17 de agosto de 2014

Aécio cumprimenta Dilma durante velório de Campos

aecio dilma cumprimento
Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), ambos candidatos à presidência do Brasil, se cumprimentam durante o velório de Eduardo Campos, que também era candidato, mas morreu na última quarta-feira, em um acidente de avião em Santos (SP). O corpo está sendo velado na sede do governo estadual de Pernambuco, em Recife, neste domingo (17).

Espanha tem primeiro caso suspeito de ebola

Uma pessoa suspeita de ter contraído o vírus ebola foi colocada em isolamento em Alicante, na Espanha. O anúncio foi feito ontem (17) por autoridades sanitárias. É o primeiro caso suspeito da doença em território espanhol após a morte do missionário Miguel Pajares, que trabalhava na Libéria, onde contraiu o vírus. De acordo com comunicado divulgado por autoridades sanitárias, o paciente apresenta sintomas da doença, mas o quadro clínico é estável. A confirmação da presença do vírus será feita por meio de exames, que serão divulgados na próxima semana.
Em cinco meses, a epidemia de ebola declarada na África Ocidental, a mais grave desde a descoberta da doença em 1976, causou 1.145 mortos, de acordo com o último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os países mais afetados são Libéria, Serra Leoa e Nigéria. A doença é transmitida por meio do contacto direto com o sangue e fluídos corporais de pessoas ou animais infetados. Ainda não foi descoberta vacina contra a doença.

Taques diz que há "sucateamento" da máquina pública

THIAGO ANDRADE
DO DIÁRIO DE CUIABÁ
Na terceira entrevista da série com os candidatos ao governo do Estado, o senador Pedro Taques (PDT) fala sobre seus projetos para um eventual governo. 

Ele garante que sua prioridade serão as áreas de Saúde, Educação e Segurança, para as quais diz, inclusive, que fará concurso para a contratação de novos servidores. 

“A máquina pode estar inchada em determinados locais, em determinadas repartições. No entanto, no geral você vê um sucateamento da máquina no aspecto físico, no aspecto de pessoas”, disse o senador. 

Taques também falou do VLT, projeto de R$ 1,4 bilhão que ele prometeu concluir, embora acredite que o modal ainda vá precisar de suplementação orçamentária. 

Em outro trecho, avalia que a mudança que o Estado necessita requer sacrifícios. “Nós temos que entender que Mato Grosso precisa de um choque de gestão. E esse choque de gestão precisa da colaboração de todos os poderes”. 

Leia abaixo a entrevista concedida ao Diário durante essa semana.

DIÁRIO - O deputado José Riva o acusa de ter feito pressão sobre o TRE no julgamento que impugnou sua candidatura. O que tem a dizer sobre isso?

Pedro Taques -
 Absolutamente nada. Eu não quero bater boca com candidato. Quem acusa tem que provar. Ele poderia levar a prova disso para a Justiça, para que a Justiça possa decidir. Eu tenho mais o que fazer, do que bater boca com outros candidatos. O que eu tenho a fazer é falar para o cidadão que nós temos as melhores propostas, os melhores projetos para mudar Mato Grosso.

DIÁRIO - O senhor tem um prognóstico para o resultado no TSE?

Taques -
 Eu não estou preocupado com o senhor José Riva. Não estou preocupado com o jurídico. Estou preocupado com o político: fazer campanha, mostrar para o cidadão que nós temos a melhor proposta. Eu confio na Justiça do Brasil qualquer que seja o resultado.

DIÁRIO - O senhor tem um discurso muito duro sobre a corrupção no Estado. Não teme que, num eventual governo seu, a oposição seja implacável na cobrança sobre o uso do dinheiro público?

Taques -
 Eu vejo que toda oposição tem que ser crítica. Aliás, quem não gosta de oposição é quem é autoritário, quem é ditador. Eu entendo que a oposição deve existir na democracia. Eu não tenho discurso duro. Se defender a honestidade, a legalidade, for pecado, quer dizer que eu sou pecador.

DIÁRIO - Nenhum governo, até hoje, conseguiu resolver o problema da Saúde pública em Mato Grosso. Qual é o seu projeto para esse setor?

