27 de fevereiro de 2012

A ganância e a política

Hoje, o grande problema em questão é que a maioria das pessoas que finalmente conseguem estar num plano de conhecimento especial, acabam achando que são seres superiores e por essa razão não devem se “misturar”. A grande sacada é perguntar para você mesmo, de que vale tanta sabedoria se não abrirmos o nosso poder de simplicidade para passar à frente a quem precisa?

Queremos que os milagres aconteçam só para nós, e o pior é acharmos que eles vão acontecer sem acreditarmos neles e Nele. E quando esses milagres desejados não vêem, estamos sempre com um dedo apontado para a “cara” dos outros, tentando colocar a culpa das nossas imperfeições e egoísmos nos outros.

Um rico político chegou em uma Lancha a beira do Lago do Manso, e parou próximo a um pobre pescador ribeirinho das áreas alagadas, e vendo que a cada linhada de anzol jogada nas águas, saia uma piraputanga, pintados, pacu, ou um belo dourado e ao som das maritacas e das araras, o pescador deliciava cada vez que olhava a sua volta, com os morros abraçando as águas do Lago, tudo muito lindo, águas sem agrotóxicos, sem esgoto. A pescaria rendia e de peixe em peixe, estava garantido sua subsistência.
Em seguida o político rico esbanjando luxo, perguntou com arrogância ao pescador.

Qual é o seu nome?

- Sou conhecido por aqui como Kim Pescador.
Você pesca muitos peixes de várias espécies todos os dias aqui?
- Sim.
E esse barco é seu?
- É. Disse o pescador.

O pensamento ganancioso do Político começou a funcionar.
Você quer ganhar muito dinheiro? Perguntou o Político.

Eu poderia investir em você e no seu negócio, comprando vários barcos, com isso aumentaremos a venda de peixes produzido no lago, com isso compraríamos vários caminhões frigoríficos e desenvolveríamos um grande Marketing, com isso massificaríamos a nossa marca, consolidando-a no mercado do país.

Os olhos do político cresciam cada vez mais, a medida que seu projeto mental era repassado para o Kim Pescador. Poderíamos transformar isso aqui, em uma grande companhia de pesca, podemos ficar ricos e no futuro comprar casa na praia de frente para o mar e poder passar a nossa aposentadoria tranqüila só pescando e comendo peixes.

O pescador Kim, ficou parado pensando naquelas palavras que algumas, nem conhecia, pensou e pensou e disse:
- Não preciso disso tudo não Doutor político.

- Eu já moro na praia do Lago do Manso e tenho todos dias para pescar.
Construa sua Companhia, talvez um dia o senhor possa ser feliz como eu.
A lógica da ganância diferencia de pessoa para pessoa. Para o político ganancioso acumular riquezas, colecionar mulheres, e tornar os seus negócios tão grandes até tornarem inadministráveis, ou até tornar a sua vida apenas um detalhe insignificante.

Quem é adepto da ganância, vive para trabalhar, nunca irá entender que trabalhamos para viver, as doenças mentais incuráveis estão diretamente associadas ao desprazer da vida.

Para aqueles materialistas puros, acumular não tem limite em vida, para onde será que eles pensam que vão levar tudo isso, será que no seu funeral terá inúmeros treminhões, levando para sua sepultura tudo o que acumulou?

Será que cabe lá?
Será que existem transportes espirituais?

Talvez a força do dinheiro faça com que ele vire nome de Rua. Com certeza irá deixar uma enorme briga pela sua herança ou talvez ninguém para honrar o seu nome. O seu pensamento traduz o que você é. As pessoas são exatamente o que elas pensam. Muitas vezes as pessoas são condicionadas a fazerem o que os seus hábitos lhes condicionam.

