5 de janeiro de 2012

Suplentes temem não retornar à Câmara Federal

Passada a aprovação do Orçamento Geral da União (OGU) para 2012 e a virada ano, os suplentes de deputado federal Roberto Dorner (PSD) e Neri Geller (PP) ainda não têm previsão de quando e nem se retornarão à Câmara Federal, onde legislaram praticamente durante todo o exercício de 2011 nas vagas de Pedro Henry (PP) e Eliene Lima (PSD), à época licenciados para assumir as secretarias de Estado de Saúde e de Ciência e Tecnologia, respectivamente.

Embora Henry já esteja de volta a Cuiabá desde a última semana de dezembro e até já responda novamente como secretário – apesar de ainda não ter sido reconduzido ao cargo oficialmente -, Dorner diz não ter sido informado sobre se poderá ou não reassumir a vaga no Congresso.

À frente de Geller na lista de suplência, o social-democrata chega a cogitar a possibilidade de Henry sequer retornar ao staff. “Respondendo como secretário, ele sempre esteve. O trabalho dele era três dias em Brasília e os outros três em Cuiabá. Como é um cara trabalhador, até agora ninguém reclamou da situação”, afirma.

Entre as referências que o suplente faz da atuação “extraoficial” de Henry como secretário está a estadualização do Hospital de Alta Floresta, realizada na última segunda-feira (2). Embora o secretário de Estado de Saúde, Vander Fernandes, ex-adjunto, estivesse na solenidade, Henry posou de titular o tempo todo.

Geller, por sua vez, garante não estar preocupado com a situação. Aparentemente o progressista está conformado, porque depende do retorno não apenas de Henry, mas também de Eliene. Além disso, ele diz ter conseguido dar continuidade a propostas e empenhos mesmo depois que os titulares reassumiram os cargos. “Estou tranquilo e não tenho feito pressão quanto a isso. Sinceramente, não sei se o Eliene vai ou não ficar na Câmara”, sustenta.

Ao contrário de Henry, que afirma estar aguardando apenas o retorno do governador Silval Barbosa (PMDB) das férias para reassumir a pasta, Eliene já pondera a possibilidade de permanecer na Câmara Federal. Ele argumenta ter recebido um convite para atuar numa comissão que debaterá as questões relacionadas à infraestrutura do país. A decisão deve ser tomada em conjunto com as lideranças partidárias.

Além disso, Eliene pode estar entre os barrados no staff pela Lei da Ficha Limpa. Ele foi cassado em 2010 sob acusação de compra de votos, mas ainda tem a seu favor um recurso tramitando no TRE. Diário de Cuiabá

RESTRIÇÃO

Desde o dia 1º de janeiro, a lei eleitoral já restringe programas sociais e publicidade institucional em ano de eleição municipal. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a administração pública está proibida de realizar a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios aos cidadãos, exceto em casos de calamidade pública ou de estado de emergência.

Pai que matou bebê com canivete está preso em Campo Novo do Parecis

Pai matou o próprio filho com 10 golpes de canivete
(Foto: Reprodução /TVCA)

O homem suspeito de matar o próprio filho de um ano e 2 meses com 10 golpes de canivete foi transferido nesta terça-feira (3) da delegacia de Tangará da Serra para a Cadeia Pública de Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá.

O diretor da cadeia pública, Agno Sérgio Silva Ramos, afirmou em entrevista ao G1 que o suspeito está preso em uma área diferenciada por conta da revolta dos outros presos da unidade. “Ele está em uma cela que não tem convívio com as outras alas da unidade porque os presos ficaram revoltados com a atitude dele”, contou.

Ramos contou que não houve nenhuma ameaça por parte dos presos contra o suspeito, mas que por precaução, além de manter o homem isolado da maioria dos demais reeducandos, o restante dos detentos não têm acesso às notícias locais. “Como a revolta é visível, eles estão com os acessos limitados. Eles até podem assistir televisão, mas não pega a TV local”, explicou o diretor. Ainda segundo ele, não há previsão para que o suspeito possa ser liberado para o convívio com os demais detentos.

Preso em uma cela com mais cinco detentos, o homem de 29 anos fala pouco sobre assunto. “Ele não comenta nada e continua dizendo que não se lembra do ocorrido”, finalizou o diretor.

O caso
O crime aconteceu no último domingo (1º) quando o pai fez o próprio filho refém. De acordo com a Polícia Militar, o bebê foi atingido com 10 golpes de canivete desferidos pelo próprio pai.
 

Antes de assassinar o filho, o homem negociou com os policiais por cerca de quatro horas e foi preso em flagrante depois do crime. Segundo a PM, a criança foi feita refém após uma discussão entre o pai e a mãe do bebê.
Durante todo o tempo de negociação, o suspeito ficou trancado na casa, com a luz apagada. Só estavam na residência o pai e a criança, que ainda foi encontrada com vida pelos policiais. Em seguida, ela foi levada para um hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

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FONTE: G1

Deputado quer impedir divulgação de investigações sobre candidatos no período eleitoral

Um projeto de lei que pode ser votado pela Câmara dos Deputados ainda este ano impede a divulgação de investigações de crimes cometidos por candidatos no período eleitoral. O texto, proposto pelo deputado Bonifácio de Andrada do PSDB-MG, especifica que a restrição é relativa a crimes culposos - cometidos sem intenção - ocorridos nos quatro meses da campanha eleitoral.

O PL 2.301/11 determina a proibição de divulgação ou publicação de qualquer "sindicância, procedimento investigatório, inquérito ou processo, ou qualquer ocorrência de natureza penal" relativos a ilícitos cometidos por candidatos durante o período da campanha.