15 de abril de 2012

Produtores começam a colheita da safra de abacaxi em Tangará da Serra


Os produtores de Mato Grosso iniciaram a colheita da safra do abacaxi. Em Tangará da Serra, a 242 quilômetros de Cuiabá, a qualidade dos frutos atendeu a expectativa do setor.
A produção do município, que é a maior do estado, apenas 10% do que é colhido nas lavouras fica na cidade, o restante atende a demanda de Cuiabá. O período chuvoso durante o desenvolvimento da fruta contribuiu para o cenário positivo. Com isso, o preço do produto está satisfatório na opinião dos produtores.
O produtor José Moacir, por exemplo, deve colher cerca de 16 mil frutas, sendo 11 mil unidades para atender o mercado in natura e o restante para a demanda industrial. Cada unidade de abacaxi deve ser vendida a R$ 1,25. O preço é 38% mais alto do que foi registrado no ano passado, quando cada fruta era comercializada a R$ 0,90. “Isso vai cobrir os custos e a prestação da terra”, comemora o produtor.
Em uma indústria que fabrica poupa de suco, a expectativa é colher cerca de 20 mil abacaxis pérola por hectare. Ao todo são 150 hectares de área plantada. O técnico na empresa, Carlos Távora, explica que o clima influenciou a qualidade do produto. Segundo ele, uma lavoura bem conduzida tem que oferecer, no mínimo, 60% dos frutos para mercado in natura e 40% vai para a indústria.

Corpos de dois homens mortos a tiros são encontrados na zona rural de Tangará da Serra


Os corpos de dois homens mortos a tiros foram encontrados amarrados na manhã deste sábado (14), na zona rural do município de Tangará da Serra. Segundo a Polícia Militar, os corpos estavam às margens de uma estrada de terra que dá acesso à Gleba São Jorge, a 50 km da cidade.
A suspeita da polícia é que as vítimas tenham sido espancadas e depois assassinadas a tiros. No entanto, conforme a PM, nenhuma arma de fogo foi encontrada no local do crime. A polícia acredita que os homicídios aconteceram durante a madrugada deste sábado. As vítimas ainda não foram identificadas pela polícia.
O fim de semana em Tangará da Serra tem sido marcado pela violência. De sexta-feira até a manhã de hoje, em menos de 12h, cinco pessoas foram esfaqueadas na região central da cidade. As vítimas, todos homens, foram feridas durante brigas provocadas por pessoas alcoolizadas. Das vítimas, a maioria já recebeu alta e apenas um continua internado em observação.

Goleado pelo Vasco, Serra sai da Copa do Brasil


As meninas do Serra bem que tentaram vencer as adversárias do Vasco pela oitava de final da Copa do Brasil de Futebol Feminino. Mesmo jogando em casa, no Mané Garrincha, em Tangará da Serra, o único time que representa Mato Grosso não competição não segurou o placar e perdeu por 4 a 1. Com o resultado, o Serra ficou de fora da competição, mas fez história ao ser a primeira equipe do estado a passar para a segunda fase da Copa do Brasil.

A partida
No primeiro tempo de jogo, chances a gol não faltaram nos dois lados do gramado. Tanto o Serra como o Vasco perderam vários lances. O time carioca foi quem abriu o placar. O primeiro gol saiu em uma cobrança de falta pelo lado direito. Michele chutou direto para o gol e fez. Já o segundo gol saiu dos pés de Daniele que recebeu um cruzamento pela esquerda na pequena área.

Depois de um primeiro tempo tenso e acirrado, as meninas do Vasco marcaram o terceiro, com Andréia Maicon. Quem fechou a goleada foi Bárbara, que recebeu a bola no meio campo e livre na pequena área marcou o gol gol para o time carioca.

O Serra reagiu, mas não conseguiu recuperar o placar. De uma cobrança de escanteio, Dani deu uma cabeceada e fez o único gol para o time da casa.

- Ficamos um pouco nervosas com a 'bafa' da torcida. A equipe adversária está de parabéns e é muito boa. Mas graças a Deus conseguimos segurar o resultado – disse Andreia Maicon, do Vasco.

Falta de estrutura
As meninas do Serra saíram de campo emocionadas. O time agradeceu o apoio da torcida.

 - A gente fez o que pode. Lutamos até o último minuto, mas não deu – refletiu a lateral-esquerdo Mayara.

Já a meio campo Branca ressaltou a disparidade entre a estrutura do time local e do carioca. Segundo ela, isso influiu no resultado.

- A estrutura delas é melhor que a nossa. Elas não trabalham e ganham para jogar. Aqui, nós estudamos, trabalhamos em outros locais. Tem meninas que não ganham nem chuteiras, mas estão aqui treinando e defendendo a camisa do Serra – finalizou.