13 de novembro de 2014

Taborelli diz que Barranco deferido pelo Judiciário seria afronta à moral

RDNews

O deputado estadual eleito, vereador por Várzea Grande Pery Taborelli (PV), afirma que o possível deferimento da candidatura de Valdir Barranco (PT) pelo Tribunal Superior Eleitoral demonstra que a legislação não é cumprida, já que o petista teve candidatura impugnada ao ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa devido reprovação das contas pelo Tribunal de Contas (TCE) e pela Câmara, à época em que exerceu o cargo de prefeito do município de Nova Bandeirantes.
Taborelli, que esteve licenciado durante o período de campanha e retornou aos trabalhos na quarta (12), acredita que a possibilidade de Barranco ocupar a vaga como deputado afronta a moral da sociedade. Mesmo assim diz que confia na Justiça. Destaca ainda que seus advogados estão trabalhando para auxiliar a provar a ilegalidade cometida pelo ex-prefeito.
Barranco teve os votos congelados durante campanha. Para reverter a pendência na Justiça ele tem esperança de que o TSE siga a mesma liga da decisão tomada a favor da candidatura do ex-prefeito de Juína Altir Peruzzo (PT), também a deputado estadual.  Peruzzo teve os votos congelados ao ser enquadrado na Ficha Limpa por também ter as contas reprovadas quando prefeito. A situação de Barranco, contudo, é um pouco mais complicada, pois ao contrário de Peruzzo, ele não teve decisão favorável em instância anterior.
Com a decisão favorável, o ex-prefeito de Juína consegue ocupar a vaga de primeiro suplente, que agora está com o vereador por Cuiabá, Alan Kardec (PT), mas também ajudar Barranco na somatória de votos. Como consequência, caso o ex-prefeito de Nova Bandeirantes  obtenha êxito na Justiça, vai assumir a vaga de Taborelli.

Campanhas chegam a pagar R$ 2 mil para contratar um cabo eleitoral

DO IG

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que durante a campanha de 2014, 20 candidatos a governos estaduais admitiram que pagaram R$ 23,4 milhões em “atividades de militância”. Os gastos declarados equivalem a 8% dos R$ 288 milhões que esses candidatos custearam na campanha de 2014. Ao todo, os candidatos admitiram que pagaram pelo serviço de 32.154 militantes em todo o Brasil.

Os dados tomam como base a prestação de contas entregues à Justiça Eleitoral pelos candidatos. O PMDB foi o partido que mais se utilizou deste serviço: quatro candidatos pemedebistas pagaram por serviços de militância. Três candidatos ao governo do PT e outros três do PSDB também declararam gastos do gênero. PSB e PSD tiveram, respectivamente, dois candidatos que custearam serviços de militância. Na lista de partidos que oficialmente pagaram por esses cabos eleitorais estão legendas como Solidariedade, PSC, PHS, PPL, PMN e o PTB.

Os custos para cada militante variam em cada lugar do país. As diárias oscilam entre R$ 30 e R$ 100, conforme o iG apurou junto a algumas coordenações de campanha. Os estados do Norte e Nordeste pagaram os menores valores, enquanto no Sul e Sudeste o custo é mais alto. Nem todo militante trabalhou durante os três meses de campanha. Existiram casos que foram recrutados apenas para eventos específicos, finais de semana ou em grandes atos políticos. Os militantes que mais lucraram nas eleições ganharam em torno de R$ 2 mil durante toda a campanha. Já os coordenadores de militantes chegaram a tirar cerca de R$ 8 mil. Em média, as campanhas gastaram R$ 729 para cada militante durante o processo eleitoral.