Taques -
 A saúde pública é o problema mais grave do Estado de Mato Grosso. No nosso programa de governo, o primeiro eixo é “viver bem”. O primeiro ponto do nosso programa de governo é a saúde, dividimos em dois espaços: saúde preventiva e saúde curativa. E saúde não é só ausência de doença. Saúde é qualidade de vida, é investir em saneamento básico, nos agentes comunitários de saúde, nos agentes de combate às endemias, no Programa de Saúde da Família (PSF), investir em meio ambiente, lazer e qualidade de vida. Isso é prevenção, é a chamada atenção básica ou ação primária, que é função do município. No entanto, o Estado de Mato Grosso precisa cooperar. Eu como governador, se for pela vontade de Deus e do nosso povo, eu cooperarei com os municípios para que possamos auxiliá-los na saúde preventiva, na atenção básica. Aliás, é o que a gestão atual não faz. É só você fazer um levantamento dos repasses para os municípios da coordenação de atenção básica, da atenção primária. Isso mostra que o governo estadual não vem fazendo a sua parte.

A saúde curativa, nós precisamos atender os hospitais regionais e precisamos de mais hospitais regionais. Veja que há muito tempo se faz promessa a respeito do Hospital Regional de Porto Alegre do Norte. Precisamos de um hospital em Porto Alegre do Norte. O Vale do Araguaia precisa de hospitais regionais. Tangará da Serra precisa de um hospital regional. Nós precisamos fazer com que o Hospital Metropolitano de Várzea Grande funcione efetivamente. E o meu compromisso com o Vale do [Rio] Cuiabá, com o povo cuiabano, é de fazer, construir um hospital público aqui em Cuiabá, um hospital estadual. Cuiabá é uma das únicas capitais do Brasil que não tem um hospital público de qualidade. Nós vamos construir um hospital público aqui com mais de 350 leitos.

Diferente da atual administração, nós vamos ajudar o [prefeito de Cuiabá] Mauro Mendes (PSB) a construir o Pronto Socorro e não vamos atrasar os repasses para os municípios, que vêm sendo atrasado, conforme a própria AMM diz. Nós vamos investir na saúde preventiva, como eu disse. Na curativa vamos investir nos hospitais regionais, nos consócios intermunicipais de saúde e cumprir com os repasses para a saúde do Estado de Mato Grosso.

DIÁRIO - O governo acaba de suplementar R$ 30 milhões para a Assembleia. O que achou da medida?

Taques -
 Eu vejo isso como a repetição do que foi feito em 2012. Naquele ano o governo do Estado repassou, como excesso de arrecadação, mais ou menos no mês de outubro ou setembro, R$ 72 milhões para a Assembleia Legislativa. Entre repassar para a Assembleia Legislativa, como excesso de arrecadação e resolver o problema da saúde de Cuiabá, de Rondonópolis, de Sinop, de Tangará da Serra, de Várzea Grande, eu preferia investir na saúde.

DIÁRIO - Como será sua relação com a Assembleia?

Taques - 
De total respeito. A Assembleia Legislativa é um Poder independente, tem que ser respeitada. Em cumprimento da lei, cumprimento das normas, total respeito.

DIÁRIO - O senhor pretende rever os valores de repasses para os poderes?

Taques - 
Nós precisamos discutir sim o repasse aos poderes. O chamado duodécimo é calculado levando em conta a arrecadação. Isto está constitucionalmente previsto e nós vamos cumprir a Constituição. Tendo um percentual de arrecadação e se a arrecadação diminuir ou aumentar, aumenta-se o repasse para os poderes. Isso é constitucional, tem que ser cumprido. Nós temos que entender que Mato Grosso precisa de um choque de gestão. E esse choque de gestão precisa da colaboração de todos os poderes.

DIÁRIO - A máquina pública mato-grossense está inchada?

Taques -
 Nós precisamos cortar gastos, melhorar a complexidade do sistema tributário para que possamos arrecadar mais. Agora, nós precisamos, sim, priorizar algumas áreas, e as que serão priorizadas: saúde, educação e segurança. Outros temas podem ser de políticas do setor privado. Um Estado como o nosso precisa de estradas, preservação, conservação. Mas, isso o setor privado pode auxiliar. Agora, a prioridade é resolver o problema da saúde, resolver o problema da segurança e melhorar os índices de educação do Estado.

