18 de agosto de 2015

Empreiteiras da Lava Jato ainda lideram ranking da União

20150110014224_cv_lavajatoOPERAO~1_gdeA operação Lava Jato, da Polícia Federal, e a crise econômica não afetaram apenas o cenário politico do país. O ranking de empreiteiras que mais recebem do governo federal, por exemplo, também foi alterado em relação à configuração do ano passado. Apesar disso, as empresas investigadas continuam a receber quantias significativas da União.
A Construtora Norberto Odebrecht perdeu a “ponta” da tabela para a Construtora Queiroz Galvão, que recebeu R$ 265,5 milhões em 2015. A maior parcela dos recursos, R$ 239 milhões, foi destinada às obras e serviços de integração do Rio São Francisco com as Bacias dos Rios Jaguaribe, Piranhas-Açu e Apodi, na parte norte da transposição.
Policia-Federal-Lava-JatoA Queiroz Galvão ainda recebeu R$ 26 milhões por obras em rodovias, como a de construção da Segunda Ponte sobre o Rio Guaíba e Acessos, na BR-116/290 no Rio Grande do Sul e a de adequação de Acesso Rodoviário ao Porto de Itaguaí, na BR-101, no Rio de Janeiro. A empreiteira ainda contou com R$ 512 mil relativos à Construção da Ferrovia Norte-Sul, de Ouroverde de Goiás a São Simão, no estado de Goiás.
A Odebrecht, que teve o auge em 2012, quando se tornou a primeira empreiteira a receber mais de R$ 1 bilhão do governo federal em apenas um exercício, está amargando o segundo lugar em 2015. A construtora chegou a receber R$ 1,13 bilhão no ano passado. Em 2013, o valor foi de R$ 833,2 milhões. Os valores deste ano se referem ao programa de submarinos da Marinha do Brasil, que prevê a implantação de Estaleiro e Base Naval para Construção e Manutenção de Submarinos Convencionais e Nucleares. Ao todo, R$ 214,5 milhões foram pagos este ano para a empresa. O projeto recebeu R$ 3,3 bilhões entre 2012 e 2015.

Para petistas, Lava Jato vai até eleição de 2018

Segundo a Coluna Esplanada, a Operação Lava Jato vai se estender por mais dois ou três anos. Esta é a visão de grãos petistas. A tese de ‘puxa-se uma pena e sai uma galinha’, frase do ministro do STF Teori Zavaski, nunca foi levada tão a sério. A operação começou com a prisão de um doleiro em Brasília, chegou ao doleiro Youssef, operador do esquema na Petrobras, e agora ao setor energético e aos estádios da Copa.
O núcleo Lulista do PT começa a avaliar, em reuniões em São Paulo – no diretório nacional e no Instituto Lula – até que ponto a Lava Jato poderá prejudicar o possível lançamento do ex-presidente Luiz Inácio na disputa pelo Planalto. Um grupo defende a ideia de encomendar pesquisas bimestrais a partir de 2016. Qualitativas, em especial.

Rejeição a Temer reativa debate sobre desligamento da função de articulador

Integrantes do grupo político de Michel Temer espantaram-se com o resultado da pesquisa feita pelo Datafolha na Avenida Paulista, no domingo (16). A atuação do vice-presidente foi considerada ruim ou péssima por 68% dos manifestantes.
Exergou-se no índice uma evidência de que a impopularidade de Dilma é contagiosa. E concluiu-se que o vice-presidenete escolherá seu próprio caminho para o inferno se não tomar distância da função de articulador político do Planalto.
A pesquisa ouviu eleitores aos quais Temer costuma se dirigir quando pede votos: brasileiros de classe média residentes em São Paulo. A despeito disso, o carioca Eduardo Cunha, enrolado na Operação Lava Jato, amargou taxa de rejeição bem menor: 43%.
Para os aliados de Temer, o figurino de sub-Cunha não orna com um personagem que precisa conservar sua capacidade de diálogo caso seja compelido pelos fatos a administrar o desenlace de um desastre.
Por Josias de Souza

Dilma reúne vice-líderes do governo em busca de apoio contra pautas-bomba

O líder do governo na Câmara, José Guimarães, fala à imprensa após reunião da presidenta Dilma Rousseff com líderes da Câmara no Palácio da Alvorada (Valter Campanato/Agência Brasil)Em mais uma tentativa de reunificar a base aliada na Câmara, a presidenta Dilma Rousseff se reuniu ontem (17) à noite com vice-líderes do governo na Casa para pedir a colaboração em uma agenda para discutir “o país”.
Ao lado do vice-presidente Michel Temer e ministros do seu governo, Dilma debateu com onze deputados da base aliada sobre a necessidade de as lideranças se concentrarem no esforço de pensar em pautas que objetivem retomar o crescimento econômico e evitar as chamadas “pautas-bomba”, que causam impactos financeiros à União.
De acordo com o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), o encontro de hoje (17) pode ser considerado inédito pelo fato de a presidenta ter reunido os dez vice-líderes do governo, nomeados em fevereiro. Segundo ele, o objetivo da conversa foi construir uma “agenda política na Câmara, a exemplo do que fez o Senado”.

Líderes de comunidade evangélica roubavam bens e explorava fiéis

A Polícia Federal deflagrou a Operação De Volta para Canaã, em três estados, e prendeu seis líderes de uma seita religiosa que teriam escravizado fiéis. Segundo a PF, o grupo teria utilizado a seita para se apoderar do patrimônio de pessoas convertidas, submetendo-as a trabalhos forçados, em situação análoga à de escravos.
As investigações apontaram que os dirigentes da seita Jesus, a Verdade que Marca, mantinham pessoas em regime de escravidão nas fazendas onde desenvolviam as atividades e os rituais religiosos. A Polícia Federal afirmou que os fiéis, ao ingressarem na comunidade evangélica, eram convencidos a doar seus bens sob o argumento da convivência em um local na qual “tudo deveria ser de todos” e, em seguida, eram obrigados a trabalhar sem qualquer espécie de pagamento. Os investigadores estimam que o patrimônio recebido em doação dos fiéis chegue a pouco mais de R$ 100 milhões.