10 de março de 2015

Por 4 votos a 1, STJ mantém prisão do ex-deputado Riva

Com quatro votos favoráveis e apenas um contrário, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do ex-deputado estadual José Riva (PSD).

A defesa de Riva, representada pelo advogado Rodrigo Mudrovitsch, interpôs o recurso após a ministra Maria Thereza de Asssis Moura se negar a analisar pedido de habeas corpus, no final de fevereiro.

Apesar do resultado, Mudrovitsch disse que sai do julgamento muito animado, pois, segundo ele, os ministros deram sinais de que a prisão é “desnecessária”.

FHC é contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff

fernando
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, 83 anos, afirmou nesta segunda-feira, dia 9, que um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff “não adiantaria nada”.
“Tirar a presidente da República não adianta nada. O que vai fazer depois?”, questionou o tucano durante um seminário no Instituto FHC, na capital paulista.
O tucano deu a declaração um dia depois do panelaço contra Dilma no qual manifestantes xingaram a petista e também pediram sua renúncia durante a transmissão do pronunciamento oficial da presidente na TV.
Durante o seminário, o ex-presidente realizou uma análise sobre o cenário político e econômico do País e teceu uma série de críticas ao modelo de gestão do PT na Presidência.
FHC afirmou que o modelo de presidencialismo de coalização, chamado pelo tucano como de “presidencialismo de cooptação”, está exaurido. Para o tucano, o sistema político está “totalmente espatifado”. “Um Congresso que tem 20 e poucos partidos e um governo que tem 40 e poucos ministérios é receita para não dar certo. Não pode funcionar”, afirmou ele.
“Esse modelo que eles chamou de presidencialismo de coalização está exaurido. E não é de coalização. É de cooptação. Isso se arrebentou. Não tem mais Tesouro para sustentar essa farra toda. O sistema políticos está totalmente espatifado”.

Redes sociais expõem guerra virtual entre críticos e defensores de Dilma

redes
Uma batalha envolvendo críticos e defensores do governo Dilma Rousseff (PT) movimenta as redes sociais desde a noite deste domingo (8) e é visto como um prenúncio do que irá acontecer nos próximos dias nas manifestações previstas pelo país.
Iniciada durante o pronunciamento de Dilma em rede nacional, que em regiões de algumas cidades coincidiu com um panelaço convocado pelo aplicativo WhatsApp, a guerra virtual continuava até a manhã desta segunda-feira (9).
Segundo a empresa de monitoramento Bites, os internautas comentaram mais o discurso presidencial da noite de domingo do que a lista divulgada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta (6), com a relação dos parlamentares que serão alvos de inquérito por suposta ligação com o escândalo da Petrobras.
A maior concentração de menções negativas a Dilma, segundo a Bites, foi registrada em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Goiânia.
Utilizando o hashtag #dilmadamulher, simpatizantes da presidente produziram entre 20h40 (horário do início do discurso presidencial) e 23h mais de 203 milhões de impressões (número de vezes que os posts ficaram potencialmente expostos no perfil do Twitter, que no Brasil tem 22 milhões de usuários).
Folha Press