticos”, reforça o parlamentar, em outra parte da justificativa. 

O MCCE nacional divulgou uma nota de repúdio à aprovação do projeto de lei. “O Projeto de Lei nº 3839/2012 atenta contra tudo o que deseja a sociedade brasileira, que se encontra mobilizada em favor dos valores da ética e da moral, que devem presidir as declarações do Parlamento”. 

A Lei da Ficha Limpa foi criada com base em uma mobilização da sociedade, principalmente pelas redes sociais. Ela garante que políticos condenados por órgãos colegiados não tenham a oportunidade de se candidatar novamente. 

Imitando o chefe, auxiliares vão à "CPI do Ca[la]choeira" inutilmente



O ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e o sargento da Polícia MIlitar do Distrito Federal Jairo Martins de Souza, apontados como auxiliares do bicheiro Carlinhos Cachoeira, se recusaram a falar à CPI e foram dispensados pelo presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB). (Foto: ..A MÚMIA.. Ca[la]choeira está provando que tem bons companheiros)

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De acordo com a PF, Dadá e Jairo atuavam para favorecer o esquema de arapongagem de Cachoeira. Dadá também é citado por ajudar o bicheiro em contatos com órgãos federais.

Nos depoimentos da comissão, os depoentes têm o direito de permanecer em silêncio, como fez o contraventor Carlinhos Cachoeira, em depoimento na última terça.


A sessão da CPI começou por volta das 10h30 com o depoimento do ex-vereador Wladimir Garcez, que leu um documento no qual negou influência no governo de Goiás e depois for interrogado por parlamentares por cerca de uma hora e meia.

Depois, por volta de 12h15, Dadá foi chamado à sala da comissão e dispensado minutos depois após afirmar que não daria esclarecimentos. A sessão chegou a ser suspensa e retomada logo em seguida para o depoimento de Jairo de Souza, que foi dipensado também. Os parlamentares começaram então a discutir se transformam a sessão em reunião administrativa para votação de requerimentos.

Antes do depoimento, o advogado Leonardo Gagno, que representa Dadá e Jairo, já havia afirmado que ambos permaneceriam calados. Diante do anúncio feito pelo advogado, antes de Dadá começar a falar, os parlamentares concordaram em suspender os depoimentos caso os dois se recusassem a responder.

Antes de Dadá, prestou depoimento à comissão o ex-vereador de Goiânia (GO) pelo PSDB Wladimir Garcez, tido como um dos principais auxiliares do contraventor. Ele negou durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que "integre qualquer organização criminosa".

À CPI, Garcez leu um depoimento e afirmou que foi contratado pela empresa Delta Construções para assessorar o ex-diretor da empresa no Centro Oeste Cláudio Abreu - que foi preso no mês passado - e negou qualquer influência no governo de Goiás. Após a leitura do texto, Wladimir Garcez se recusou a responder às demais perguntas dos parlamentares.


Garcez foi o primeiro depoente a falar para os parlamentares que integram a comissão, criada para apurar as ligações do bicheiro com agentes públicos e privados. Na terça, o bicheiro Carlinhos Cachoeira ficou calado durante seu depoimento. (Foto: Dadá)

Segundo o ex-vereador, sua missão como contratado da Delta era assessorar Cláudio Abreu, e que pelo trabalho “ganhava R$ 20 mil”. “Nunca participei de qualquer processo licitatório”, afirmou. Ele também disse que auxiliou Cachoeira em uma empresa do contraventor.

Durante a sessão, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) acusou o relator da CPI de ter direcionado as perguntas feitas a Garcez, não respondidas, para prejudicar o governador de Goiás, Marconi Perillo.

Segundo Sampaio, Odair Cunha agiu como representante do governo federal ao fazer predominantemente indagações sobre a relação de Garcez e do bicheiro com Perillo.

“Está muito claro o direcionamento que está havendo aqui hoje. Eu podia pedir a palavra e fazer 30 perguntas sobre o envolvimento do governador Agnelo Queiroz”, disse Claudio Sampaio. “Não passe a imagem à opinião pública de que está fazendo um papel de governo. Vossa Excelência é um magistrado”, complementou o tucano, dizendo que todos os integrantes da CPI devem se comportar com isenção, como juízes.

O relator rebateu: "Fiz as perguntas que achei pertinentes. Se ele [Garcez] pertence aos quadros do PSDB não é minha responsabilidade." G1 

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