A máquina pode estar inchada em determinados locais, em determinadas repartições. No entanto, no geral você vê um sucateamento da máquina no aspecto físico, no aspecto de pessoas. Vou dar o exemplo da Empaer: um grande número de pessoas se aposenta e o número de servidores é muito pequeno. Precisamos fazer concursos públicos para as áreas que são prioridades para o Estado de Mato Grosso.

DIÁRIO - Que avaliação o senhor faz do governo Silval?

Taques -
 Quem tem que fazer a avaliação do governo de Silval Barbosa são os eleitores no momento de votar nos candidatos que estão com ele, ou no candidato de oposição. Cabe ao eleitor fazer esta avaliação. Agora, o cidadão mato-grossense sabe que o governo não conseguiu concretizar políticas públicas. Respeito o governador Silval Barbosa, como pessoa. Não tenho nada pessoal contra o governador. No entanto, infelizmente, o seu governo não conseguiu concretizar políticas públicas, não conseguiu tirar os projetos do papel. Os compromissos feitos em 2010 não foram saldados.

DIÁRIO - O senhor pretende abrir a “caixa-preta” do governo Silval caso seja eleito?

Taques -
 Em absoluto, eu sou candidato a ser governador de Mato Grosso, não sou candidato a ser polícia e nem a promotor de Justiça. Eu já fui procurador da República, cabe às instituições funcionarem conforme determina a lei. Agora, eu não vou jogar o lixo para de baixo do tapete.

DIÁRIO - Defina o candidato Riva em poucas palavras

Taques -
 Não me cabe definir outros candidatos. Cabe ao eleitor definir.

DIÁRIO - Defina o candidato Lúdio em poucas palavras

Taques - 
Não me cabe definir outros candidatos. Eu tenho que falar das propostas que o cidadão mais precisa. Quem faz o julgamento de candidato é o eleitor.

DIÁRIO - Em entrevista ao Diário, o candidato Riva falou que o Estado gasta demais com terceirizações. O senhor tem um diagnóstico a respeito desse tema?

Taques -
 Não me cabe discutir as respostas do candidato José Riva. Nós temos que sim, saber o número de terceirizados. Mas, infelizmente o Estado é 26º [do ranking] em transparência. Essas informações nós precisamos tê-las. O governador é obrigado a revelar, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.

DIÁRIO - O senhor está informado sobre os recursos para a obra do VLT, que já vai completar um ano de atraso? O dinheiro será suficiente?

Taques -
 Existem estudos que revelam que o VLT não vai ficar pronto com R$ 1,477 bilhão, vai precisar de mais aporte de recursos. Nós terminaremos todas as obras, inclusive o VLT. Mas, vamos saber quanto se gastou, onde se gastou e se houve de alguma forma, desvio de recursos públicos. Esse é um direito do cidadão e um dever de todo administrador.

DIÁRIO - O Estado tem baixo desempenho em exames sobre qualidade de educação. Seu partido tem um histórico de boas iniciativas nesse setor. Quais são seus projetos para a educação?

Taques -
 Eu tenho ouvido bastante o senador Cristóvam Buarque (PDT-DF) no tocante à educação e ele tem contribuído conosco. Tem conversado para trazer a sua experiência. Mato Grosso tem o Ensino Médio, que é atribuição do Estado, com a maior evasão e maior reprovação do Centro-Oeste. São números que não dizem tudo. Mato Grosso tem hoje mais 260 mil analfabetos acima de 15 anos. Nós precisamos fazer com que a escola seja atrativa, do ponto de vista não só da valorização do professor, não só da efetivação dos professores contratados.

Eu entendo que uma boa educação se passa pelo professor e a valorização do professor não pode ser sinônimo apenas de salário, mais de que salário. Nós vamos colaborar com os municípios, no chamado Ensino Fundamental, e fazer com que o Ensino Médio possa diminuir seus índices de reprovação e evasão escolar.

Hoje, nós temos um sistema de ciclos até o nono ano. Precisamos manter o ciclo. Mas, repensar a sua metodologia. E nós temos no programa de governo a transformação na escola, não só como centro de divulgação de conhecimento. Mas, a escola como atração para pessoas que vivem em lugares mais pobres, em comunidades mais carentes.

Temos no nosso programa de governo os chamados anjos da educação. O que são esses anjos da educação? É a identificação de alunos que têm déficit de aprendizagem, que tem problemas familiares, que tenha muita falta nas aulas. Eles são identificados e serão recuperados através de um grupo de professores, assistentes sociais e psicólogos. Este programa já foi implantado em Lucas do Rio Verde e nós vamos levar para o Estado todo.

