26 de abril de 2015

Necessidade de votar logo projetos do governo leva Maluf para articulação pró Pedro Taques na Assembleia

Ronaldo Pacheco
Foto: Maurício Barbant / AL-MT
Guilherme Maluf aponta para a necessidade de as leis permitirem ao Poder Executivo o ajuste fiscal
Guilherme Maluf aponta para a necessidade de as leis permitirem ao Poder Executivo o ajuste fiscal
Muito antes do que se esperava, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Maluf (PSDB), se viu obrigado a participar diretamente da articulação que permita convencer os colegas a aprovar os projetos enviados pelo governo de Mato Grosso. Maluf tem conversado com os deputados estaduais para que consolide a conscientização quanto à realidade financeira de Mato Grosso.

O próprio governador José Pedro Taques (PDT) acenou com a urgência das medidas. E são dois os principais projetos de lei complementares do Poder Executivo, que tramitam há semanas: a reforma administrativa e, também, do leilão reverso e a compensação de créditos inscritos na dívida ativa para o pagamento de contas herdadas do governador Silval Barbosa (PMDB).
 
A entrada de Maluf em cena não substitui, apenas reforça a ação do líder do governo na Assembleia, deputado Wilson Santos (PSDB). Maluf observou que pretende definir a votação das duas matérias no Colégio de Líderes, na reunião prevista para a tarde desta terça-feira (28).

O presidente da Assembleia ponderou que  Pedro Taques  entende o momento, porque já foi legislador, e sabe das preocupações dos parlamentares quanto a encontrar soluções que contribuam para o  ajuste da economia de Tesouro Estado. E, ainda, permita ao Executivo colocar em prática políticas públicas prometidas em campanha eleitoral.

 “Vamos votar e dar um voto de confiança ao governador e sua gestão por entendermos que as mensagens são fundamentais para a economia de Mato Grosso”, garantiu o presidente da Assembleia, para a reportagem do Olhar Direto.

Guilherme Maluf argumentou que tem avalizado junto aos demais parlamentares um voto de confiança em Pedro Taques, que tomou medidas de austeridade para fazer frente aos compromissos do governo de Mato Grosso. E, em contrapartida, Taques assumiu obrigações em área essenciais como estradas, saúde, educação e segurança pública.

“Nós daremos um voto de confiança ao governador Pedro Taques que tem demonstrado sua determinação em solucionar os problemas e promover políticas públicas de resultado para a sociedade”, emendou Maluf.

A Lei Complementar que trata da Reforma Administrativa prevê a extinção de 1.104 cargos comissionados e a não renovação de outros 3,7 mil contratos temporários ou terceirizados numa economia que oscila entre R$ 147 milhões até R$ 169 milhões por ano ou R$ 600 milhões ao longo deste governo.

“Essas medidas, mais a revisão dos contratos de serviços prestados ao Estado com uma média de redução entre 15% até 30% representará outros R$ 700 milhões a menos nos gastos do Executivo Estadual. É uma meta ambiciosa falar em reduzir despesas da ordem de R$ 1 bilhão”, explicou Guilherme Maluf sinalizando que o Legislativo já devolveu R$ 20 milhões para o Executivo aplicar em ações de saúde e espera poder devolver mais até o final deste ano.

Já no que diz respeito ao Leilão Reverso e à compensação de créditos inscritos em dívida ativa tem a missão não apenas de economizar, reduzindo valores devidos pelo Tesouro Estadual, mas sim, permitir que os credores do Estado tenham uma certeza, “a de que irão receber do Estado, dentro das possibilidades e da realidade de caixa do Tesouro Estadual, mas irão receber”, disse Guilherme Maluf.

Maluf disse que o governador já flexibilizou ao admitir pagamentos até R$ 150 mil e que este valor poderá ser alterado conforme for melhorando a arrecadação de impostos em relação à política de corte e contenção de gasto.

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