11 de julho de 2015

Designer alemão desafia estereótipos e anões são modelos

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O designer alemão Sema Gedik não quis saber de modelos esguias, com mais de 1,80 m de altura, para desfilarem sua coleção ontem na passarela da Berlin Fashion Week, que apresenta esta semana as coleções primavera verão 2016 da moda alemão. Em vez disso, anões vestiram suas peças na passarela.
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A coleção, batizada de Auf Augenhoehe (algo como “ao nível dos olhos”, em português), foi desfilada na Impuls_03, plataforma de desfiles de graduação de alguns designers da HTW, Faculdade de Ciência Aplicadas de Berlim.
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Favela Dilma Rousseff muda de nome devido à crise econômica

Os moradores recolheram a placa que homenageava a presidente Dilma na entrada da favela
A presidente Dilma Rousseff caiu, pelo menos em uma comunidade situada em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Indignados com o preço dos alimentos, as condições precárias de vida e as informações sobre corrupção, os moradores da Favela Dilma Rousseff (é sério!) resolveram mudar o nome da localidade.
Há três semanas o local foi renomeado provisoriamente como Favela dos Abandonados. Os moradores recolheram a placa que homenageava a presidente Dilma na entrada da favela. Na manhã de sexta-feira, 10 de julho, eles cogitavam rebatizá-la de Comunidade Joaquim Barbosa, em referência ao ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com ajuste, governo reduz 36% do PAC

PAC 2O ajuste fiscal atingiu em cheio o carro-chefe do governo federal. O Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) não resistiu à tentativa do governo em fechar em contas de 2015. De acordo com levantamento do Contas Abertas, no primeiro semestre deste ano, o volume de dispêndios orçamentários com o programa caiu quase 36% em relação ao mesmo período de 2014.
Em valor constantes, atualizados pelo IPCA, de janeiro a junho, foram aplicados R$ 19,9 bilhões.
Enquanto isso, no ano passado, os valores tinham atingido R$ 31,2 bilhões. Os números absolutos,representam retração de R$ 11,2 bilhões em obras e compra de equipamentos em uma das maiores bandeiras da administração petista.

Construtoras do “Minha Casa, Minha Vida” anunciam demissão de 30% dos trabalhadores

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Construtoras que atuam no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) anunciaram que, por causa do atraso no pagamento pelo Governo Federal, 30% dos empregados serão demitidos na próxima semana. Em Mossoró, as demissão por causa do atraso já estão certas.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Mossoró (Sintracom), Francisco Neves de Brito, conta que, até a semana passada, eram homologadas, em média 80 demissões por dia. Contudo, com a promessa de pagamento, as empresas pararam de demitir os funcionários esta semana.

Concurso do Banco do Brasil edital sairá nos próximos meses

Para quem prossegue focado no concurso do Banco do Brasil, a boa notícia é que todos terão um maior prazo para prosseguir estudando. A divulgação do segundo edital para Escriturário, cargo que exige o nível médio, poderá acontecer a partir do último trimestre do ano (final de 2015), uma vez que ainda há concurso em andamento.
Segundo informou o site Concursos no Brasil, o certame contemplará regiões brasileiras que não foram incluídas no primeiro edital (parte dos estados do Amazonas e Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio Grande do Sul). O diferencial a partir de agora é a impossibilidade de ter edital exclusivamente voltado para cadastro de reserva, como antes.
A decisão é resultado de acordo judicial firmado com o Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal (MPT-DF), que havia processado o banco para garantir mais transparência nas seleções da instituição. Segundo o MPT, o cadastro de reserva poderá continuar a ser utilizado, porém, sem criar falsas expectativas nos candidatos aprovados, que terão direito assegurado, caso estejam dentro do quantitativo inicial previsto.