Temos ainda, a chamada poupança da educação, que você deposita um determinado valor, para que o aluno não saia da escola. Ele recebe isso no final do ciclo. Isso já foi feito em Minas Gerais e é um sucesso.

“Lúdio e Riva são criaturas do mesmo ventre político”

MÍDIA NEWS

Prefeito de Lucas do Rio Verde e coordenador da campanha de Pedro Taques (PDT) ao Governo do Estado, Otaviano Pivetta (PDT) criticou o perfil político dos adversários Lúdio Cabral (PT) e José Riva (PSD).

Para ele, ambos representam a continuidade da gestão do governador Silval Barbosa (PMDB), a qual ele considerou “desmanchada e sem liderança”.
“Quem representa a esperança de mudança é o Pedro Taques. Os outros dois são criaturas do mesmo ventre político. O senador tem o perfil que a sociedade está solicitando, as qualidades que é preciso”, afirmou.

Questionado se durante o debate político e a propaganda eleitoral gratuita, que se inicia no dia 19 de agosto, Taques apontará os defeitos dos adversários, Pivetta garantiu que não será necessário.

“A sociedade já percebeu que os dois representam a continuidade, são base de um Governo que está se desmanchando, sem liderança, com um desmando completo. A sociedade sabe que os dois são farinhas do mesmo saco, vieram da base e se sustentam com o mesmo erário”, afirmou.

Ele criticou o modo como os dois adversários se utilizariam da estrutura do poder.

“A maneira de os dois fazerem político é igual: ambos fazem campanha usando apoio do Estado: um tem Assembleia Legislativa, o outro usa o Poder Executivo. A gente já viu esse filme antes. O senador Pedro Taques não precisa nem mostrar tudo isso”, completou.

Ataques

Pivetta afirmou, no entanto, que se Taques for atacado, responderá à altura.

“Pau que bate em Chico bate em Francisco. Ele não é de levar desaforo para casa. Todo mundo que conhece Taques sabe. Fora isso, nossa campanha será propositiva. Pelos vídeos que eu vi até agora, que serão mostrados, estamos simplesmente ignorando os adversários. Nós nos dirigimos à população, não vamos fazer campanha para os adversários”, completou o prefeito.

Autoridades chegam ao velório e Dilma é vaiada


Autoridades de todo o país começaram a chegar ao velório do ex-governador Eduardo Campos, morto na última quarta-feira em acidente aéreo em Santos, no litoral de São Paulo. Campos está sendo velado ao lado de seu assessor de imprensa, Carlos Augusto Leal Filho (Percol), e do fotógrafo da campanha, Alexandre Severo, também vítimas do acidente. A presidente Dilma chegou à base aérea do Recife pouco antes das 10h, acompanhada do ex-presidente Lula, do ministro da Casa Civil Aloizio Mercadante, do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e do candidato petista ao governo do Estado de São Paulo, Alexandre Padilha. Ao se dirigir ao Palácio do Campo das Princesas, onde ocorre o velório, os petistas foram recebidos com vaias leves pelos simpatizantes que prestam as últimas homenagens a Campos. 