Com raríssima exceção, os políticos são adeptos de coisas tolas. Cultuam as futilidades, vaidades, arrogâncias, fazem questão de serem pretensiosos, até em seus próprios meios são intolerantes. E mede-se com os seus pares gananciosos chamados de empreendedores até o maior nível de egoísmo, e nos seus meios às vezes fazem questão de serem considerados pessoas sinistras. Ao contrário dos grandes líderes que tinham os seus pensamentos ideologicamente bem definidos, a maioria dos políticos, com ressalvas, não conseguem lograr a paz interior, pois o contato com o povo é muito precário, são calcados em interesses e sem conteúdos de sentimentos nobres e aqueles pensamentos elevados que a vida cotidiana nos oferece são desprezíveis e por agir com ganância permanentemente, o materialismo acumulativo consegue afastar dos falsos políticos o verdadeiro amor coletivo e sentimento de grupo.

Cuiabá, onde foi que você falhou?

Cuiabá, onde estão seus líderes?

Hoje temos que importar imperadores e projetistas mirabolantes para dirigir a nossa querida Cuiabá. Tenham certeza que vocês ainda vão ouvir e ver programas mirabolantes e utópicos dos candidatos com propostas para financiamento através do BNDES, no sentido de executar a instalação um aparelho de Ar Condicionado Central em Cuiabá, e por incrível que possa parecer vão até querer mudar Cuiabá daqui para as cidades próximas das deles, pois aqui é muito quente e muito longe, dirão eles.

Cuiabá, a sua fábrica de líderes deixou de funcionar. Nesta terra tivemos grandes líderes como: Totó Paes, Dom Aquino Correa, Marechal Eurico Gaspar Dutra e Marechal Candido Mariano da Silva Rondon, Silva Freire e Dante de Oliveira e outros.

No Liceu Cuiabano andavam pelos seus corredores grandes lideranças estudantis; no Colégio São Gonçalo formavam-se grandes cárteres e personalidades da juventude cuiabana; Escola Técnica Industrial era uma grande formadora de profissionais para o mercado cuiabano, e a nossa querida UFMT, lá sempre foi a indústria do conhecimento, dela saíram grandes intelectuais, doutores, mestres e autoridades, que hoje fazem parte da máquina administrativa e executiva dos três poderes, e estão nos mais altos poderes de decisão do estado, mas não estão dispostos a colocar seus nomes em embates eleitorais, por muitos fatores.

Mas deixe os políticos para lá.

O importante para nós outros, é não deletar tudo, porque às vezes ao apagar uma coisa ruim podemos apagar todas as boas que nós fizemos a vida toda. A vida passa rápido demais e perdemos muito tempo com subjetividade das coisas. Será que um dia poderemos dizer que desta vez, aprendemos um pouco a viver, ou será que teremos que voltar e repetir os mesmos erros que fizemos por séculos e séculos.

“ Ele, nos deu a ingenuidade das crianças para sermos educados; a maturidade dos adultos para desenvolvermos nossas labutas diárias e a sabedoria dos velhos para ensinar sempre; a dor abençoada para sabermos valorizar a saúde; o não que dói, para entendermos o prazer de receber um sim; a morte para entender e valorizar Vida”.
“Ninguém vive sem fé, estar com Ele, é estar em paz”.

Durante a vida recebemos vários sinais através de Email’s espirituais ou mesmo em nossa volta existem sinais em forma de exemplos de pessoas vencedoras ou mesmo das sofredoras. Os sinais estão espalhados por ai, por aqui, nas filas dos bancos, nos pontos de ônibus, nos hospitais, nas cadeias e nas escolas; são exemplos para o bem ou para o mal, você faça a sua escolha.
A vida é tão linda e simples, só temos que parar um pouco e aproveitá-la, antes do ponto final.

Nota: (Quaisquer semelhanças com pessoas ou fatos são meras coincidências).

É piada! deputados de MT querem criar conselho para diminuir acidentes de trânsito

Pelo jeito, os deputados estaduais de Mato Grosso não têm o que fazer, agora querem criar uma comissão para discutir a redução de acidentes de trânsito. Parece piada ou até mesmo deboche com a população.