Reforma política aprovada pela Câmara dificulta fiscalização de doações

dinheiro (1)O Globo alerta que o texto base do projeto que regulamenta a reforma política tira poder de fiscalização da Justiça Eleitoral sobre as campanhas políticas. Na avaliação de integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o texto encurta o prazo para investigar empresas ou pessoas que tenham doado a candidatos e partidos acima do limite estabelecido em lei, o que poderia inviabilizar a apuração de irregularidades. Ainda reduz o valor das multas por descumprimento de regras de financiamento das campanhas e acaba com a possibilidade de suspender cotas do Fundo Partidário em caso de desaprovação das contas partidárias, principal sanção aplicada hoje pelo tribunal.
De acordo com o texto aprovado, que ainda poderá sofrer modificações na próxima semana, a desaprovação de contas dos partidos terá como sanção “exclusivamente” a devolução do montante considerado irregular, acrescido de multa de 20%. Em abril deste ano, o TSE julgou contas do PT de 2009 e aplicou como sanção a devolução de R$ 4,9 milhões, além da suspensão de três cotas do fundo partidário. A última cota de fundo do PT, em junho, foi de R$ 9 milhões. Pelo texto aprovado, além de acabar com a suspensão das cotas, a multa ainda poderá ser abatida do fundo partidário.
Outra preocupação de integrantes do TSE é em relação às doações acima do teto. Pelo projeto de lei aprovado na quinta-feira na Câmara, o tribunal considera que fica praticamente inviabilizada a abertura de processos contra empresas e pessoas físicas que doarem acima do limite estabelecido por lei. Hoje, o Ministério Público tem até o dia 19 de junho do ano seguinte à eleição para fazer denúncias. Pela nova regra, esse prazo seria reduzido em seis meses. Passaria a ser 19 de dezembro do ano da eleição — menos de um mês após as prestações de contas do segundo turno serem entregues.

Cerimonial de Lula pediu helicóptero de empreiteira para convidados, diz e-mail

helico-16Relatório de análise de mídia apreendida pela Operação Lava Jato na sede da construtora Camargo Corrêa destaca e-mail de um executivo que cita suposto pedido do chefe do cerimonial do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para providenciar helicóptero a um grupo de seis convidados do petista para uma visita à Usina Hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia.
Segundo o Estadão, a correspondência, de 9 de março de 2009, foi enviada às 22h53 por Antonio Carlos Portugal a outros seis executivos da Camargo Corrêa, que está sob suspeita de ter integrado cartel de empreiteiras no esquema de corrupção na Petrobras.
No início de junho, a Polícia Federal juntou aos autos da investigação laudo pericial que indica pagamento da empreiteira no valor de R$ 3 milhões para o Instituto Lula e mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, de Luiz Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 e 2013.

Reforma política e CPI da Petrobras movimentam semana na Câmara

A votação de temas da reforma política movimentou a Câmara dos Deputados nesta semana. Após ter votado em segundo turno o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pôs em votação o projeto de lei que regulamenta pontos da legislação eleitoral.
Deputados do PSB, PCdoB, PT e PSOL argumentaram que, antes de votar a legislação infraconstitucional, o plenário deveria finalizar a votação dos temas que modificam a Constituição. Ainda falta votar os destaques dos temas aprovados, em especial os supressivos, que podem excluir partes já aprovadas no primeiro turno. Os parlamentares também consideraram que houve pouco tempo para apreciar o projeto, que faz mudanças em três legislações eleitorais.

Supremo nega liminar para suspender votação da PEC da Maioridade Penal

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello negou a liminar para suspender a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos, na Câmara dos Deputados. A partir de agora, a decisão depende do plenário da Corte, que pode se reunir apenas depois do recesso do Judiciário, que termina no dia 1º de agosto.
O pedido foi feito por um grupo de mais de 100 deputados de 14 partidos – PMDB, PSB, PDT, PT, PC do B, PPS, PROS, PSOL, PSDB, PV, DEM, PR, PSC e PTC – que questionam a condução de votações polêmicas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o resultado dessa votação.
Há mais de uma semana, o plenário da Câmara rejeitou uma proposta de redução da idade mínima penal e, após acordo com líderes, no dia seguinte, outro texto semelhante foi colocado em votação com algumas alterações. Cunha defendeu que, com a rejeição do texto que foi apresentado como substitutivo, uma emenda aglutinativa – que funde textos de outras emendas ou do teor do texto de proposição principal – poderia ser apreciada.

MP do Salário Mínimo e reforma política mobilizam senadores

O líder do governo, Delcídio do Amaral, durante sessão para votação dos projetos de decretos legislativos que criam o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)O assunto que mais movimentou o Senado na última semana foi a votação da medida provisória (MP) que prorroga por mais quatro anos a política de valorização do salário mínimo. Embora seja um tema convergente entre os senadores, houve polêmica por causa da emenda da Câmara dos Deputados que estendeu aos aposentados o direito a reajuste anual atualizado pela inflação do ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) do país de dois anos antes. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.
Para o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), a aprovação da emenda foi uma irresponsabilidade. Delcídio lembrou o peso para a Previdência Social da concessão do reajuste a todos os aposentados e comparou com outras votações recentes do Senado, que representam grande impacto nas contas públicas – caso do reajuste de até 73% concedido aos servidores do Judiciário. “Estamos caminhando para a nau da insensatez, praticando irresponsabilidades uma atrás da outra”, disse o senador no plenário, durante a votação.