Também estão no Palácio o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, acompanhado dos tucanos José Serra e Aloysio Nunes. Ao chegar próximo do caixão, Lula, junto com Padilha, se dirigiu à viúva Renata Campos e se deteve longos minutos consolando-a. Já a presidente Dilma se posicionou no lado oposto do caixão, longe de Lula e Renata. Os filhos de Campos permaneceram abraçados ao lado do pai, e também próximos de Marina Silva e ao governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB-ES). Ao chegar ao Palácio, por volta de 9h50, Marina foi abordada por moradores que entravam no velório. "E agora, candidata?", questionaram. Ela respondeu que não era hora de falar nisso.
Estão ainda junto à família os tucanos Serra, Nunes e Teotônio Villela Filho, governador de Alagoas, além dos governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT-DF) e da Bahia, Jaques Wagner (PT-BA). Entre os mais emocionados, além da família de Campos, estão o prefeito de Recife, Geraldo Julio, e o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS).
A missa campal começou a ser celebrada pelo arcebispo de Recife e Olinda, Dom Fernando Saburido, por volta de 10h20, quando a família se sentou próxima ao caixão de Campos, com a viúva Renata aferrada ao seu bebê caçula de sete meses, Miguel. Durante a missa, o ex-presidente Lula sentou-se ao lado da presidente Dilma. O candidato tucano ao Palácio do Planalto, Aécio Neves, chegou ao velório por volta de 10h30.
Outras autoridades que estavam presentes eram Wilson Martins (ex-governador do Piauí pelo PSB), Camilo Capiberipe (governador do AP), Luiz Fernando Pezão (candidato ao governo do Rio pelo , Eunício Oliveira (candidato ao governo do Ceará pelo PMDB), Marcio França (candidato a vice-governador de São Paulo pelo PSB), Luiz Marinho (prefeito de São Bernardo do Campo), Thomas Traumann (ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência), Humberto Costa (líder do PT no Senado) e Armando Monteiro (senador pelo PTB e candidato ao governo de Pernambuco).
Vaias — O presidente do PPS, deputado Roberto Freire, disse que as vaias à presidente Dilma no velório de Eduardo Campos refletem a indignação da população. "O povo está indignado. Pediram até para tirar a coroa de flores (enviada por Dilma)", afirmou. Freire prevê o crescimento do movimento antigoverno nos próximos dias. "Ele era um crítico ao governo mais contundente que Aécio Neves. E isso vai ficar. As pessoas não o conheciam e querem saber agora o que o Eduardo pensava", comentou.
O irmão de Eduardo Campos, Antônio Campos, agradeceu há pouco ao povo brasileiro pela solidariedade em nome de toda a família. "A dor é grande, a família está unida e gostaríamos de agradecer", disse. Ele ainda acrescentou que toda a família participa da luta política no Nordeste. "Uma luta muito antiga que continua pela morte de Eduardo e vai continuar através de outros candidatos por um Brasil mais democrático e mais justo. Era isso que Eduardo sonhava e foi por isso que ele lutou até os últimos minutos."
(Com reportagem de Bela Megale, Kalleo Coura e Talita Fernandes)

Enterro de Eduardo Campos deve ocorrer às 17h de domingo (17)

eduardo campos morte
Recife (PE) já prepara as despedidas ao ex-governador Eduardo Campos neste final de semana. Cerca de 100 mil pessoas são esperadas para o cortejo e enterro do político. A previsão é que os corpos de Campos e seus três assessores mortos no acidente aéreo cheguem ao Recife (PE) entre 20h e 22h.
Cortejo fúnebre 
Da Base Aérea, o caixão com o corpo do ex-governador seguirá, em carro aberto do Corpo de Bombeiros, até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo do estado. O desfile seguirá por toda Avenida Mascarenhas de Moraes, passando pelo Largo da Paz. Entrará na Estrada dos Remédios, passando pelo bairro da Torre e chegando até a Avenida Norte finalizando no Palácio do Campo das Princesas.
Velório 
O velório dos corpos ocorrerá na parte externa do Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual. Uma estrutura já está sendo montada no local para atender ao público. Além da presidenta Dilma Rousseff, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidenciável pelo PSDB, Aécio Neves, e de Marina Silva, vice na chapa de Eduardo Campos, 12 governadores já confirmaram presença nas cerimônias.
Missa 
Está prevista para domingo, às 10h, a celebração da missa, pelo arcebispo de Recife e Olinda, dom Fernando Saburido, em frente à sede do governo de Pernambuco.
Enterro
O sepultamento está marcado para as 17h de domingo (17). Do Palácio do Campo das Princesas, os corpos seguirão em um caminhão do Corpo de Bombeiros e devem ser acompanhados a pé pela população em um cortejo até o cemitério de Santo Amaro, próximo ao centro do Recife.

Copa do Mundo puxou economia para baixo, disse ministro

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirma que o primeiro semestre deste ano não teve “um bom resultado” na economia e joga parte da responsabilidade sobre a Copa do Mundo. “[A Copa] foi um sucesso do ponto de vista de organização. Do ponto de vista da produção e do comércio, prejudicou. Tivemos muito poucos dias úteis”, diz. Guido Mantega, ministro da Fazenda, concedeu entrevista ao programa “Poder e Política”, do UOL e da Folha.

