24 de novembro de 2014

Último foragido da Operação Lava Jato se entrega à Polícia Federal

O último foragido da sétima fase da Operação Lava Jato, Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte, se entregou hoje (24) pela manhã na carceragem da Polícia Federal, de Curitiba. Ele é suspeito de prestar serviços para o doleiro Alberto Youssef no esquema criminoso de superfaturamento de contratos da Petrobras, pagamento de propina a agentes públicos e lavagem de dinheiro.
Na sexta-feira (21), a defesa de Negromonte Filho tentou, sem sucesso, revogar o pedido de prisão temporária, por entender que a concessão de liberdade não impediria a conclusão das investigações. Os advogados dele também informaram à Justiça Federal que ele se entregaria nesta segunda-feira.
Além de Negromonte Filho, outras 24 pessoas são investigadas – a maioria ligada as maiores empreiteiras do país – na sétima fase da Operação Lava Jato. Deflagrada em março pela Polícia Federal, a operação investiga um esquema criminoso que pode ter provocado um rombo de R$ 100 bilhões aos cofres públicos.

Na internet, Dilma é alvo de abaixo-assinado

A presidente Dilma Rousseff é alvo de ao menos duas petições na internet para que reveja ações de seu governo e outra que pede o seu impeachment. Mesmo antes do anúncio oficial, nos últimos dias foi criado pedido para a suspensão da nomeação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para ministra da Agricultura, que até a noite de domingo, tinha 14,5 mil assinaturas.
O abaixo-assinado eletrônico, realizado no site da Avaaz— rede mundial de ativismo virtual— foi organizado pelo Movimento Brasil pelas Florestas. O grupo repudia a escolha e argumenta na petição que Kátia representa os interesses das multinacionais do agronegócio.
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Ex-modelo de MT vive na Cracolândia


A Revista Veja São Paulo desta semana trouxe em sua capa a história de uma modelo mato-grossense que há 2 anos dorme nas ruas que compõem a Cracolândia, na região central de São Paulo. A matéria, assinada pela jornalista Adriana Farias, com fotos de Mário Rodrigues, relata o drama de Loemy, 24, que morava no interior de Mato Grosso e, a exemplo de tantas outras meninas, foi tentar a sorte como modelo em São Paulo.
Filha caçula de um garimpeiro e de uma empregada doméstica, a ex-modelo cresceu sem a presença do pai, que abandonou sua mãe quando ela tinha apenas 6 meses. Durante a adolescência, Loemy fez diversos trabalhos como modelo em Mato Grosso e os belos traços, aliados ao 1,79m de altura, faziam com que muitas pessoas a encorajassem a seguir para São Paulo.
Com R$ 3 mil, Loemy desembarcou na cidade em janeiro de 2012 e foi morar com outras modelos em um apartamento no Itaim Bibi, bairro nobre de São Paulo. De acordo com a reportagem, a falta de foco e disciplina, aliado ao uso de bebidas alcoólicas e cigarro, fizeram com que ela não conseguisse emprego em nenhuma agência. “Quando me mudei para São Paulo e descobri que existia um lugar como a Cracolândia, fiquei horrorizada com aquelas pessoas na rua. Hoje, eu é que estou nessa situação”, afirmou Loemy à repórter.
Sem condições de arcar com os R$ 500 mensais, necessários para o pagamento do aluguel, se mudou 8 meses depois para morar de favor na casa de um amigo, no bairro do Bom Retiro, próximo à região da Cracolândia. Um mês depois, em setembro, ao sair para tentar comprar maconha, foi assaltada. Os criminosos levaram R$ 800 e 2 celulares e neste dia, pela primeira vez, ela usou crack.
A partir daí, seguiu ‘ladeira abaixo’ e logo passou a morar na rua. Hoje caminha com o ‘fluxo’, nome dado à aglomeração de usuários na região central. Para consumir as 5 pedras diárias, a um custo de R$ 10, muitas vezes se prostitui. Conforme contou à reportagem, já tentou largar o vício e chegou a retornar a Mato Grosso, mas foi jurada de morte por um traficante e voltou às ruas de São Paulo.