Os deputados em vez de ficarem jogando conversa fiada em comissões que não dão em nada deveriam exigir mais policiais nas ruas, ou melhor, tirar alguns policiais da Assembleia que não fazem nada e colocá-los nas ruas para combater bandidos.

Vejo mais policiais na Assembleia Legislativa do que nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande.

As comissões na Assembleia são motivos de humor por parte da população, querem agora que o conselho funcione junto ao gabinete do governador e do secretário de Transportes, é mais uma ação ineficiente, tudo não passa de demagogia.

O deputado se esquece o básico em trânsito, que é fiscalização e penalização, haja vista que nos países desenvolvidos o êxito dessas operações foi graças às penalidades que atingiram o bolso dos infratores. Não é o que acontece no estado de Mato Grosso.

Talvez o deputado Wagner Ramos (PR), tenha esquecido que os pretensos candidatos a tirar uma carteira de habilitação já fazem um curso de Educação de Trânsito sobre as leis e sabem o que é permitido e o que é ilegal.

Demagogicamente o deputado quer soluções para problemas localizados. Deverá também interagir com os órgãos públicos e entidades privadas, nacionais e internacionais. Talvez o parlamentar ainda esteja em clima de carnaval.

Não existem policiais nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande, para piorar ainda mais, nos principais pontos de avenidas e ruas, locais onde há faróis, como nos cruzamentos da Avenida Miguel Sutil, Santa Rosa, Coxipó são raras algumas “almas perdidas” de policiais.


Cícero Henrique do Caldeirão POlítico

Como lidar com a adulação

“Não quero deixar de abordar uma questão que reputo de importante e um erro do qual os príncipes com dificuldade se guardam, se não são prudentes ou se não têm cuidado nas escolhas que fazem. Trata-se dos aduladores, espécie de que as cortes se encontram cheias. É que os homens comprazem-se de tal modo com as coisas que lhes dizem respeito e de um modo tão ilusório, que só muito dificilmente se precavem contra esta peste. E querendo precaver-se, corre o risco de se tornar desprezível. Porque não tendes outro modo de vos protegerdes da adulação a não ser logrando convencer os outros homens de que vos não ofendem dizendo a verdade. Todavia, quando alguém vos diz a verdade, sentis a falta da reverência.
Consequentemente, um príncipe prudente deve dispor de uma terceira via, escolhendo no seu estado homens sábios, devendo só a esses conceder livre arbítrio para lhe falarem verdade. E, apenas, sobre as coisas que lhes perguntardes, não de outras. Mas deve fazer perguntas sobre todas as coisas, ouvir as suas opiniões e, depois, decidir por si próprio, a seu modo. E com estes conselhos e com cada um dos conselheiros, portar-se de maneira que cada um deles perceba que, quanto mais livremente falar, tanto mais será pelo príncipe bem aceite. Fora disto, não dar ouvidos a ninguém, cumprindo com determinação as suas deliberações. Quem procede de maneira diferente, ou se deixa perder nas mãos dos aduladores ou está constantemente a mudar de opinião, conforme os pareceres que ouve, empobrecendo a estima que lhe é tributada”.
Nicolau Maquiavel, in O Príncipe

Estado vergonhoso

Oferecer educação para toda criança e adolescente de quatro a 17 anos é dever do Estado. Porém, como cumprir esse dever, se educação pressupõe condições mínimas de ler, escrever e interpretar – o que nem sempre é possível a todos? Para atender a essa parcela da educação a Constituição garante (a todas as pessoas com deficiência) em qualquer fase da vida, o direito à reabilitação. A questão, portanto, consiste em oferecer aos cidadãos a oportunidade da qual de fato necessitam e possam respondê-la segundo seu potencial.

