21 de abril de 2012

Secretaria apura se fuga de presos de unidade prisional em Tangará da Serra foi facilitada


A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso (Sejudh-MT) abriu nesta sexta-feira (20) processo administrativo disciplinar para apurar se houve facilitação da fuga de oito presos do Centro de Detenção Provisória de Tangará da Serra. Os detentos fugiram na madrugada de ontem após serrarem as grades de duas celas.

Segundo a Polícia Militar, os presos pularam o muro do centro de detenção usando uma corda feita com lençol, que é conhecida como ''Maria Tereza''. A assessoria da Sejudh informou que os agentes prisionais não conseguiram impedir a fuga dos presos. A Sejudh disse também que já encaminhou à unidade prisional uma equipe para a formação de uma Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar (CPPAD).

Policiais civis e militares estão fazendo rondas na região para tentar localizar detentos. O centro de detenção foi inaugurado em 2009 e abriga atualmente cerca de 225 presos, atendendo também à demanda de seis municípios da região.

Deputado dado como certo em secretaria da Copa 2014 de Mato Grosso é descartado após ser citado pela revista Época como defensor de interesses escusos de empreiteira


Não foi por acaso que o governador Silval Barbosa (PMDB) decidiu não nomear, no dia (19.04), o deputado federal Wellington Fagundes, do PR para comandar a Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Pantanal).

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Nos bastidores do Palácio Paiaguás, corria a informação de que o parlamentar poderia ser citado em uma reportagem que a Revista Época, das Organizações Globo, publicaria neste final de semana. 

Escaldado pelo tumulto político provocado pela demissão de Eder Moraes da secretaria, e receoso de fazer uma escolha que lhe pudesse render mais problemas, Silval convocou alguns assessores e decidiu: empurraria a decisão para a semana que vem – inclusive para aguardar a edição da Época que vai chegar às bancas neste sábado.

Ao final da reunião que manteve ontem à tarde com a cúpula do PR – que indicou Wellington Fagundes para a Secopa -, Silval comunicou aos presentes que precisava de um tempo para avaliar os desdobramentos políticos relacionados à indicação. 

Na verdade, segundo fontes palacianas, esse foi o pretexto encontrado para não decidir, naquele momento, e bater o martelo. “O governador não pode nomear hoje e ter que demitir no dia seguinte. Tampouco trazer para o seu colo as atenções geradas por uma manchete da revista de circulação nacional”, disse uma fonte.

No início da noite de ontem, Silval Barbosa completou o plano e anunciou a nomeação de Maurício Guimarães, secretário-adjunto, como interino na Secopa. 



Bingo

A estratégia de Silval Barbosa revelou-se providencial. A Revista Época divulgou em seu site, à 00h14 de hoje (20), uma reportagem com Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). 

Assinada pelo repórter Murilo Ramos, a reportagem traz à tona um pouco mais sobre os bastidores das relações nada republicanas da Delta Construções e do bicheiro Carlinhos Cachoeira com os Poderes. “Fui afastado pela negociata de uma empreiteira com um contraventor”, reclamou Pagot.

Em trecho da entrevista, o ex-diretor do Dnit fala sobre a pressão que recebia de parlamentares federais em defesa da Delta. 

“Alguns parlamentares defendiam a empresa. Durante a discussão do projeto da Travessia Urbana de Ubatuba (SP), por exemplo, o deputado Valdemar Costa Neto disse pra mim que quem tinha de vencer era a Delta. Era uma obra de R$ 150 milhões”, disse.

Questionado pelo repórter sobre quem mais defendia a Delta, Pagot disse: “O deputado federal Wellington Fagundes (PR-MT) fez pressão para que o DNIT diminuísse o rigor no episódio em que se decidiu pelo desmanche dos trechos da BR-163 (Serra de São Vicente-MT) que estavam com a camada de concreto fora das especificações. Wellington cobrava celeridade na obra. Não disse, mas obviamente estava lá por interesse da Delta”.

Segundo a Época, Wellington Fagundes não respondeu os questionamentos feitos até o fechamento da reportagem. O MidiaNews também tentou entrar em contato com o parlamentar na manhã de hoje, por meio de seu telefone celular. As ligações não foram atendidas.

Em uma primeira análise, as declarações de Pagot sobre Wellington podem soar inofensivas - ou superficiais. 

Mas, em um momento político como o atual, em que escândalos envolvendo empreiteiras e políticos brotam aos montes - some-se os fatos novos que surgirão por meio da "CPI do Cachoeira", instalada recentemente pelo Congresso Nacional -, não é exagero afirmar que Fagundes pode dar adeus às suas pretensões de assumir a secretaria mais importante do governo Silval Barbosa. MidiaNews 



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