TCU aponta sobrepreço de R$ 1,1 bilhão em 20 obras do ‘clube’ de empreiteiras

dinheiro_sacosAs empreiteiras suspeitas de integrar o esquema de corrupção na Petrobrás ganharam de outros órgãos e empresas federais obras com valores que podem ter sido inflados em ao menos R$ 1,1 bilhão, segundo relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) analisados pelo Estado. De acordo com auditorias abertas a partir de 2003, o chamado “clube vip” de empreiteiros teve contratos superfaturados em 20 grandes empreendimentos, como a construção de ferrovias, rodovias, aeroportos e canais da Transposição do Rio São Francisco.
Segundo o Estadão, as auditorias e relatórios técnicos ainda não chegaram a render conclusões do TCU. Isso porque, na maioria dos casos, as empreiteiras contestam, por meio de recursos, os critérios usados pelo tribunal. De acordo com os técnicos do TCU, tanto na Petrobrás quanto em obras de outras áreas do governo, o sobrepreço em planilhas de materiais e serviços é a principal fonte de prejuízos nos empreendimentos tocados pelas construtoras, que tiveram parte de executivos presa na sétima fase da Operação Lava Jato, batizada de Juízo Final e deflagrada no dia 14. Na estatal petrolífera, o “clube” dos empreiteiros obteve contratos de R$ 59 bilhões. Segundo o TCU, as irregularidades detectadas em empreendimentos da Petrobrás somam R$ 3 bilhões.

CPMI da Petrobras cobra acesso à delação premiada de ex-diretor

Parlamentares de oposição e integrantes da CPMI da Petrobras reforçaram ontem a necessidade de aprofundamento das investigações sobre o envolvimento de políticos com o esquema de corrupção na Petrobras desvendado pela Operação Lava-Jato. O coro foi intensificado pela denúncia de que o líder da bancada do PT no Senado, Humberto Costa (PE), teria recebido propina de R$ 1 milhão do esquema para sua campanha eleitoral, em 2010. A informação teria sido revelada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, como parte do acordo de delação premiada firmado por ele com o Ministério Público Federal e a PF. Em nota, Costa negou o recebimento do dinheiro e pôs à disposição seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. Segundo a denúncia, o dinheiro teria saído da cota de 1% do PP no esquema.
“Ele (Humberto) é o coordenador da bancada governista na CPMI”, disse o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que integra a Comissão. Ele classificou a denúncia de Paulo Roberto Costa como “dura” e “forte”. “Daqui a 10 dias (na próxima terça, 2 de dezembro), Paulo Roberto Costa vai ter de confirmar e detalhar essa informação no depoimento dele à CPMI. E depois as investigações vão ter de mostrar que têm procedência o que ele está dizendo. Se não tiver, a pena dele vai ser aumentada”, disse Delgado. “Essas denúncias têm de ser apuradas, não só em relação a ele, mas a todos os outros citados na delação premiada. E então o Congresso precisa encaminhar para os órgãos competentes”, completou o mineiro. A denúncia foi publicada na edição de domingo do jornal O Estado de São Paulo.

Último foragido da Lava Jata deve se entregar hoje à PF

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Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades, vai se entregar à Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, nesta segunda-feira, levado por sua advogada Joyce Roysen. Ele é considerado foragido pela Justiça do Paraná há quinze dias, quando teve a prisão temporária decretada pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal do Paraná, como suspeito de integrar o grupo criminoso investigado pela operação Lava-Jato, que desviou pelo menos R$ 10 bilhões da Petrobrás, em licitações fraudadas e obras superfaturadas, com a participação das 13 grandes empreiteiras brasileiras.
Negromonte é acusado de transportar “malas e sacolas” contendo grande quantidade de dinheiro, “em espécie”, do escritório do doleiro Alberto Youssef, a políticos e empresários que participavam do esquema de corrupção em torno da Lava-Jato. Em nenhum momento se fala no envolvimento de seu irmão no esquema.

Seu Lunga é sepultado com a presença de pelo menos 4 mil em Juazeiro

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Milhares de pessoas deram o último adeus ao homem que se tornou um dos personagens mais populares do Brasil, principalmente da terra onde viveu a maior parte da sua vida, emJuazeiro do Norte. Joaquim Santos Rodrigues, ‘Seu Lunga’, como ficou conhecido nacionalmente, foi sepultado no final da tarde deste domingo (23), no cemitério do Socorro, em Juazeiro do Norte, sob os aplausos de uma multidão de cerca de 4 mil pessoas. Ele morreu aos 87 anos, vítima de uma parada cardíaca. Há mais de um ano, chegou a fazer uma cirurgia do esôfago e havia suspeita de um câncer, não confirmado pela família. Na última quarta-feira ele foi levado ao Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha, onde faleceu no sábado, por volta das 9h30.
Antes de ser sepultado, foi celebrada uma missa às 15 horas no Centro de Velório Anjo da Guarda, onde foram prestadas as primeiras homenagens ao comerciante, dono de uma sucata que se tornou atrativo para turistas e admiradores do Seu Lunga, que queriam conhecer o personagem das histórias do homem pouco tolerante às pessoas que não sabiam perguntar. O estabelecimento funcionava na rua Santa Luzia, 588, no Centro da cidade, que até bem pouco tempo ele fazia questão de ir até o local de trabalho.