Em outras palavras, é preciso dar a cada um o que é seu, de acordo com a realidade dos fatos, tendo sempre como objetivo melhorar cada vez mais a vida das pessoas. Para isso, a educação deve ser exercida nas escolas, por profissionais de ensino, enquanto a reabilitação, por profissionais da saúde, nos milhares de postos de saúde instalados em todas as cidades do Brasil. A equipe da saúde precisa contar com a participação de um pedagogo para diagnosticar a possibilidade de encaminhamento do reabilitando a uma escola.

Só nas grandes cidades instalam-se centros de reabilitação para pessoas deficientes (falta muito ainda!), porque há demanda para isso. Não se percebe que há no Brasil cerca de 5 mil cidades com menos de 50 mil habitantes, num total de 5.564 centros urbanos, sem contar a população que vive em zonas rurais. Assim, as pessoas do interior, portadoras de alguma necessidade especial, passam os dias no silêncio de suas casas, sem qualquer oportunidade, há menos que se mudem para os grandes centros – o que é lamentável.

Entre políticos não existe almoço de graça

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, fundador do PSD, vai começar a entender, a partir da semana que vem, que não existe almoço grátis na política. Nada menos que oito partidos – do DEM ao PMDB, passando por PSDB, PTB, PP, PR, PMN e PPS – pretendem entrar com ações questionando o direito de a nova legenda ter tempo de propaganda no horário gratuito em cadeia de rádio e televisão. A tática é fazer uma guerra de guerrilha. Cada um dos partidos vai questionar, separadamente, o pedido pessedista feito ao Tribunal Superior Eleitoral. A ideia é atrasar a tramitação da ação até que não dê mais tempo para o PSD fazer a sua propaganda antes do início do programa eleitoral gratuito das campanhas para prefeitos.

Os partidos que se opõem ao PSD – todos eles perderam parlamentares para a nova legenda – querem que a legenda sofra também no bolso. Vão questionar o pedido de participação que os pessedistas fizeram no Fundo Partidário. A alegação é de que a divisão deve ser feita com base nas bancadas que saíram das eleições de 2010. Como o PSD não existia, não seria possível refazer a conta com base no número de deputados que ele arregimentou. É briga boa para a Justiça Eleitoral arbitrar.

Enquanto no Congresso os ataques a Kassab e seu PSD são combinados, em São Paulo o partido continua acendendo uma vela a Deus – a candidatura de Fernando Haddad, do PT – e outra ao diabo – a possibilidade de José Serra (PSDB) entrar na briga. Nesse caso, Kassab iria de mãos dadas com o tucano, embora estrategicamente para ele e o futuro de seu PSD fosse melhor abraçar um candidato petista e ganhar as bênçãos do Palácio do Planalto. Nem que fosse para Kassab garantir um ministério ele mesmo durante os dois anos em que ficará sem a prefeitura e à espera de ser candidato ao governo de São Paulo.

Vai te ferrar deputado

Mais uma grande ideia de um político entra na pauta da Câmara dos Deputados para ser votada em caráter de urgência, como se fosse a salvação da pátria, dessa vez do deputado federal Manato do PDT-ES. Num país de clima tropical onde os dias são claros durante a maior parte do ano, o sábio deputado quer que os condutores dos veículos mantenham os faróis acesos durante o dia para dar maior segurança.

Deputado, por que o senhor não sugere uma lei que obrigue o governo a manter as rodovias em perfeito estado de conservação, com a instalação de balanças para coibir o excesso de peso dos veículos de carga, recapeamento constante, limpeza das margens das vias e sinalização adequada? Para onde vai a fortuna arrecadada com IPVA, Dpvat e taxa de licenciamento?

Concordo que o Contran deva exigir formalmente o uso de faróis acesos em períodos chuvosos ou com neblina e nos túneis em que a iluminação não esteja funcionando. Mas, daí a aceitar a proposta do deputado, seria melhor exigir um exame de vista mais rigoroso (e de graça!), pois quem não enxerga um veículo a 100 metros não deve dirigir.