14 de julho de 2015

Projetos da reforma política seguem para o Plenário do Senado em regime de urgência

A Comissão da Reforma Política aprovou nesta segunda-feira (13) cinco projetos que vão agora para análise do Plenário do Senado em regime de urgência. São propostas que estabelecem regras para temas como as pesquisas eleitorais e a criação de federações de partidos.
A possibilidade de dois ou mais partidos formarem uma federação é fruto de proposta do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Se o projeto virar lei, as legendas que se unirem dessa forma terão que funcionar como uma só agremiação em eleições nacionais e na atuação parlamentar.
Além disso, os partidos estariam obrigados a permanecer na federação por pelo menos quatro anos. De acordo com Valadares, as legendas que formarem uma federação poderão, no futuro e se assim desejarem, se unir em um único partido. “Sem essa oportunidade, nunca mais vai acabar essa proliferação de partidos. Trata-se de um casamento provisório que, se der certo, pode se transformar em um partido”, explicou Valadares.

Ex-diretor afirma que empresas pagavam propina após receberem da Petrobras

20141019123713_cv_PAULOROBERTOClayton_PauloRobertoCosta-Charge-Br-Bomba_gdeO ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse hoje (13) em depoimento à Justiça Federal que as empresas que faziam parte do cartel de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato repassavam propina após receberem os pagamentos devidos pela Petrobras. Costa assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), no qual se comprometeu a dizer a verdade em troca de benefícios, como pena em regime domiciliar,
Ao responder as perguntas do juiz Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato, o ex-diretor disse que a propina era paga de acordo com o andamento das obras e conforme as empreiteiras recebiam os repasses da estatal pelos serviços concluídos. Costa discordou dos cálculos preliminares, que davam conta de que a propina era paga de acordo com o valor total do contrato.
“A Petrobras fazia a medição [do serviço] – todo mês tinha medição de serviço. A Petrobras pagava e as empresas só pagavam [propina] para os partidos e para as outras pessoas, após receber esse valor da Petrobras. A regra geral era só pagar depois que recebia a medição”, afirmou.

Colunista diz que Dilma e Lula não se falam há um mês

lula e dilma fora
Segundo o colunista Gerson Camarotti, do Portal G1, o último tête-à-tête dos dois ocorreu no dia 12 de junho durante o 5º Congresso Nacional do PT, em Salvador (BA). Na ocasião, em apenas 10 minutos de conversa, eles tiveram um forte desentendimento. A interlocutores, o ex-presidente Lula revelou que a discordância entre os dois foi porque ele aconselhou Dilma a não vetar o fim do fator previdenciário que havia sido aprovado pelo Congresso.
Lula argumentou a Dilma que seria um gesto para os trabalhadores e sua base social como um todo, mas a presidente discordou. Disse que, caso não vetasse, geraria uma insegurança no mercado financeiro sobre a credibilidade da política econômica.

Na TV, PMDB vai pregar “estabilidade moral”

logo_PMDBO PMDB decidiu promover em 18 de outubro um congresso nacional do partido – o primeiro desde sua fundação (ainda como MDB) em 1965. A propósito, o PMDB começa a gravar dentro de duas semanas o programa de TV do partido, que irá ao ar no início de setembro.
Falarão Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha – além de algumas mulheres do partido, como Katia Abreu, pois, por lei, 10% dos tempos do programa deve ser preenchido por mulheres. O mote, apesar de tanta gente do partido – a começar por Renan e Cunha – implicada na Lava Jato, será a “estabilidade moral” que o partido ambiciona ser portador para os brasileiros

Ministro da Justiça coloca cargo à disposição

Deu no Cláudio Humberto:
claudio humberto novo
Após depor na CPI da Petrobras, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) acredita ter cumprido a “cota de sacrifício” e colocou o cargo à disposição. Interlocutores dizem que ele já não quer ser ministro.

Brasil ‘ganha’ mais 2.000 mortos no trânsito

O Brasil está mais longe de cumprir sua meta de redução de mortes em acidentes de trânsito. Uma revisão de dados do governo federal aponta que a queda em 2013 –último ano disponível– não foi tão grande quanto estatísticas preliminares apontavam. Os primeiros dados coletados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) indicavam uma redução de 10% nas mortes em um ano, mas a revisão mostrou um recuo menor, de 6%.
Foram incluídas na nova conta oficial quase 2.000 vítimas que antes não estavam no banco de dados ou que tinham causa de morte diferente ou desconhecida. Essa revisão é praxe no SUS. Com a mudança, 2013 fechou com 42,3 mil mortes, ante 44,8 mil no ano anterior – a conta inclui mortes em vias urbanas e nas estradas.
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Levantamentos confirmam que a cor da pele dificulta a inserção no mercado

A dificuldade para enfrentar o racismo faz perpetuar números dramáticos dos resultados do preconceito de cor no Brasil. As estatísticas da desigualdade revelam barreiras para a população negra que vão desde a formação inicial até a inserção no mercado de trabalho. A cor da pele é determinante para as probabilidades de morte precoce por assassinato. E a minoria que consegue chegar a um curso superior (10,8%) sofre preconceito no dia a dia, como Guilherme Lemos, 25 anos, pós-graduando na Universidade de Brasília (UnB) (leia mais ao lado).
Levantamento exclusivo feito a pedido do Correio revela que, desde 2013 até junho deste ano, o Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 327 denúncias por discriminação por origem, raça, cor ou etnia. Em outro estudo do MPT, de 2004, elaborado pela Coordenadoria de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), ficou evidente a discrepância entre o número de trabalhadores negros em um banco privado no Distrito Federal e a composição da população local. Enquanto 54% da população economicamente ativa era negra, o percentual de trabalhadores ficava em 23%.

Pesquisas eleitorais serão controladas em campanha

A Comissão Especial da Reforma Política enviou ontem (13), ao plenário do Senado, mais cinco projetos sobre esse tema para serem apreciados em regime de esforço concentrado esta semana, quando as votações irão até sexta-feira.
Um deles é o que impõe limitações à atuação dos institutos de pesquisa. O texto propõe que os órgãos de imprensa fiquem impedidos de contratar esses institutos se eles também prestarem serviços para os partidos políticos.
“Pesquisa é importante, mas não dá para um instituto de pesquisa ser contratado por um governo, seja federal, estadual ou municipal, e ao mesmo tempo ser contratado por um veículo de comunicação, seja ele qual for, fruto de uma concessão pública, e divulgando pesquisa durante o período eleitoral. Isso me parece que é importante para disciplinar esse instituto importante das pesquisas”, afirmou o presidente da comissão, senador Jorge Viana (PT-AC).