Sheik dos Emirados Árabes perde dinheiro com Petrobras.

A cúpula da Petrobras desconfia de que o Sheik de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, Mohammed bin Zayed bin Sultan Al Nahyan, está por trás da ação de investigação contra a estatal na Justiça dos Estados Unidos.
A diretoria da petroleira descobriu que uma das advogadas que toca a ação é norte-americana Theresa Farah, especialista em transações internacionais que representa o árabe em seus negócios americanos.
O príncipe comprou ações ADRs nível 2 da Petrobras na Bolsa de Nova York há alguns anos. ADRs são Recibos de Depósitos Americanos. É a forma em que a ação da estatal é negociada na Bolsa NY, via instituições financeiras de corretagem. Há muito bilionário investidor revoltado com a petroleira.
Com o caso de polícia na estatal, a queda no valor de mercado da empresa e das ações, Al Nahyan já teria perdido US$ 1 bilhão, segundo informações de bastidores.
Em suma, o caso deixa a Petrobras em polvorosa: o homem da 'terra do petróleo' caiu no conto da estatal brasileira.
AQUI E LÁ
A situação é delicada para a petroleira porque pode abrir precedente: se comprovada a ligação da corrupção com a queda das ações, espera-se enxurrada de processos de indenização.
Embora empresa estatal e de controle brasileiro, vale lembrar que a Petrobras tem capital aberto e milhares de investidores estrangeiros que perderam dinheiro.
PROSPECÇÃO JUDICIAL
Curiosamente, acontece hoje o GP de Abu Dhabi de F-1, também patrocinado pela Petrobras. Enquanto isso, o Departamento de Justiça dos EUA toca investigação: em nome dos acionistas, quer saber se houve pagamento de propinas na Petrobras, se alguém do país violou a lei anticorrupção na negociação da refinaria de Pasadena, e se isso afetou diretamente o desempenho da estatal.
O fato de a Petrobras e executivos serem novos alvos da operação Lava Jato e o adiamento do anúncio do balanço trimestral da petroleira semana passada irritaram profundamente investidores estrangeiros. Eles já teriam recebido o report trimestral da Petrobras e não gostaram nada dos números.
FOSTER FICA
A despeito de toda a encrenca, a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, fica no cargo. Ela é nome de confiança da presidente Dilma. Em tempo: há tanto investidor gringo que a estatal já pagou até 68% de seus dividendos na Bolsa de NY. Foi em 2008.

Propaganda eleitoral deve ser retirada das ruas até amanhã

tseCandidatos, partidos políticos e coligações que disputaram a eleição no segundo turno têm esta terça-feira, 25 de novembro, para retirar das ruas todas as propagandas eleitorais. É o que determina a Resolução 23.404/2014, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que em seu artigo 88 estabelece que a propaganda eleitoral deve ser removida até 30 dias após a eleição.
O mesmo dispositivo estabelece que se o bem em que a propaganda foi fixada tiver sido danificado, este deverá ser restaurado. O prazo de retirada da propaganda eleitoral para quem concorreu no primeiro turno terminou no dia 4 de novembro. De acordo com resolução do TSE, o descumprimento dessas regras sujeita os responsáveis às consequências previstas na legislação comum aplicável. A abrangência da regra permite a aplicação de legislações comuns variadas, como as leis de posturas municipais – conjunto de normas que regula a utilização do espaço e o bem-estar público do município – bem como normas ambientais e de direito administrativo.

Na Petrobras, propina só em espécie, banco nunca.

A polícia já sabe que a maioria dos políticos enroscados no esquema da Lava-Jato fazia questão de receber dinheiro vivo, nada de transferências bancárias. “São raríssimas exceções os políticos que não fizeram o dever de casa e receberam em contas”, contou um dos delatores aos policiais.
A cada dia, surge um padrinho peemedebista diferente para Fernando Soares, o Fernando Baiano. Ele já foi apresentado como ligado a Renan Calheiros, a José Sarney, a Valdir Raupp e a Michel Temer. Basta ser cacique do PMDB que lá está o sujeito citado como amigo do empresário preso. O último nome a circular como ligado a Baiano é o do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Hoje, Baiano vai falar. Façam suas apostas.
(Denise Rothenburg - Correio Braziliense)