2 de fevereiro de 2015

Jornalistas da TV Record são agredidos por 'advogados' em Cuiabá

Uma equipe de reportagem do programa Cadeia Neles, jornalístico policial do Grupo Gazeta de Comunicação, foi agredida por 2 homens que se intitularam como advogados de 2 suspeitos presos por um assalto a um posto de combustível, em Cuiabá. De acordo com o jornalista Disney de Paula, um dos profissionais agredidos, no momento em que ele iniciou as gravações para mostrar a prisão dos acusados, os 2 advogados partiram para cima da equipe com chutes e socos.

Conforme Disney, o cinegrafista e o auxiliar também foram alvos das agressões dos ditos advogados que não foram identificados e pretendiam impedir que a equipe fizesse imagens dos suspeitos que seriam seus clientes. O fato ocorreu na madrugada deste sábado (31). O jornalista publicou um relato em seu perfil no Facebook exigindo respeito e rechaçando a postura dos agressores.

“As agressões só cessaram com a interferência da Polícia. Confesso que essa forma de fazer defesa criminal me surpreende, sem falar que fere a liberdade de imprensa. Sendo assim, pra que estudar direito, conhecer de leis, fazer a carteirinha da OAB, para depois se valer da brutalidade”, questiona o repórter em sua postagem.

Deputado Zeca Viana diz que vai denunciar nomeações do Executivo ao MPE

CAMILA RIBEIRO


O deputado estadual Zeca Viana (PDT) afirmou que irá denunciar o Governo do Estado ao Ministério Público do Estado (MPE) caso descubra indícios de que o governador Pedro Taques (PDT) tenha utilizado a estrutura do Executivo para obter votos para seu grupo, na eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

Segundo o parlamentar, eventuais nomeações no Interior do Estado, de pessoas ligadas a partidos de oposição ao Governo, seriam indícios de que Taques teria oferecido cargos em troca de votos.

"Se ele nomear qualquer cidadão do interior que esteja ligado a esses partidos (PMDB e PSD) será uma nomeação suspeita e eu vou fazer a denúncia ao Ministério Público sim" “É o que já falei, qualquer nomeação, hoje, do PMDB e do PSD serão feitas com esse entendimento. Então, se ele nomear qualquer cidadão do Interior, que esteja ligado a esses partidos, será uma nomeação suspeita e eu vou fazer a denúncia ao Ministério Público, sim”, afirmou Zeca.

Dilma pode estar entre os réus da investigação da "Operação Lava-Jato"

Em uma reportagem de página inteira publicada na quinta-feira (15), o diário econômico francês Les Echos relata que "a maior empresa brasileira foi infiltrada por uma máfia ligada ao poder político". Incapaz de apresentar seu balanço financeiro, escreve Les Echos, a Petrobras é um "transatlântico à deriva".

O diário adverte os investidores de fundos que detêm títulos da Petrobras no exterior, principalmente os chamados fundos abutres, "planam sobre a dívida colossal" da petrolífera brasileira. A maior multinacional do Brasil, que já foi o orgulho do país e tem valor de mercado estimado em US$ 100 bilhões, está desmoronando com as revelações da Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Les Echos explica o escândalo de corrupção desde o início, a partir da prisão do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que assinaram acordos de delação premiada para diminuir eventuais condenações.
O jornal conta a existência de uma comissão de 3% cobrada por Costa nos contratos com fornecedores, a fim de financiar o caixa dois dos partidos políticos no poder. Revela as tentativas de denúncia da geóloga Venina Velosa, os contratos superfaturados, a conivência das empreiteiras, enfim, tudo o que os brasileiros têm ouvido e visto nos jornais e na TV "completamente aturdidos".
A Operação Lava Jato tem semelhanças com a operação Mãos Limpas, que desmantelou as ligações da máfia com os políticos e juízes na Itália. Mas o problema, conforme destaca Les Echos, é que o Brasil está longe de tirar as mesmas lições que os italianos, no caso da Petrobras.

Inquérito nos EUA

O "drama" da Petrobras ultrapassou rapidamente as fronteiras do Brasil. As ações da petroleira estão em queda livre nos mercados internacionais e fundos abutres manobram para cobrar rentabilidade antecipada, reporta o jornal.
A Petrobras é alvo de investigação nos Estados Unidos, acumula uma dívida de US$ 135 bilhões e precisa de novos empréstimos para explorar as reservas do pré-sal, relata Les Echos. Se a empresa não publicar seu balanço do terceiro trimestre do ano passado - que auditores independentes se recusaram a corroborar pela possível maquiagem das contas -, a empresa será punida e os fundos abutres vão cobrar compensações.
Nesse mar de lama, que a presidente Dilma Rousseff afirma "vir de inimigos do exterior", destaca Les Echos, empresas francesas que fornecem para a Petrobras também podem sair prejudicadas.
O jornal encerra o texto com uma declaração do jurista Walter Maierovitch, ouvido na reportagem: "A corrupção está ganhando terreno no Brasil. Caso medidas urgentes não sejam tomadas, o Brasil corre o risco de se tornar um país dominado por ladrões."
*Tomaz Silva/ Agência Brasil ( RFI )

Ministro diz que STF está “curioso” com resultado da investigação da Lava Jato

marco aurelioO procurador-geral da República, Rodrigo Jannot, disse hoje (2) que a estratégia adotada pelo órgão para avançar em suas investigações – entre elas as relativas à Lava Jato – tem tido bons resultados e deve ser mantida. “A estratégia de seguir o caminho do dinheiro parece ser correta”, disse o procurador na cerimônia de abertura dos trabalhos do Judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro do STF, Marco Aurélio Mello também comentou as investigações do Ministério Público na Operação Lava Jato. “Eu diria que todos nós estamos curiosos para saber o que há dentro desse embrulho e queremos que o titular da ação penal realmente apresente a ação para o objeto da delação premiada se tornar público”, disse.