Marina: ‘Tenho compromisso com o que a perda de Eduardo nos impõe’

#Eduardo Campos anuncia sua pré-chapa presidencial com Marina Silva na vice
A ex-senadora Marina Silva desembarcou no aeroporto de Recife para acompanhar o velório e enterro de Eduardo Campos, morto na última quarta-feira em decorrência de um acidente aéreo. Ela ainda não confirmou se será mesmo a candidata do PSB à Presidência, mas seu nome é dado como certo e partido já discute quem será o vice. O anúncio oficial da chapa será realizado na quarta-feira, após reunião em Brasília com os caciques do partido.
Assim que pousou na capital pernambucana de um voo comercial, Marina declarou ter senso de responsabilidade, e afirmou que vai manter os compromissos definidos com Campos. Vice do candidato do PSB na disputa pela Presidência da República, ela evitou falar sobre seu futuro político. “Tenho senso de responsabilidade e compromisso com o que a perda de Eduardo nos impõe”, disse Marina a’O Globo.
Vice
O deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) é o nome preferido do PSB para assumir a vaga de vice na chapa de Marina Silva à Presidência da República, caso se confirme o nome da ex-senadora. Em uma reunião da cúpula do PSB, em São Paulo, na última sexta-feira, o parlamentar aparece como favorito ao posto.

Emoção marca a chegada do corpo de Campos em Recife

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Ao longo da Avenida Centenário Alberto Santos Dumont, na saída da Base Aérea do Recife, no bairro do Jordão, muita gente com bandeiras, cartazes e material de campanha de Eduardo Campos aguardou a passagem do cortejo que levou os restos mortais do ex-governador para ser velado no Palácio do Governo.
O clima é de emoção, tristeza e também revolta. Algumas pessoas expressaram indignação com o que acreditam ter sido uma sabotagem. “Tiraram ele de cena, foi covardia, maracutaia”, exclamou Sueli Batista da Silva, de 44 anos, que trabalhava em sua campanha. Ela recebe R$ 30 por dia divulgando cartazes e bandeiras, mas agora disse que trabalha “até de graça por Marina”. Inconformada, ela está convicta de que o acidente foi provocado

Eduardo Campos é velado na sede do governo de PE

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G1/PE – Teve início às 2h deste domingo (17) o velório do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, seu assessor de imprensa, Carlos Percol, e do fotógrafo da campanha, Alexandre Severo, vítimas de um acidente aéreo em Santos (SP), na última quarta-feira (13). A cerimônia acontece no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, que foi preparado para receber um público estimado em 150 mil pessoas.
O caixão de Eduardo Campos foi colocado em uma viatura do Corpo de Bombeiros; os do assessor de imprensa Carlos Percol e do fotógrafo Alexandre Severo foram para outro caminhão da corporação. O caixão com o corpo do cinegrafista Marcelo Lyra foi levado em um carro de uma funerária e seguiu para o Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Grande Recife. A família dele preferiu ter uma cerimônia reservada aos parentes e amigos.
A Praça da República, em frente ao Palácio das Princesas, recebeu homenagens para Campos e as demais vítimas desde cedo, com pessoas deixando flores e coroas na entrada do prédio e também fixando cartazes e fotos com mensagens para o ex-governador. Já durante a noite, segmentos organizados do PSB fizeram caminhada da sede do partido, no bairro do Espinheiro, Zona Norte, até o Palácio. Eles passaram pelos bairros da Boa Vista, Santo Amato e Santo Antônio. Pelos menos 300 pessoas participaram da romaria. “Vamos ficar em vigília, até o corpo [de Campos] chegar, para prestar nossa última homenagem ao nosso líder maior”, disse o presidente do segmento juventude do PSB, Israel Vasconcelos.
Enterro
Os sepultamentos de Eduardo Campos e de Percol serão no cemitério de Santo Amaro, na área central do Recife. O de Lyra será sepultado no setor 2, quadra 2, lote 34 do Morada da Paz, de acordo com um amigo da vítima. Após a missa campal no Palácio das Princesas, prevista para começar às 10h, o corpo de Alexandre Severo também será levado para o Morada da Paz, para a capela 4. O fotógrafo será cremado no local. O corpo do ex-deputado federal e assessor de Campos Pedro Almeida Valadares Neto, conhecido como Pedrinho Valadares, de 48 anos, será sepultado em Aracaju (SE).