Edson Kokojiski fala sobre postura, contenção de gastos e relacionamento da Câmara com Executivo de Brasnorte


Por Dorjival Silva

Novo presidente da Câmara Municipal de Brasnorte, o vereador Edson Kokojiski (PP), abordou na manhã desta segunda-feira (02), em entrevista ao blog Diário de Tangará, vários assuntos pertinentes à sua gestão e a Administração municipal.

SOBRE SUA ELEIÇÃO À PRESIDÊNCIA
Segundo o vereador Edson Kokojiski, em nenhum momento teve a intenção de trair quem quer que seja. Ele disse que, dentro de seu direito democrático, aceitou o convite do grupo dos “quatro” - formado pelos edis Pedro Coelho (PT), Sargento Moraes (PR), Genival Almeida (PR) e Roberto Preto (PMDB) vendo nisso também uma oportunidade de ascensão política.

SOBRE SUA RELAÇÃO COM O PREFEITO TARCISO AGUIAR
O presidente da Câmara admitiu que houve estremecimento na relação institucional dos dois. Para o vereador, a situação se complicou um pouco por ele não ter aceitado a orientação do Poder Executivo que previa a eleição de outro parlamentar à presidência do Legislativo.

STF volta aos trabalhos com diversos processos à espera de julgamento

20121210104636_cv_stf_gdeO Supremo Tribunal Federal (STF) abre hoje (2), às 10h, o Ano Judiciário, após o período de recesso de fim de ano. Ao voltar aos trabalhos, os ministros têm pela frente diversos processos pendentes de julgamento, como as ações que tratam da desaposentação e a proibição de doação financeira de empresas para campanhas políticas.
Ainda este mês, o Supremo deverá receber da Procuradoria-Geral da República (PGR) as denúncias contra parlamentares que foram citados na Operação Lava Jato pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef.
A primeira sessão de julgamentos de 2015 está marcada para quarta-feira (4). O primeiro processo a ser julgado será a possiblidade da capitalizaçao de juros em período inferior a um ano. O resultado terá impacto em 13 mil processos que estão parados na Justiça e aguardam definição pelo STF. Também está pautado o julgamento sobre a legalidade da contratação de escritórios de advocacia sem licitação por órgãos públicos.

Justiça começa a ouvir testemunhas de ações penais da Operação Lava Jato

20150121113058_cv_Petrobrasbr1_gdeO juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, começa hoje (2) a ouvir as testemunhas de defesa e de acusação arroladas nas ações penais da sétima fase da operação, batizada pela Polícia Federal de “Juízo Final”. As audiências seguem até o dia 13 deste mês.
Entre as pessoas que vão prestar depoimento estão a ex-gerente executiva da Petrobras Venina Velosa, a ex-contadora do doleiro Alberto Youssef Meire Bomfim Poza, o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa e funcionários da empresa, além de Augusto Ribeiro e Julio Gerin, delatores do cartel de empreiteiras que está sendo investigado.
Em dezembro do no passado, segundo notícia divulgada pelo jornal Valor Econômico, Venina teria alertado a direção sobre um esquema de corrupção na empresa e, em função disso, teria sido perseguida, ameaçada de morte, transferida para um escritório da estatal em Cingapura, na Ásia, e depois afastada de suas funções.

Sapos vermelhos estão tremendo nas bases

imagesA eleição do peemedebista Eduardo Cunha (RJ) para presidente da Câmara dos Deputados sinaliza a derrota e a fragilidade do PT no Congresso Nacional, raciocina o bicho-grilo jornalista José Adalberto Ribeiro. Ele lembra episódios históricos.
“O Impeachment de Collor só aconteceu em 1992 porque o presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro, deixou rolar. Em 2005, no auge do Mensalão, o governo Lula mergulhou no fundo do poço. Choveram vários pedidos de Impeachment nas mãos de Severino Cavalcanti, que presidia a Câmara.
“Os passaralhos de Brasília sabem que Eduardo Cunha é cobra criada e não vai dar trelas ao Palácio do Planalto. Existem raios e tempestades no ar. Se pousar um pedido de Impeachment nas mãos de Eduardo, só Zeus sabe o que pode acontecer”. “Os sapos vermelhos estão tremendo nas bases”, eis a crônica do bicho-grilo postada no Menu Opinião. Os bichos estão tremendo e não é de frio.

Recriação do PL aumenta mais a base de Dilma

“Se não pode vencê-los, junte-se a eles”, seria uma bom lema para a política brasileira. A expressiva base aliada do Governo Dilma Rousseff no Congresso Nacional pode não ser muito unida ou fiel, mas não para de crescer.
Extinto em 2006 para dar origem ao Partido da República (PR), o Partido Liberal (PL) tenta retornar neste ano para reforçar as trincheiras governistas e o presidente de seu diretório nacional, Cleovan Siqueira, estima que metade dos 30 parlamentares que a legenda calcula atrair fazem parte atualmente da bancada de oposição.